segunda-feira, maio 4, 2026
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Eles voltaram

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Paolla Gilson

Se você é um daqueles que detestam andar de carro por alguns bairros de Volta Redonda por conta do trânsito e da abordagem constante dos flanelinhas, pode ser que continue insatisfeito. É que eles voltaram a atuar. Os motoristas que costumam estacionar, por exemplo, no entorno da Vila que o digam! As aproximações são frequentes tanto durante o dia quanto à noite e geralmente ocorrem logo que o condutor  abre a porta do veículo. