sábado, novembro 7, 2026
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Sem dinheiro

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Diretoria do Volta Redonda descarta voltar com o ‘Voltaço de saias’ 

Walter Barros 

A formação de uma equipe de futebol feminino, por ora, não está nos planos do Volta Redonda. Em entrevista exclusiva ao aQui, o vice-presidente do clube, Flávio Horta Jr, indicou que a manutenção de um time profissional requer investimento da ordem de R$ 1 milhão por ano. Ou mais. Ele, inclusive, acrescentou que o Voltaço vive um momento de reestruturação financeira e descartou a formação de equipes amadoras para a disputa de competições profissionais, proposta defendida por entusiastas da modalidade.

Segundo o dirigente, os tempos são outros: o futebol feminino evoluiu, e o dinheiro que custeou o projeto no passado, hoje, é insuficiente. “O Volta Redonda vem passando, nos últimos anos, por um processo de reconstrução, principalmente financeira, por conta de dívidas herdadas de esportes que não são o futebol masculino. Por isso, temos buscado projetos que sejam autossustentáveis. Não adianta tirar recursos do futebol masculino, que é o carro-chefe do clube, para investir em outros esportes que não consigam se sustentar. Hoje, o motivo é uma questão de responsabilidade financeira”, pontuou.

Segundo Flávio Horta, a atual diretoria do Voltaço já até discutiu a retomada do futebol feminino com o poder público e com a iniciativa privada, mas não encontrou um projeto ‘autossustentável’. “Às vezes, as pessoas ainda têm a ideia do futebol feminino de antigamente, mas hoje o futebol é muito caro. Não dá mais para disputar uma competição profissional apenas com atletas amadoras. Estamos falando de um investimento de, no mínimo, R$ 50 mil a R$ 60 mil por mês, e o Volta Redonda, com muita responsabilidade, não tem como assumir esse compromisso hoje”, disparou.

Questionado sobre o plantel feminino que conquistou o Carioca de 2008, contando com aportes da Prefeitura de Volta Redonda, Horta argumentou que “era um outro momento, as coisas eram mais amadoras e aconteciam com menos dificuldade”. De acordo com o diretor do Voltaço, outros custos podem elevar o investimento anual para R$ 1 milhão: “Hoje, para disputar uma partida de futebol feminino, o clube tem custos de arbitragem, transporte e toda a estrutura, que giram em torno de R$ 10 mil a R$ 15 mil por jogo. Além disso, as atletas já não podem mais ser totalmente amadoras, e é preciso contar com comissão técnica e toda uma estrutura”.

Os números apresentados por Flávio Horta Jr podem ser considerados irrisórios, se comparados às cifras apresentadas pelo Relatório Nacional do Futebol Feminino 2025, lançado em dezembro pela Outfield, gestora de investimentos e consultoria no universo esportivo, e ‘Dibradoras’, veículo dedicado à cobertura do futebol feminino. Segundo o estudo, a modalidade também enfrenta retrancas pesadas na elite do futebol nacional, como a não segregação de receitas do futebol masculino. O que favorece narrativas de falta de retorno financeiro e diminui a priorização de equipes femininas. “Está claro que o avanço do futebol feminino no Brasil depende de colaboração, governança e responsabilidade compartilhada entre quem joga, quem gere, quem investe e quem narra. A partir daqui, inauguramos um novo ciclo de responsabilidade coletiva entre clubes, federações, gestoras, atletas, marcas e mídia”, conclui o documento.

A projeção feita por Flávio Horta se aproxima dos investimentos mais modestos feitos pelos principais clubes brasileiros em 2024, ano em que Criciúma e Fortaleza, por exemplo, aportaram respectivamente R$ 880 mil e R$ 1,2 milhão, de acordo com um levantamento da ESPM. O que ajuda a explicar a dificuldade para a retomada do projeto do futebol feminino do Voltaço em 2023. “Fomos procurados por um grupo de pessoas ligadas ao futebol feminino. Eles insistiam que, se pudessem divulgar o interesse do Volta Redonda em retomar a modalidade, conseguiriam buscar os patrocínios necessários”, contou. 

