domingo, outubro 25, 2026
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Sem burocracia

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Sefaz-RJ e PGE-RJ lançam Certidão Conjunta de Regularidade Fiscal

A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-RJ) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ) anunciaram o lançamento da Certidão Conjunta de Regularidade Fiscal para contribuintes do estado do Rio de Janeiro. Prevista para ser disponibilizada a partir de 12 de novembro, a iniciativa vai simplificar a comprovação da situação fiscal ao reunir, em um único documento, informações sobre a existência ou não de débitos tributários e não tributários, incluindo os inscritos em dívida ativa. Somente neste ano, foram geradas mais de 1,5 milhão de certidões para pessoas físicas e jurídicas, com uma média mensal de 198 mil emissões.

A principal mudança é que, com a nova certidão, deixa de ser necessária, na maior parte dos casos, a apresentação de documentos separados emitidos pelos dois órgãos para comprovar a situação fiscal. O novo sistema vai realizar a consulta simultaneamente nas bases de dados da Sefaz-RJ e da PGE-RJ.

Para os débitos inscritos em dívida ativa que estejam com a sua exigibilidade suspensa, ainda será necessário ao requerente apresentar o pedido de certidão positiva com efeitos de negativa à PGE-RJ, que emitirá certidão própria.

O serviço estará disponível nos sites da Sefaz-RJ (www.fazenda.rj.gov.br) e da PGE-RJ (www.pge.rj.gov.br). Para emitir a certidão, o contribuinte deverá informar o CPF ou CNPJ. O documento será gerado automaticamente no site da solicitação ou pelo e-mail do requerente, sem exigência de taxas no procedimento. 

Depois de obter a Certidão Conjunta, será necessário realizar a validação, informando o seu código de autenticidade no sistema. O documento terá validade de 30 dias a partir da data de emissão e estará disponível para pessoas físicas e jurídicas em três modalidades: Negativa de Débitos (CND), para contribuintes sem dívidas; Positiva de Débitos (CPD), para aqueles que possuem débitos pendentes; e Positiva de Débitos com Efeitos de Negativa (CPEN), destinada para casos de débitos com exigibilidade suspensa junto à Sefaz-RJ.

A expectativa é de que, com a evolução do novo sistema, os débitos inscritos com suspensão de exigibilidade também possam sair automaticamente na certidão conjunta. 

Eleições no Voltaço podem parar na justiça comum

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Às vésperas da assembleia marcada para a próxima segunda, 19, o clima político no Volta Redonda atinge a temperatura máxima. A eleição para a presidência do Voltaço, que deveria ser de celebração democrática e planejamento para o futuro, encontra-se sob a sombra de fortes denúncias e questionamentos feitos pela oposição.
A promessa de o caso ir parar na Justiça não surge por acaso. Entre as acusações, está a suspeita de irregularidades no cadastro de sócios aptos a votar – com a alegação alarmante de que nomes de pessoas já falecidas constavam da lista de votantes. Somado a isso, questiona-se a repentina presença e participação de mulheres de conselheiros e dirigentes, que, segundo relatos, jamais frequentaram as reuniões do Conselho Deliberativo.
O Volta Redonda pertence à sua torcida, aos seus associados e à história da cidade. Para que o vencedor do pleito tenha a legitimidade necessária para governar e conduzir o clube nos próximos anos, não pode haver margem para dúvidas. Uma eleição sob suspeita mancha a imagem da instituição e enfraquece a futura gestão que assumir os destinos da entidade.
Por isso, é fundamental que a diretoria e a comissão eleitoral venham a público esclarecer, ponto a ponto, cada uma das denúncias. A auditagem rigorosa da lista de sócios e o cumprimento estrito do estatuto são exigências mínimas para garantir a lisura do processo eleitoral.
O torcedor e o associado do Voltaço merecem respeito e, acima de tudo, a certeza de que o futuro do clube será decidido de forma limpa e transparente nas urnas.

Na Geral
Desistência
A polêmica que envolve as eleições no Volta Redonda, caso as denúncias não sejam esclarecidas, pode mesmo parar na Justiça, bem como fazer com que a chapa de oposição, encabeçada por Edilson Silva e Alex Bosco, retire a sua candidatura. 

História
Certa vez, meu neto Enzo me perguntou qual teria sido a entrevista mais importante que eu fiz ao longo dos meus 47 anos no rádio esportivo da região. Respondi que foi com Pelé, o rei do futebol. Aconteceu antes de um clássico entre Flamengo e Vasco, no Maracanã. Eu estava no vestiário do Flamengo, ao lado de outros repórteres, sentado nas escadarias do túnel de acesso ao gramado. Estava em pé, encostado na parede, de frente para o final do túnel. De repente, avistei no final do corredor alguns homens de terno e, para a minha sorte, entre aqueles gigantes, estava Pelé.
Fui devagarinho em direção à comitiva e fui recebido com o seu tradicional sorriso e humildade. Perguntei como ele se sentia voltando ao estádio que o consagrou. Pelé colocou a mão no meu ombro, como se me conhecesse há muito tempo, e foi o tempo exato de responder à minha pergunta. Isso porque a avalanche de repórteres, ao perceber quem estava ali, me tomou o Rei, e a exclusividade de um minuto acabou.
O mais emocionante foi a entrada triunfal do maior do mundo no gramado, aplaudido pelas duas torcidas, Flamengo e Vasco, que o saudavam ao som de “Pelé! Pelé!”. O Rei deu uma volta olímpica, mostrando um preparo físico de dar inveja a muitos jovens atletas. O detalhe mais marcante: fiquei emocionado ao ver os olhos do meu neto brilharem ao ouvir a história. 


Confirmado
O jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana entre Vasco e Boca Juniors está confirmado para o Maracanã, na terça, 20, às 21h30min. Casa cheia, com certeza.


Absolvido 
Pulgar, volante do Flamengo, foi absolvido por unanimidade no STJD pela entrada em Castillo, no Fla-Flu. Pulgar poderia pegar de 1 a 6 jogos de gancho. Estão de sacanagem. É por isso que a violência impera no futebol. 


Bola fora
Para os diálogos entre os árbitros de campo com os do VAR. Nunca chegam a um acordo. Parecem querer impor suas opiniões, mesmo com o público vendo a mesma imagem. Pior: em alguns bate-bocas, chegam ao ridículo de afirmar: não podemos prejudicar A ou B. É dose! 

 

Bola dentro

Para a vitória do Vasco sobre o Boca Juniors, por 1 a 0, em plena La Bombonera. Derrotou o Boca, arbitragem e torcida. Foi na garra.

 

 

Varandão da Saudade

Este é o time do Barra Mansa F.C. de 1956. Pertence ao acervo de Marinheiro, o maior arquivo esportivo barra-mansense.

Screenshot

Em pé, da direita para a esquerda: Chepeiro, Zé Carlos, Mizinho, Amauri, Padeiro, Piranguinha, Mão de Onça e Bugio (técnico). Agachados: Joãozinho, Edir, Darcy, Ronaldo, Rubinho e Agostinho.

Projeções para 2028

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Eleições de 2026 agitam a corrida para 2028; veja quem se saiu bem e quem se saiu mal

Mateus Gusmão 

Quando uma eleição acaba, a próxima já começa, imediatamente. Essa é uma máxima da política brasileira. E é assim mesmo. Com o fim das eleições de 2026 – pelo menos para deputados e senadores –, a cabeça de muita gente já começa a matutar para 2028, quando os eleitores voltarão às urnas para escolher prefeitos e vereadores. Diante dos últimos resultados, o cenário político começa a se desenhar. Quem teve boa votação, é claro, sonha em sair candidato ou em apostar no nome de um aliado. Quem foi mal faz as contas e realinha estratégias.

O aQui fez um levantamento acerca do desempenho de políticos da região nas urnas e dos reflexos que os resultados podem ter para a próxima eleição municipal. Confira:

 

VOLTA REDONDA

Na Cidade do Aço, o cenário está aberto às especulações e boatos. Isso porque o prefeito Neto, que está em seu sexto mandato, não poderá sair candidato à reeleição. O deputado estadual Munir Neto (Solidariedade) – o mais votado em 4 de outubro, com mais de 36 mil votos –, por ser irmão do atual prefeito, enfrenta restrições legais para sair candidato. Com isso, abre-se espaço dentro do grupo de Neto para a escolha de um bom nome. O prefeito diz que é o de Sebastião Faria, seu vice (ver página 10). Mas nem todo mundo parece acreditar nessa possibilidade. Muito pelo contrário. E aí surgem várias alternativas. Algumas boas, outras nem tanto.  

O coronel Luiz Henrique, ex-futuro secretário de Ordem Pública, derrotado na eleição para deputado federal, pode ser um deles. Apesar dos 14 mil votos obtidos no município, o resultado do oficial da PM ficou bem aquém do esperado.  

Outra alternativa – das boas – seria lançar o nome do ex-deputado estadual Edson Albertassi (MDB), que quase voltou a ocupar uma cadeira na Alerj. Faltaram poucos votos e ele acabou na suplência do partido, com grandes chances de ser chamado para a Assembleia. Até lá, Albertassi pode ganhar uma secretaria estadual no governo Ruas, via Flávio Bolsonaro. Ou mesmo voltar a trabalhar com o prefeito Neto, que já o convidou para reassumir o posto que ocupava no Palácio 17 de Julho. Um dos grandes sonhos de Albertassi é ser prefeito da cidade do aço, ele não esconde de ninguém. E ficar os próximos anos ao lado de Neto pode ser uma boa estratégia política pensando em 2028. 

