segunda-feira, maio 4, 2026
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Amém, senhor professor!

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Vinícius de Oliveira

Já se passaram algumas semanas desde que o Supremo Tribunal Federal determinou, por 6 a 5, com voto de minerva da presidente, Ministra Cármen Lúcia, que o art. 210 da Constituição deve ser interpretado como permitindo o ensino religioso confessional nas escolas públicas, de forma facultativa. Só que, até hoje, conservadores e progressistas travam um importante debate sobre o futuro da Educação e a garantia da laicidade do Estado. No Sul Fluminense, cuja população vem se acostumando a ver seus gestores e legisladores tomando decisões com base nas religiões que professam na vida particular, não tem sido diferente.

 

Lá em Brasília, dado o tamanho da polêmica, o tema foi debatido por quatro sessões plenárias ao longo das últimas semanas atpe que a ministra abriu, de vez, com seu voto, as portas da escola para a religião. Por aqui, a decisão do STF gerou reflexos. Em Barra Mansa, por exemplo, o secretário de Educação se sentiu à vontade para exigir a oração do Pai Nosso em todas as escolas da rede. No dia 2 de outubro, Vantoil de Souza Júnior foi além. Expediu uma ordem de serviço (008/2017) estabelecendo que todas as unidades escolares “antes da condução dos alunos às salas de aulas, os colocarão em fila indiana, em posição respeitosa e entoarão hinos cívicos”, de acordo com cronograma pré-estabelecido. Detalhe: ao final de cada hino, deverá se proceder a ‘oração que o Senhor nos ensinou’.

 

Na ordem de serviço, Vantoil justifica a escolha do Pai Nosso por essa ser uma oração “universal e aceita pela maioria das manifestações religiosas”. Há controvérsias quando o assunto é a universalidade. Que o digam os budistas, por exemplo, que não rezam a oração mais famosa dos cristãos.

 

Mas Vantoil é democrático. Em sua ordem de serviço, determinou que os alunos que não quiserem rezar podem apresentar uma declaração escrita pelos responsáveis explicando sua decisão. Desta forma, os ‘hereges’ poderão seguir par suas respectivas salas sem fazer a oração.

 

Tem mais. Se alguma diretora, ou mesmo a maioria dos professores de uma escola de Barra Mansa se opuser à decisão, que Deus os ajude porque, segundo a assessoria da prefeitura, “a Educação Municipal é uma rede, todas as escolas seguem a mesma orientação. A Secretaria entende que todas as escolas cumprirão as atividades.”

 

O departamento jurídico do Sepe não viu com bons olhos a ordem de Vantoil e, tão logo tomou ciência, ajuizou uma ação para derrubar a imposição de orientação religiosa nas escolas públicas do município, questionando a ordem de serviço da SME.

Debates em Volta Redonda

Em Volta Redonda, o assunto permanece no campo dos debates. Bem quente, diga-se de passagem. O presidente da Câmara, Sidney Dinho, gostou da decisão do STF de liberar o ensino religioso confessional nas escolas de Educação Básica. De acordo com Dinho, que é evangélico e conservador assumido, ensinar religião no espaço público não fere a formação ética dos estudantes. “Sou a favor porque nunca ouvi falar que qualquer religião deturpe princípios de moral e bons costumes”, disparou.

Embora curto e grosso em seu depoimento acerca do tema, o apoio declarado por Dinho não causa estranheza, pois o altar, a batina e a própria Bíblia Sagrada já são vistos no Plenário da Câmara há muito tempo. Prova disso são as homenagens que a Casa faz a padres, pastores e até a homens que rezam o terço.

 

De acordo com Márcia Meireles, representante do grupo Fé e Tolerância, uma entidade que reúne estudiosos de diversas denominações religiosas, a postura do presidente e do próprio STF é condenável. “Há um aparelhamento do poder público movido por convicções pessoais, fé e dogmas religiosos dos representantes eleitos. A política religiosa é evidente. E os vereadores ainda se mostram muito indignados quando falamos sobre isso. Basta ver a criação do Memorial Jerusalém com dizeres bíblicos, as onerosas sessões solenes em homenagem ao dia do pastor e a homenagem dada ao dia do terço dos homens. Uma afronta à laicidade do Estado”, criticou.

 

Outro órgão que se posicionou de forma contrária ao entendimento do STF foi o Sepe. Raul dos Santos, coordenador geral do Sindicato dos Profissionais da Educação, disse ao aQui que a decisão dos ministros significa um retrocesso para a Educação brasileira. “Defendemos uma escola laica, sem posicionamento religioso específico. Escola é espaço de diversidade. A partir do momento que o ensino religioso professar determinada fé, perde-se um dos aspectos mais brilhantes da escola que é a diversidade e a possibilidade das mais diversas crenças coexistirem nesse espaço”, opinou.

 

Para o sindicalista, a atual conjuntura social, tomada por uma onda de conservadorismo pujante, torna a decisão do Supremo ainda mais preocupante. “Temos uma sala onde convivem alunos do candomblé, da umbanda, budistas, neopentecostais, católicos, protestantes e uma aula que processa apenas a fé católica, por exemplo. Como manter a tolerância e garantir a todos os mesmos direitos? Isso se torna ainda mais preocupante quando percebemos um processo de avanço conservador no Brasil. Terreiros do candomblé e centros da Umbanda sendo atacados em nome de uma determinada religião. A gente acredita no debate da diversidade, na tolerância e no respeito a todas as religiões e não numa única fé específica sendo professada dentro da escola pública, que deveria abranger os mais diversos aspectos da cultura brasileira, que é linda e diversa”, completou.

 

Tentando se esquivar da polêmica ou mesmo se comprometer, a secretaria Estadual de Educação, em nota, afirmou que as escolas do estado deverão seguir ofertando o ensino religioso de forma não confessional. “A respeito da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o Ensino Religioso nas escolas estaduais, a secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro  informa que continuará a oferta do Ensino Religioso na Educação Básica com a recomendação de ser “não confessional” e de maneira optativa em sua Matriz Curricular”.

 

A nota diz ainda que “no Rio de Janeiro, o Decreto Nº 31.086, de 27 de março de 2002, regulamentou o Ensino Religioso de forma confessional, estendendo sua oferta para o Ensino Médio. Apesar deste Decreto, o Ensino Religioso confessional já não é mais adotado. Neste sentido, a Secretaria de Estado de Educação tem orientado as escolas da rede estadual que o Ensino Religioso faz parte do processo educativo e deve congregar valores à formação dos estudantes, incentivando o diálogo, promovendo a reflexão sobre a religiosidade de cada um e valorizando a diversidade cultural e religiosa, viabilizando na escola pública o exercício da tolerância e o respeito. Atualmente, cerca de 195 mil alunos optaram pela disciplina e utilizam o atual formato”. A Regional do Médio Paraíba, um braço da Seeduc no Sul Fluminense, explicou que as escolas de Volta Redonda seguem o mesmo posicionamento da Secretaria.

 

Questionada pelo aQui, a Cúria de Volta Redonda disse seguir a orientação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e afirmou: “A CNBB pode dar sua colaboração para que o ensino religioso confessional, de matrícula facultativa, respeite a diversidade. Não se trata de uma defesa da Igreja, mas do direito de o povo ter acesso às tradições das religiões que professa. O Estado brasileiro não é regido, na sua legislação, por normas de determinada religião. Portanto, é laico. A religião necessita dessa liberdade. O Estado, se democrático, deve garantir a liberdade religiosa”.

 

Nota da Redação: A secretaria de Educação de Volta Redonda também foi procurada para comentar o assunto. Até o fechamento dessa edição, ela não haviam se pronunciado. Que o Senhor os proteja. Amém!

Outubro Rosa

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O câncer de mama é o segundo tipo de tumor mais frequente no mundo. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que mais de 57 mil novos casos foram diagnosticados no país em 2016. O que poucas pessoas sabem é que as pacientes diagnosticadas que contribuíram com o INSS possuem direitos e podem solicitar os benefícios.

De 2008 a 2015, mais de 140 mil benefícios foram concedidos para pacientes em tratamento, e em 2016 mais de 20 mil seguradas foram beneficiadas com auxílio-doença.