Ele foi além. Lembra que, na ocasião (em 2023), o Voltaço teria deixado claro que “o clube tentaria ajudar dentro das suas limitações, mas não poderia assumir novos compromissos financeiros”, por falta de condições. “Esse movimento aconteceu, eles reuniram as pessoas, mas perceberam que o apoio da iniciativa privada e do poder público foi insuficiente diante das demandas que o futebol feminino exige hoje”, emendou.

Entre os que integraram a tentativa de retomada em 2023 estava Sabino Cunha, que defende a formação de uma equipe amadora do Voltaço para a disputa do Campeonato Carioca de 2027, ano em que o Brasil sediará a Copa do Mundo de futebol feminino. Para o coordenador do projeto que culminou com a conquista do Cariocão de 2009 e da Copa Coca-Cola sub-15 em 2011, a estratégia permitiria mais exposição a potenciais investidores, com menor investimento, já que as atletas não seriam contratadas inicialmente. “Para esse primeiro passo, a gente precisa de um aporte de R$ 12 mil por mês, incluindo material, taxa de arbitragem e comissão técnica remunerada”, estima Sabino. 

Em entrevista ao aQui, o prefeito Neto até disse que toparia ‘entrar em campo’ apoiando a retomada do futebol feminino, dependendo, é claro, da viabilidade legal e econômica do projeto. O que, na avaliação de Sabino, pode contar com o ‘Guerreiras de Aço’ como porta de entrada de recursos vindos através de leis de incentivo fiscal. Trata-se de um instituto que tem como vice-presidente o ex-coordenador do Voltaço feminino. Mas Sabino também se queixa da falta de interesse do clube pelo futebol amador: “Se tiver interesse de ter uma equipe feminina de alto rendimento, de qualidade, esse é o começo. Estamos apenas começando, do primeiro patamar, que é uma peneira, depois organizamos o time, com objetivo de buscar uma série C. Depois, vamos para o segundo patamar, mesclando jogadoras mais experientes, com estrutura maior, até porque vai ter aporte da CBF”.

A tentativa de retomada do Voltaço feminino em 2023 aconteceu meses após o então presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, declarar que todos os times da Série A, B, C e D do Brasileirão teriam que manter equipes femininas até 2027, proposta que não foi adiante após a queda de Ednaldo do comando da entidade máxima do futebol no país. Flávio Horta Jr, no entanto, nega que o tricolor de aço tenha tirado o pé do acelerador após o recuo da CBF: “Entendemos que a CBF busca estimular a modalidade, mas os próprios clubes têm sentido que os custos são altos e acabam sendo repassados para eles. É claro que, se houver um movimento das federações e da CBF para fomentar o futebol feminino também de forma financeira, isso facilita”.

O Relatório Nacional do Futebol Feminino 2025 também aponta para uma janela de estruturação do futebol feminino no Brasil até a realização da Copa do Mundo de 2027, envolvendo federações, marcas e patrocinadores. Os desafios, caso sejam superados, podem resultar em um divisor de águas, jogando a favor do otimismo de Sabino Cunha. Do contrário, o mercado da bola pode prolongar o jogo duro contra a formação de equipes femininas de clubes como o Voltaço, endossando a cautela de Flávio Horta Jr.

Manutenção de um time feminino profissional pode chegar a R$ 1 milhão por ano, ou mais

Tragédia anunciada

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Em 1985, Tetê Espíndola venceu o Festival dos Festivais com a música ‘Estava Escrito nas Estrelas’. Na Copa do Mundo de 2026, a seleção brasileira nos fez relembrar a música com a eliminação precoce do time do Ancelotti. Sim, estava escrito nas estrelas que o fracasso ia começar com a contratação de um técnico estrangeiro. Ele chegou com fama de vencedor, referendado por vários títulos conquistados nos clubes que dirigiu.
Porém, contra ele, havia a desconfiança de nunca ter comandado uma seleção, sequer a do seu país. Seria um enorme desafio para o italiano e para a CBF. Não deu outra. Foi reprovado logo no primeiro teste, pois Ancelotti cometeu uma série de erros. Desde a convocação até a escolha do time titular, levando incerteza até a estreia contra o fraco Haiti.

