Deputados debatem violência escolar no Sul Fluminense

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A Comissão de Assuntos da Criança, do Adolescente e do Idoso, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio promoveu um debate com o tema ‘Violência na Escola e Contra a Escola’. A audiência pública foi realizada na Câmara de Volta Redonda na segunda, 15, e entre os principais problemas pontuados estavam o combate ao bullying e cyberbullying, a necessidade de implementação nas escolas de psicólogos e assistentes sociais, e intensificar o trabalho de prevenção à violência nas unidades de ensino.
Responsável pela convocação da audiência, o presidente da comissão, deputado Munir Neto (PSD), chamou atenção para a importância de se ampliar o debate sobre a violência no ambiente escolar. “Estamos trabalhando nesse tema há bastante tempo. Tivemos reuniões com professores de universidades como a PUC e a UFRJ, e estamos ouvindo a população, pesquisadores e autoridades. É urgente este espaço de discussão para que possamos buscar ideias e soluções para promover a paz, o combate ao bullying e a mediação de conflitos”, disse. Já o deputado Sérgio Fernandes (PSD) enfatizou a necessidade de haver psicólogos e assistentes sociais nas escolas. Em sua análise, diretores e professores acabam ficando sobrecarregados com essas funções, diante da ausência desses profissionais. Além disso, Fernandes defendeu que sejam estudadas ações no campo pedagógico para dirimir o medo da violência. “A violência não deve ser pautada única e exclusivamente na questão da segurança, na presença de policiais nas escolas. Precisamos trabalhar na prevenção à violência. Esse debate precisa ser feito no campo da educação e da assistência social, por meio da cultura, da arte e da prática esportiva. Somente valorizando os profissionais vamos ultrapassar essa problemática”, frisou.
Representando a secretaria de Educação de Volta Redonda, Virgínia Helena Pires, concordou com Fernandes em relação à implantação de psicólogos e assistentes sociais e afirmou estar trabalhando em um plano municipal de prevenção à violência. “Não basta a gente ter a parceria da segurança pública. É importantíssimo que haja uma transformação da nossa sociedade. Só quem tem a condição de conseguir isso, juntamente com a família, é a escola por meio de suas ações. Nossos diretores têm trabalhado sobre a cultura de paz e a prevenção à violência”, acrescentou.

Combate ao bullying
De acordo com Paloma de Lavor Lopes, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Volta Redonda, 98% dos casos de violência poderiam ter sido evitados se fossem identificados precocemente. “Como fazer uma política pública sem avaliar? Esse é o papel do CMDCA. Professores e diretores têm que ser ouvidos, eles estão na ponta. A gente precisa de toda uma rede de apoio. Somos o único CMDCA do Brasil a ter adolescentes na equipe, o que facilita o diálogo”, destacou.
A conselheira tutelar de Volta Redonda Bianca de Almeida Costa Alves identificou que a maior parte das ameaças é efeito colateral do bullying e defendeu que haja um olhar mais apurado em relação às vítimas. “Sou mãe de três meninas e elas são a minha maior influência para que eu possa estar envolvida com a causa. Entende- se por violência nas escolas tudo aquilo que se relaciona com a vida estudantil de crianças e adolescentes. Destaco o bullying, que se tornou um agravante”, pontuou. Também participaram da audiência o presidente da Câmara de Volta Redonda, Paulo Conrado; a secretária de Ação Comunitária, Carla Duarte; o coronel Ronaldo Martins, comandante do 28o BPM, entre outros.