Auxílio-doença

Para as pessoas impossibilitadas de trabalhar temporariamente, o auxílio-doença é o benefício assegurado. “O auxílio-doença é garantido mensalmente à segurada com câncer, desde que comprovada a impossibilidade de atuação na atividade profissional habitual. Para contribuintes individuais, como profissionais liberais e empresárias, a Previdência Social também manterá o benefício por todo o período de incapacidade laborativa, desde que a mesma requeira o benefício e realize os pedidos de prorrogação enquanto perdurar a incapacidade temporária”, explica Átila Abella, advogado especialista da plataforma Previdenciarista.

Aposentadoria por invalidez

Já para as seguradas que passam pela cirurgia de retirada das mamas ou que ficam impossibilitadas de trabalhar por outras consequências, de forma total e permanente, é possível a concessão de aposentadoria por invalidez. “Para ter direito ao benefício, a segurada precisa ter iniciado as contribuições antes da incapacidade laborativa ocorrer, tendo direito a aposentadoria por invalidez independentemente de ter realizado as 12 contribuições estabelecidas como regra geral, pois o câncer está dentre as doenças graves que dispensam o cumprimento da carência”, afirma o especialista.

Auxílio-acompanhante (adicional de 25%)

Além dos benefícios acima, a segurada aposentada por invalidez que necessitar de assistência permanente de acompanhante pode solicitar também o adicional de 25% previsto na Lei nº 8.213/91, mesmo quando o valor da aposentadoria for de salário mínimo ou até mesmo teto previdenciário.

Como fazer o requerimento do benefício

Para requerer benefício por incapacidade, a segurada precisará passar por um exame médico pericial no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por ser um processo burocrático e delicado, levando em consideração todas as situações emocionais que cercam a pessoa diagnosticada com câncer de mama, é sempre indicado contar com a ajuda de um profissional especializado.

Por meio do Previdenciarista (http://previdenciarista.com/) – plataforma de conteúdo que auxilia a atualização do advogado previdenciário -, é possível encontrar uma lista de advogados especializados em direito previdenciário que podem ajudar nos procedimentos.

 

Outubro Rosa é lançado na Alerj

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As atividades do Outubro Rosa, mês de conscientização e prevenção do câncer de mama, também estão acontecendo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio. “Nossa campanha tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade, mulheres e homens, para essa doença perigosa, mas que pode ser combatida. Teremos uma exposição fotográfica e rodas de conversa com especialistas, abertos ao público”, diz a presidente da Comissão de Defesa de Direitos da Mulher, deputada Enfermeira Rejane (PCdoB), que estava acompanhada por Ana Paula Rechuan (PMDB), Márcia Jeovani (DEM), Tia Ju (PRB), Daniele Guerreiro (PMDB), André Ceciliano (PT), Carlos Osório (PSDB), Tio Carlos (SDD), Dr. Deodalto (DEM) e Nivaldo Mulim (PR).

Segundo a coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisa da União Brasileira de Mulheres, Ana Rosa, o câncer de mama é uma das maiores causas de morte de mulheres. “O Outubro Rosa tem um papel muito importante de alertar a população, porque é a demora na descoberta do câncer que leva às fatalidades. A prevenção é fundamental”, afirmou.

A deputada Ana Paula Rechuan, que é médica, lembra que a maior prevenção é a melhoria das condições de vida: não fumar, manter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas. “Quando há a doença, o diagnóstico precoce é o que vai determinar a cura. Então, nós pedimos que cada mulher examine seus seios uma vez por mês. Se algum caroço ou outra anormalidade for detectada, ela tem que procurar ajuda médica imediatamente”, explica. “É importante ressaltar que raramente o câncer dói, então é necessário se tocar”, completa.

Exposição

Na terça, 10, foi inaugurada, no salão nobre da Casa, a exposição fotográfica ‘A mulher e o câncer de mama no Brasil’, com 21 paineis. A exposição foi produzida pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e poderá ser visitada até o dia 20 de outubro. A entrada é franca.

