sábado, outubro 31, 2026
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Apoio de peso

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Munir conquista apoio de 10 vereadores 

O deputado estadual Munir Neto, candidato à reeleição pelo Solidariedade, já conseguiu, entre outras, aprovar leis como a do Estatuto da Pessoa com Doença Rara e Familiares – a primeira lei específica do Brasil para garantir direitos das pessoas portadores de doenças consideradas raras -, além de propor o Estatuto dos Motoboys, que está sendo discutido na Alerj. 

Natural de Volta Redonda, onde exerceu o cargo de secretário de Assistência Social por 15 anos, Munir também articulou importantes conquistas para a região, entre elas a revitalização da Estrada Francisco Vilela Arantes (Roma x Getulândia), um investimento de R$ 7 milhões do Governo do Estado, que beneficiou moradores do Sul Fluminense e da Costa Verde, além de arrancar melhorias na BR-393, a construção do Batalhão de Cães da Polícia Militar, e ainda várias emendas impositivas de R$ 3 milhões para a Saúde e R$ 2,6 milhões para a Educação, para diversos municípios.

Por essas e outras, Munir vem conquistando o apoio de eleitores e diversas lideranças de Volta Redonda, Barra Mansa, Barra do Piraí e Valença, por exemplo. Em Volta Redonda, vejam só, Munir já conta com o apoio de 10 dos 21 atuais vereadores: Neném (PP) – presidente da Casa -, Carla Duarte (PSD), Gemilson Sukinho (PSD), Renan Cury (PP), Luciano Mineirinho (União Brasil), Simar (PSD), Marquinho Motorista (Podemos), Rodrigo Duarte (Agir), Cacau da Padaria (Solidariedade) e Vair Duré (PP).

O presidente da Câmara, Nílton Alves de Faria, o Neném, conta que tem uma ligação muito forte de amizade com Munir, mas que o desempenho dele como deputado é o que o leva a apoiá-lo. “O Munir é como se fosse minha família, meu quinto irmão. É uma amizade de mais de 40 anos, mas o que me faz apoiá-lo é o trabalho que ele vem desenvolvendo na Alerj em prol de Volta Redonda, do Sul Fluminense. São leis importantes aprovadas, recursos destinados para vários municípios, realmente uma atuação excepcional. Por isso ele tem o meu apoio”, disse Neném.    

O vereador Renan Cury é outro que diz que a atuação de Munir faz a diferença na hora de apoiá-lo. “Hoje, caminhar ao lado do Munir mostra para a população quem está do lado dela. A gente precisa reeleger o Munir para que Volta Redonda continue ganhando destaque na segurança pública, na assistência social, na saúde, na educação, porque o trabalho que o Munir fez nos últimos quatro anos foi fundamental para que a nossa cidade prosperasse nessas áreas e melhorasse seus índices em tudo”, apontou Renan Cury.

 

A vereadora Carla Duarte destacou a capacidade de diálogo e o compromisso do deputado com as demandas da população. “Não apenas apoio o deputado Munir Neto, como também reafirmo toda a sua caminhada, suas ações e contribuições para Volta Redonda e toda a região Sul Fluminense. Tenho total confiança no seu compromisso com as pessoas. Munir faz o que de fato acredita que seja o melhor para a população. Sua entrega, escuta e dedicação fazem do deputado não apenas o meu candidato, mas também uma importante liderança regional”, disse Carla Duarte.

Gemilson Sukinho, por sua vez, ressalta o trabalho de Munir como secretário de Assistência Social e a proximidade dele com as pessoas como um dos fatores que o levam a apoiar o deputado para um novo mandato na Alerj. “Na minha primeira passagem como vereador, ele era secretário de Assistência Social, e o trabalho dele era diferenciado. Eu o via atendendo, tinha dia que chegava lá e havia 30 pessoas para serem atendidas, o que ele fazia com toda paciência, olhando nos olhos, pegando na mão das pessoas. Então já tinha uma admiração pelo Munir como secretário, e quando ele foi eleito deputado, em 2022 – e tive a honra de apoiá-lo -, vi o mandato e fiquei muito satisfeito”, disse Sukinho, que completou: “Projetos como o Estatuto das Pessoas com Doenças Raras, que eu digo: foi preciso o Munir chegar lá para essas pessoas serem assistidas. Além dos recursos que ele trouxe para a região, não só para Volta Redonda, como no caso das estradas – Roma X Getulândia e BR-393, que beneficiam todo o Sul Fluminense e a Costa Verde. É por isso que eu apoio o Munir”.

Líder do governo na Câmara, Luciano Mineirinho, também destacou as realizações de Munir no Sul Fluminense. “Nosso apoio e de toda nossa equipe ao Munir é por tudo que ele fez como deputado estadual nesses quatro anos, para Volta Redonda e todo o Sul Fluminense. O Munir é um deputado sério, comprometido com os municípios da região, que trouxe vários recursos, não só para obra, mas para a Assistência Social, Saúde, Segurança e Educação, mantendo um diálogo com todos os setores de Volta Redonda. Munir merece todo o nosso apoio e respeito, e também o voto da população”, afirmou.

Segue o líder

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Paes segue como favorito para chegar ao Palácio Guanabara com mais que o dobro das intenções de voto de Douglas Ruas

Mateus Gusmão

Em mais uma rodada da pesquisa de intenção de voto do instituto Prefab Future, o cenário permanece semelhante ao observado nos últimos meses. No primeiro levantamento feito após o início da campanha eleitoral, Eduardo Paes (PSD) continua na liderança da corrida pelo Governo do Rio. A posição de líder segue consolidada. Mostra Paes com 34,9% das intenções de voto, enquanto Douglas Ruas (PL) aparece em segundo lugar, com 14,7%. 

Na comparação com a pesquisa realizada no fim de julho, Paes passou de 34,5% para 34,9%, uma oscilação positiva de 0,4 ponto percentual. Ruas, por sua vez, avançou 3,8 pontos, saindo de 10,9% para 14,7%. Anthony Garotinho (Republicanos) caiu de 10,8% para 9,5% e aparece na terceira colocação. Na sequência estão André Marinho, com 2,9%; William Siri, com 2,8%; Coronel Busnello, com 2,6%; Cyro Garcia, com 1,7%; Luan Monteiro, com 1,1%; e Juliete Pantoja, com 1%. Os eleitores que não sabem em quem votar ou se declararam indecisos representam 19,7%, ante 19,4% em julho. Já os votos brancos e nulos recuaram de 12,1% para 9,1%.

Segundo o diretor de pesquisas quantitativas da Prefab, Henrique Serra, os resultados começam a indicar uma polarização na disputa pelo Palácio Guanabara. “Será uma espécie de disputa final entre esquerda (Eduardo Paes e Lula) e direita (Douglas e Flávio Bolsonaro)”, avalia Serra. “Ao que parece, Garotinho está ficando para trás, e seus votos podem migrar aos poucos para Paes ou Douglas”, completou o diretor da Prefab.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, 66,4% afirmaram não saber em quem votar. Ou estão indecisos. No levantamento anterior, esse percentual chegava a 78,7%.

A Prefab ouviu presencialmente 2 mil eleitores no estado do Rio, entre os dias 20 e 23 de agosto. Segundo o instituto, a pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,19 pontos percentuais. O levantamento está registrado no TSE sob o número RJ-04605/2026.

Disputa pelo Senado segue aberta

A pesquisa também aponta que Benedita da Silva (PT) continua na liderança da disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, mas o cenário para a segunda vaga permanece indefinido. O levantamento mostra a petista com 15,2% das intenções de voto, seguida por Marcelo Crivella (Republicanos), com 10,1%. 

Em terceiro lugar, aparecem empatados Pedro Paulo (PL), com 5,8%, e Carlos Jordy (PL), com 5,1%. Jordy não havia sido apresentado aos entrevistados na pesquisa de julho. Na sequência estão Waguinho (Republicanos), com 4,6%; Marcos Dias (Podemos), com 4,3%; Monica Benício (PSOL), com 4,1%; e Carlos Portinho (PL), com 3,8%.

