A prefeitura de Volta Redonda adquiriu as primeiras cinco cadeiras de rodas motorizadas que vão beneficiar pacientes com necessidades específicas, após avaliação de profissionais da área e que sejam residentes no município. A primeira cadeira foi entregue na quinta, 26, para Rosenil Carlos da Silva, que mora no Açude.
De acordo com o coordenador do CER III, Vladimir Lopes de Souza, parte do valor dos equipamentos foi pago com recursos federais. “O fundo é direcionado ao município, por isso, a exigência de que os beneficiados sejam moradores de Volta Redonda, mesmo a unidade sendo regional”, explicou, informando que a escolha dos pacientes é técnica. “Levamos em consideração a CID (Classificação Internacional de Doenças) e fazemos uma avaliação criteriosa da necessidade e da capacidade de utilizar o equipamento. Simplificadamente, os candidatos a serem contemplados devem ser incapazes de tocar uma cadeira de rodas mecânica, e ter habilidades cognitivas e físicas para guiar com segurança a cadeira motorizada”, disse.
A previsão é de que, além das cinco primeiras cadeiras já disponíveis para doação, o Centro de Reabilitação adquira novos equipamentos do tipo para beneficiar mais moradores de Volta Redonda.
Referência na região
O Centro Especializado em Reabilitação, que funciona em Niterói, ao lado da secretaria de Saúde, é referência na região, credenciado pelo governo Federal para atender as 12 cidades do Médio Paraíba Fluminense. A unidade recebe pacientes com deficiências visual, física e intelectual. Eles são encaminhados pelas secretarias de Saúde de outros municípios ou unidades básicas, no caso de Volta Redonda, com indicação de médicos ou fisioterapeutas.
No CER III, os pacientes são acompanhados por equipe multidisciplinar, que se dedica à avaliação, prescrição, preparação, dispensação, adequação e treinamento para a entrega de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, como bengalas e cadeiras de rodas. Atualmente, o espaço consegue produzir palmilhas e calhas ortopédicas, o restante é comprado por meio do Faec. “O serviço é para deficientes, nós não atendemos pessoas em situação transitória. Os usuários são avaliados e só recebem o benefício ao se enquadrarem no perfil. O objetivo do tratamento é promover autonomia e melhoria na qualidade de vida dessas pessoas”, afirmou Vladimir.