Rodas de conversa

Ao longo do mês, a Alerj também reunirá especialistas e autoridades que debaterão com o público vários aspectos do câncer de mama. Os interessados podem se inscrever pelo telefone (21) 2588-1623 ou pelo e-mail cddm.alerj.2015
@gmail.com. A próxima roda de conversa será no dia 20, tendo como tema “Desafios enfrentados pelas mulheres soropositivas e terapias complementares”. A última será no dia 27 e o tema a ser debatido será “Cuidados e tratamento em mulheres trans”. Detalhe: As rodas de conversa serão realizadas no auditório Senador Nelson Carneiro (ASNC) das 9 às 13 horas. 

A primeira vez!

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Paolla Gilson

“A primeira viagem ninguém esquece, né?”, resumiu o prefeito Samuca Silva sobre a estreia do prometido ‘ônibus elétrico com tarifa zero’ que ele vai testar durante um mês pelos principais centros comerciais da cidade do aço. Ele tem razão. Só não podia prever que a segunda vez também seria inesquecível. E foi. É que o veículo, zero km, deu pane geral antes mesmo de pegar o seu primeiro passageiro, ao deixar o estacionamento do Palácio 17 de Julho, onde passou a noite à espera da viagem triunfal que seria realizada na manhã de terça, 10.   

 

Viagem que nem chegou a acontecer. O que frustrou a expectativa dos moradores que esperavam passear, de graça, no luxuoso veículo tecnoló-gico que o governo Samuca espera adquirir em futuro próximo (o edital de compras está aguardando análise do TCE). Avisado do contratempo, Samuca desceu as escadas do Palácio. Sua primeira impressão deve ter sido péssima. Afinal, funcionários da prefeitura, o motorista do veículo e um eletricista andavam de um lado para o outro tentando entender o problema que estava impedindo a saída do ônibus elétrico.

 

A espera foi tão grande que uma senhora – que havia saído do “Minha Casa, Minha Vida” do Santa Cruz, só para conhecer o “ônibus do tarifa zero comercial” – precisou pedir água, pois estava há muito tempo em pé debaixo de sol quente. E o pior é que nem na recepção da sede da prefeitura havia copo descartável disponível. Apesar da temperatura estar ‘quente’, quem parecia não estar nem aí era o vereador Pastor Washington. Queria tirar uma casquinha do momento histórico e, ao lado de um cadeirante, fazia selfies e vídeos junto ao ônibus elétrico. Detalhe: sem perceber que o mesmo não iria rodar nem um metro à frente.     

 

Aliás, sem poder circular, o ônibus elétrico virou atração turística e populares entravam na área do estacionamento do Palácio 17 de Julho para tirar selfies dentro e fora do ônibus. Foi o caso de Maria das Graças Portilho. “Vim conhecer o ônibus para confirmar se iria mesmo andar pela cidade. Acho importante essa iniciativa, mas gostaria que o prefeito colocasse remédios nas farmácias, porque a saúde acabou. Concordo com o ônibus, mas precisa investir na saúde também”, declarou. 

 

Tecnicamente a pane do ônibus elétrico estava ligada ao uso da bateria (que custa cerca de R$ 500 mil cada), que é responsável pela movimentação do veículo e ainda pelo funcionamento de diversos dispositivos (ar condicionado, wi-fi, câmera, GPS, carregador com entrada USB etc). A verdade só foi descoberta altas horas da noite de terça, 10, quando os técnicos e responsáveis pelo sistema operacional do veículo chegaram à conclusão que o erro estava no GPS. “Desliguem (o GPS), então”, decidiu Samuca, segundo relato de uma fonte que estava ao lado do prefeito quando este soube das causas do problema que impediu a viagem do ônibus elétrico. 

Estreia conturbada

Na primeira volta do ônibus elétrico, realizada com a imprensa local na segunda, 9, alguns contratempos também surgiram. O sorriso largo do prefeito pelo bom funcionamento do wi-fi e do carregador USB funcionando durou pouco. O ar condicionado deixou a desejar e o veículo não conseguiu parar em um dos pontos escolhidos para o mesmo na Avenida Lucas Evangelista, no Aterrado. Motivo: a faixa foi pintada em frente a um estabelecimento comercial que, no exato momento, estava descarregando materiais de um caminhão estacionado no local onde o ônibus elétrico iria parar. 