O cenário é marcado, principalmente, pelo elevado número de eleitores que ainda não escolheram seus candidatos. Os que não sabem em quem votar ou estão indecisos passaram de 40,8% em julho para 48,6% em agosto. Já os votos brancos e nulos recuaram de 16,5% para 12,9%. Na eleição para o Senado, cada eleitor poderá escolher dois candidatos, já que duas das três cadeiras do Rio estarão em disputa em 2026.

“Será impossível qualquer instituto brasileiro medir a intenção de votos para senador no estado do Rio de Janeiro”, avalia Mário Marques, fundador da Prefab Future e CEO do LabPop Group. “Além do volume de candidatos (são 16), o eleitor fica zonzo na rua com tantos nomes. A pesquisa quantitativa terá enorme dificuldade para antecipar possíveis vencedores. Será uma eleição a ser decidida no dia da votação, sem sombra de dúvida”, acrescentou.

O diretor de pesquisas da Prefab, Henrique Serra, também destaca a indefinição. “Não há qualquer certeza na eleição ao Senado no Rio. As campanhas são volumosas, e o eleitor ainda está desconectado de seus favoritos”, afirmou.

Jovens apolíticos

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Juventude se afasta das urnas, apontam dados do TSE

O dia da eleição, para uma parte dos cidadãos fluminenses, é marcado por tradições de família e pode ser considerado algo que vai muito além de uma obrigação no calendário. O passeio até o bairro em que nasceu, o reencontro com parentes distantes em almoços especiais após a ida às urnas, seguido pela tarde inteira acompanhando a apuração on-line ou na TV marcou a infância e o início da adolescência do designer Caio Maia, de 26 anos. Ainda criança, ele acompanhava os pais até a escola onde votavam, em Higienópolis, bairro da Zona Norte de São Paulo, quando já haviam se mudado para o Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio.

O passeio virava reencontro: a mãe conversava com as amigas de infância nos corredores da escola, e ele, ainda pequeno, era erguido no colo até a urna para apertar os números que a família já tinha decidido em casa, anotados num papelzinho. Foi crescendo com esse ritual, e não com a obrigação, que Caio decidiu tirar o título assim que completou 16 anos, em 2016, para votar pela primeira vez. Segundo ele, ninguém mais da turma tirou o título naquele ano. “As pessoas ficavam chocadas quando eu contava que já ia votar”, lembra.

Mas o que para Caio nasceu de uma tradição de família está longe de ser regra entre os jovens brasileiros. Os números extraídos do Cadastro Nacional de Eleitores, atualizado mensalmente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram exatamente o contrário. Dez anos depois, em 2026, 158.745.763 cidadãos brasileiros estão aptos para votar. Entre os eleitores, o número de jovens entre 16 e 18 anos habilitados despencou. Essa faixa etária somava 4.177.627 pessoas em 2022 e caiu para 3.571.159 neste ano, recuo de 606.468 registros, ou 14,52%.

Questão demográfica

O fenômeno não é apenas eleitoral. Ele acompanha uma transformação demográfica profunda no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a parcela da população com 60 anos ou mais praticamente dobrou entre 2000 e 2023, passando de 8,7% para 15,6%. Ao mesmo tempo, as brasileiras estão tendo cada vez menos filhos. Naturalmente, o eleitorado é cada vez mais velho. Os eleitores com 60 anos ou mais somavam 32,8 milhões em 2022 e passaram para 37,4 milhões em 2026, um salto de quase 14%. Com isso, essa faixa etária ampliou sua fatia no eleitorado total, saltando de 21,02% para 23,60% em apenas quatro anos.

No Rio de Janeiro, o caso é ainda mais evidente: cerca de 28% do eleitorado fluminense tem 60 anos ou mais. A aposentada Haidêe Antunes, de 66 anos, integra essa estatística. Ela vota desde jovem e relembra que o interesse pela política foi despertado pela mãe. Emília dos Santos, que faleceu no ano passado, aos 91 anos, chegou a transferir seu título de eleitor da Bahia para o Rio de Janeiro, já aos 80 anos, para continuar exercendo o direito ao voto.