Não conseguiu, nos jogos seguintes, acertar o padrão de jogo e insistiu em manter jogadores sem a mínima condição de estar em uma Copa do Mundo.
Seria covardia colocar a culpa do fracasso do Brasil somente em cima do italiano. Tem mais gente culpada na história. A tragédia começou dentro da própria CBF e envolve alguns jogadores que mostraram que estão se lixando para o tal do ‘patriotismo brasileiro’. O respeito pelas cores da bandeira já não existe mais. O prazer e a honra de vestir essa camisa passam longe da cabeça de alguns desses “craques” fabricados pela grande mídia. Hoje, milionários e já de férias, não devem mais se lembrar do vexame da ‘tragédia anunciada’. Lamentável!  

Goleado   
O tricolor de aço foi humilhado em Santa Catarina ao ser goleado pelo Maringá por 4 a 0. O Voltaço teve uma atuação pífia, e a irregularidade leva o torcedor a não confiar no time e a cada vez mais se afastar do estádio. A campanha na série C é uma verdadeira gangorra. Um dia está em cima, no outro, em baixo. O próximo adversário será o Figueirense, na segunda, 13, às 20h30min, no Estádio Orlando Scarpelli. Tem que ganhar para melhorar na tabela. Quem viver verá!  
 
Próximos jogos 

O Voltaço joga na segunda, 13, com o Figueirense, às 20h30miin. Depois, no dia 25, joga em casa contra o Anápolis. No dia 8 de agosto, pega a Inter de Limeira fora de casa, para no dia 15 enfrentar o Ituano, no Raulino.

Classificação na Série C
Em 1º, Brusque, com 24 pontos, em 2º o Guarani, com 23 pontos. Em 3º, o Inter de Limeira, com 22, em 4º, o Santa Cruz e em 5º, o Paysandu, ambos com 20. Na Zona de Rebaixamento (Z2), estão o Confiança, com 11, e na lanterna o Anápolis, com 9. O Voltaço caiu para a 14ª posição, com 17 pontos.

História
Quem não se lembra do lateral Perivaldo, do Botafogo, na década de 70? Após uma partida contra o São Paulo, no Maracanã, ele passou o jogo todo brigando com o outro lateral, Marinho, que tinha ido para o tricolor paulista. Peri foi ameaçado pelo ‘Bruxa’ (apelido de Marinho), que prometeu pegá-lo no jogo de volta no Morumbi. Perivaldo, perguntado pelos repórteres se estava com medo, não pensou duas vezes e devolveu: “Cachorro que fala não morde, e quem tá na chuva é pra se queimar. Vou pra dentro dele”. Eita, Peri da Pituba!

Mais um
A diretoria do Voltaço não cansa de contratar. E o novo reforço é o volante Victor Feitosa, 30 anos, com passagem pela Cabofriense, Madureira e Portuguesa. Detalhe: estava no Metropolitano, de Santa Catarina, onde realizou somente três jogos. Mais um da turma da ‘barriga de aluguel’. Se vai dar certo, só o tempo dirá.


Resende   
A TV  Alerj vai transmitir a primeira partida entre Resende e Maricá, pelas semifinais da série A2 do Campeonato Carioca, a partir das 16h40 deste sábado, 11. Os times vão se enfrentar no Estádio do Trabalhador, em Resende. A transmissão é gratuita nos canais 10.2 da TV aberta e no YouTube. 

Barra Mansa

O Leão joga em casa neste domingo,12, às 14h45min, contra o Uni Souza, em partida do Barra Mansa joga por um empate, já que o primeiro jogo terminou em 0 a 0. 

