A secretaria estadual de Saúde do Rio lançou mais um informe sobre a situação dos casos de dengue, zika, chikungunya e febre amarela no estado do Rio. São 49.260 mil casos confirmados até a última semana epidemiológica de 2023, com 2.914 internações e 28 óbitos. Em Volta Redonda, a curva da doença está estática, com 371 casos prováveis, indicando subnotificação da doença ou atraso de notificação. No bairro 60, por exemplo, existem relatos de vários casos. A situação está crítica, e a prefeitura informa que amanhã, quarta, 3, vai elaborar um plano de mutirões por toda a cidade do aço, incluindo a 60.
No Médio Paraíba, as cidades que mais chamam a atenção das autoridades são Itatiaia, Resende, Porto Real e Quatis. Resende e Itatiaia, por exemplo, estão com atraso de notificação e casos acima do esperado. As duas cidades concentram o maior volume de casos na região, com 57% para Resende e 22% para Itatiaia, apresentando as maiores incidências (702,1 e 444,5 casos /100 mil habitantes, respectivamente). Já Porto Real e Quatis destacam-se pela transmissão de casos acima do esperado para o momento.
As demais cidades do Médio Paraíba – o que inclui Volta Redonda e Barra Mansa – não aparecem em destaque no último boletim da SES-RJ, o que não significa que a dengue esteja controlada. Pelo contrário. A situação tende a ser pior nas cidades mais populosas, devido à grande produção de lixo e inservíveis que servem de foco para o mosquito transmissor da dengue.