“Minha mãe sempre foi uma pessoa politizada e fazia questão de votar, mesmo quando o voto já não era obrigatório. Esse interesse foi transmitido para mim. Consigo me imaginar votando enquanto estiver viva e lúcida para isso”, afirma Haidêe.

Voto facultativo

Aos 16 e 17 anos, votar é uma escolha. Jovens dessa faixa etária que não comparecerem às urnas não precisam justificar a ausência nem recebem multa, a mesma facultatividade que passa a valer novamente a partir dos 70 anos.

Para a diretora da Escola do Legislativo (Elerj) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Lícia Damasceno, que também é professora do Ensino Fundamental, a principal causa para o dado é o distanciamento entre o jovem e a política institucional. Segundo ela, a nova geração está longe de ser desinteressada. Pelo contrário, acompanha e se posiciona sobre temas políticos, sociais e ambientais. O problema é que essa faixa etária não enxerga a política institucional como um espaço em que sua participação pode gerar mudanças reais.

É o que ilustra a trajetória de duas estudantes de 16 anos que, por motivos diferentes, não vão votar em 2026. Carolina de Oliveira perdeu a data de inscrição e não conseguiu tirar o título este ano. Na escola, ela debate assuntos importantes com os colegas, mas reconhece que essa não é a regra entre os jovens. “Apesar de todas as ferramentas que possuímos atualmente, acabamos não tendo tanta informação. Vejo que os jovens não se sentem representados pela política ou acham que ela não faz diferença”, afirma a estudante.

Já Carolina Marski optou por se manter distante das urnas neste ano. Para ela, a polarização é o principal fator de afastamento. “Acho que a internet influencia bastante os adolescentes, já que muitas vezes as propostas dos políticos não são tão divulgadas quanto seus erros e polêmicas”, diz a jovem.

As redes sociais, apesar de concentrarem uma grande quantidade de conteúdo, nem sempre oferecem ferramentas suficientes para diferenciar informação de desinformação. É por isso que, para Lícia, a educação para a cidadania é fundamental. “Precisamos mostrar ao jovem que o voto aos 16 anos é uma oportunidade de começar a participar das decisões que irão impactar o seu próprio futuro, e não apenas uma obrigação eleitoral”, completa a especialista.

Medidas da Alerj

O incentivo à participação dos jovens no processo eleitoral também faz parte das ações de conscientização promovidas pelo Parlamento fluminense. Desde 2023, está em vigor a Lei 10.238/23, aprovada pela Casa, que instituiu o Dia de Incentivo à Emissão do Título de Eleitor para jovens de 16 a 18 anos, celebrado anualmente em 2 de março.

Outra iniciativa voltada à formação política e cidadã dos jovens é o Parlamento Juvenil da Alerj. Realizado há mais de 20 anos em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), o programa permite que 97 estudantes da rede estadual assumam, simbolicamente, o mandato de deputado estadual por uma semana. Em 2026, 853 alunos dos 92 municípios fluminenses manifestaram interesse em participar da iniciativa, um recorde de inscrições e um aumento de 184 candidatos em relação a 2025.

No Parlamento Juvenil, cada município elege seu representante, que vivencia durante uma semana a rotina do Poder Legislativo. Nesse período, os estudantes participam de capacitações em diferentes áreas, conhecem de perto o funcionamento da Alerj e aprendem sobre as etapas de elaboração e tramitação de uma proposta legislativa. A experiência culmina na apresentação e discussão de projetos voltados ao Estado do Rio. As propostas aprovadas pelos jovens parlamentares podem ser posteriormente encampadas por deputados estaduais, tramitar oficialmente na Casa e, caso aprovadas e sancionadas, tornar-se leis.

“Nosso papel é justamente aproximar o jovem do Parlamento, explicar como as decisões políticas impactam sua vida e mostrar que política não é apenas eleição. É participação, cidadania e construção coletiva”, explica a professora Lícia Damasceno.

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