Pela oposição a Neto, quem tem mais cacife para sonhar com 2028 é o deputado reeleito Jari Oliveira, segundo mais votado em Volta Redonda, com cerca de 26 mil votos. Para muitos volta-redondenses, ele seria um candidato natural para as próximas eleições. O parlamentar, porém, desconversa diante do assunto. Garante apenas que quer discutir, como costuma dizer, o futuro da Cidade do Aço.

Outro opositor a Neto, o quase deputado estadual eleito Raone Ferreira (PT), recebeu cerca de 14 mil votos no município. Caso consiga assumir uma cadeira na Alerj, o que depende da definição da Justiça Eleitoral, o hoje petista de carteirinha poderá ampliar seu espaço no cenário político estadual e municipal. A disputa pela Prefeitura, no entanto, ainda está em aberto. E o PT de Lula não se saiu bem nas últimas eleições em Volta Redonda.  

Entre os vereadores, existem ainda aqueles que sonham em suceder o prefeito Neto. É o caso de Sidney Dinho (PRD). Mas sua votação para deputado estadual – apenas 2.826 votos no município – levam a crer que será obrigado a rever seus planos. Renan Cury também sonha acordado, e há quem diga até que tem acordo firmado com Neto e Munir – costurado pelo seu tutor, Dr. Luizinho. Só que o deputado federal, que manda na área da Saúde no Estado, tem tudo para perder espaço junto ao governo Ruas, o que pode enfraquecer as chances de Renan.   

 

BARRA MANSA

Em Barra Mansa, a disputa pela Prefeitura de 2028 ganhou os holofotes já na campanha eleitoral deste ano. Tanto que o ex-prefeito Rodrigo Drable precisou afastar os boatos de que poderia disputar o cargo novamente com o atual prefeito, Luiz Furlani. Drable negou a possibilidade e garantiu que Furlani será o seu candidato na próxima eleição. Contra quem é o problema. Não há nomes fortes na cidade. 

Marcelo Cabeleireiro, ex-deputado, por exemplo, perdeu para Furlani em 2024, voltou às urnas neste ano como candidato à Alerj, e saiu amargando uma nova derrota, obtendo apenas cerca de 6 mil votos na cidade onde nasceu. Com isso, o desafio de se apresentar como opção da oposição contra Furlani ficou maior, muito maior. O mesmo vale para o empresário Bruno Marini, que conquistou apenas 2,5 mil votos em Barra Mansa, embora tenha recebido uma fortuna para investir no seu nome. Outro oposicionista, o ex-vereador Thiago Valério, fez pior. Obteve somente 1.411 votos para deputado estadual no município.

 

RESENDE

Na terra de Tande Vieira, o ex-prefeito Diogo Balieiro mostrou a força do grupo político que comanda a cidade. Só em Resende, Balieiro conquistou cerca de 42 mil votos dos mais de 100 mil no total. Para efeito de comparação, o ex-vereador Renan Marassi, apontado como um dos principais nomes de oposição, só obteve 4.511 votos no município.

Outros dois políticos do grupo de Balieiro também registraram votações relevantes na cidade, embora não tenham conseguido se eleger. O vice-prefeito David do Esporte recebeu 18.772 votos, enquanto o vereador Sandro Ritton conquistou 9.374. Os números ajudam a dimensionar a força eleitoral para 2028 do grupo político Tande & Balieiro.

BARRA DO PIRAÍ

A prefeita de Barra do Piraí, Kátia Miki, adotou uma estratégia arriscada nas eleições: dividiu seu grupo para apoiar candidatos de diferentes municípios. Entre eles, Munir Neto, André Corrêa e Gustavo Tutuca, além dos deputados federais Áureo Ribeiro e Dr. Luizinho. Os cinco se elegeram, mostrando a capacidade de articulação política da prefeita. Kátia também viu seu opositor, o ex-prefeito Mário Esteves, ficar de fora da Câmara dos Deputados. Mas Mário foi o mais votado em Barra do Piraí, recebendo 7.243 votos no município. Em 2028, vão se encontrar nas ruas mais uma vez. 

 

PIRAÍ

Na terra do prefeito Pezão, a disputa eleitoral colocou frente a frente o grupo político do atual chefe do Executivo e o do deputado estadual Gustavo Tutuca. A vantagem na votação para deputado estadual ficou com Betão, vereador e enteado de Pezão, que recebeu 7.723 votos em Piraí e foi o mais votado no município. Apesar do resultado local, ele não conseguiu se eleger.

O segundo mais votado na cidade foi Gustavo Tutuca, com 4.326 votos. Diferentemente de Betão, Tutuca conseguiu renovar seu mandato na Alerj. Ah, os dois grupos vão se encontrar em 2028. Pezão deverá ser candidato à reeleição e Tutuca deverá lançar o irmão como candidato da oposição.

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