Bola fora 
Para o fracasso da seleção brasileira na Copa do Mundo 2026. Faltou tudo, principalmenBola válida pelo jogo de volta das quartas de final da Série C do Carioca. A equipe dentro
Para as seleções que estão surpreendendo na Copa do Mundo. Estão mostrando o que é ter orgulho de vestir a camisa com as cores dos seus países. Que são machos e podem até perder, mas lutam até o final, mesmo com salários inferiores aos de Neymar & Cia.  te garra, amor à pátria e vergonha na cara.

Em 2026, o Festival Gacemss da Criança chega à sua 17ª edição, reafirmando seu compromisso

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Em 2026, o Festival Gacemss da Criança chega à sua 17ª edição, reafirmando seu compromisso com a democratização da cultura, a valorização da infância e a formação de novos públicos. Com uma programação inteiramente gratuita, o projeto prevê apresentações teatrais, oficinas, exibição de filmes, exposição fotográfica, abrangendo Volta Redonda, Barra Mansa, Resende e as demais cidades do Sul Fluminense. Em outubro, serão 10 apresentações de teatro infantil entre os dias 5 e 9, divididas em sessões matutinas e vespertinas, voltadas para alunos das redes pública e particular de ensino e público geral. As apresentações ocorrerão no tradicional Teatro Gacemss, e os grupos serão selecionados por meio de edital que abrangerá toda a região.

O público também poderá participar de 10 exibições de filmes infantis, também no Cine Teatro Gacemss, durante os dias 28 de setembro e 2 de outubro, além de uma exposição fotográfica, em outubro, reunindo imagens históricas do Festival e registros das atividades da edição atual, permitindo que as crianças tenham também acesso ao ambiente das Galerias de Arte em uma proposta lúdica e acolhedora, no Espaço das Artes Zélia Arbex, em Volta Redonda-RJ.

O Edital para a seleção dos grupos Teatrais está aberto até o dia 19 de julho. Mais informações em https://www.gacemss.com.br/noticias/135/esta-aberto-o-edital-de-selecao-de-grupos-teatrais-para-o-17o-festival-gacemss-da-crianca/

Foto: Wallace Feitosa

A Escola Municipal Wandir de Carvalho, localizada no Siderlândia, teve quatro alunos medalhistas na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) 2026. O resultado foi divulgado na última semana, e a escola obteve duas medalhas de ouro e duas de prata em sua primeira participação na competição nacional.
Os medalhistas de ouro foram os alunos Kleber Lúcio de Souza dos Santos e Nicollas Melo de Siqueira, ambos do 9º ano. As medalhas de prata foram conquistadas por Eduardo Sandi Vital, do 8º ano, e Miguel Sousa Pontes Mathias, do 9º ano. Ao todo, 14 alunos representaram a unidade e a participação foi coordenada pelo professor de Matemática Cristiano de Oliveira Andrade.



A Prefeitura de Barra Mansa está apoiando a realização da 3ª edição do CarFest BM, que acontecerá nos dias 17, 18 e 19 de julho, no Parque da Cidade, no Centro. A entrada é 100% gratuita e a classificação é livre. O CarFest BM terá exposição de veículos, supercarros, carros antigos, apresentações de drift com pilotos profissionais, música ao vivo, feira automotiva para compra, venda e troca de veículos, encontro de motociclistas, espaço kids, praça de alimentação com food trucks e churrasco de chão durante os três dias de evento.

A Prefeitura de Volta Redonda está com inscrições abertas para quem quiser fazer parte da Quadrilha da Alegria, grupo do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Cras Jardim Ponte Alta. O convite é direcionado principalmente aos homens, que irão completar os pares das apresentações realizadas pelo município. Atualmente, a quadrilha conta com 13 casais e integrantes de apoio, mas a expectativa é ampliar o grupo para fortalecer ainda mais as apresentações nas festas julinas e em outros eventos promovidos pela administração municipal.
As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta, das 8 às 16 horas, na sede da Secretaria de Assistência Social.

Seja bem vindo!
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