 

Marcos Marinho, responsável pela hidráulica “Mata Fogo”, explicou que nem ele e nem seus funcionários foram consultados a respeito do novo ponto de ônibus.  “Acho que é um projeto importante para a cidade e todos nós estamos dispostos a colaborar, mas tem que ser um pouco mais conversado antes de partir para a implantação. Porque o trânsito é muito mais observação do que ação em si. Às vezes é possível, como foi feito na Getúlio Vargas, resolver um problema sem gastar recurso nenhum”, comentou, completando: “Eu já havia lido que iriam colocar um ponto na Avenida Lucas Evangelista, mas não sabia que seria aqui. Então, precisa ver um ponto que não vá atrapalhar o comércio”, avaliou.

 

Samuca, por sua vez, afirmou que o estacionamento dos carros com a nova faixa será uma questão de adaptação, pois “a cidade nunca viu isso (ônibus elétrico)” e aproveitou para relembrar sua proposta de governo. “É uma cultura que vai ser implementada na cidade. Os pontos são específicos, fora do transporte de concessão normal, que também está passando por um processo de transformação. No meu primeiro dia de mandato, vim de ônibus trabalhar. Já demonstrei ali que meu compromisso é com transporte público de qualidade em Volta Redonda. Então, esse transporte zero é mais uma iniciativa que nós usamos para as pessoas utilizarem o transporte público”, ressaltou.  

Quem vai pagar a conta?

Quando questionado sobre os custos do projeto, Samuca garantiu que o mesmo é viável.  “O preço estimado do processo é R$ 1,1 milhão do ônibus (preço unitário, grifo nosso), que no pregão pode reduzir. É um custo único, porque os motoristas são nossos, da rede. O combustível não tem, é elétrico”, contou, completando que o veículo (carroceria, grifo nosso) possui garantia de 20 anos.

 

O prefeito chegou até a abordar, meio que rindo, a capa da última edição do aQui. “Vi a capa do aQui, inclusive o título ‘quem vai pagar a conta?’… Nós vamos buscar financiamento, já estamos buscando”, comentou, completando: “Hoje, nós temos recursos financeiros para adquirir, a prefeitura tem esse recurso. Todas as documentações nós já apresentamos para as agências de financiamento, seja a AgeRio, seja via banco normal… Se não ocorrer, temos recursos para adquirir o ônibus”, pontuou, mostrando estar decidido a adquirir três ônibus elétricos para desenvolver seu projeto de tarifa zero comercial em Volta Redonda. “É importante dizer que, na realidade, o próprio sistema se paga quando você estimula as pessoas a irem para a economia (lojas) comprar, adquirir, gerar emprego e tirar carros da rua”.

Call Center

A previsão é bem otimista: Mil novos empregos serão gerados no ano que vem por uma empresa de Call Center que quer se instalar em Volta Redonda até janeiro de 2018. O protocolo de intenções entre o governo e a empresa já foi até assinado. Quem garante é o prefeito Samuca Silva: “O número de postos de trabalho pode aumentar ainda mais porque a empresa está negociando com um grande banco para assumir o serviço da instituição financeira. De acordo com o protocolo de intenções, ela dará prioridade total para contratar moradores de Volta Redonda”, prometeu Samuca, adiantando que vem negociando com os empresários desde que tomou posse.  

 

O investimento na instalação da unidade gira em torno de R$ 4 milhões, considerando as obras de adequação do prédio onde ela se instalará, que pode ser o antigo escritório central da CSN, e a compra de equipamentos, conforme informações de Pier Paolo Pavese, diretor presidente da empresa. “A nossa qualidade está em nossos operadores e acreditamos firmemente que as empresas são feitas por pessoas. E esse conceito é ainda mais válido e verdadeiro para as empresas de serviços, em que o componente humano determina a diferença em relação à qualidade do produto oferecido aos clientes. Utilizamos os melhores softwares para gerir os fluxos operativos e orientar cada telefonema para nossos operadores”, afirmou.

 

O perfil dos colaboradores da empresa de Call Center, segundo protocolo de intenções, é de jovens e de mulheres procurando a primeira oportunidade de emprego. A prefeitura está estudando dois possíveis locais para receber a empresa. A primeira opção seria o Centro Estratégico Municipal (o antigo Escritório Central da CSN) e outro imóvel no Aterrado.

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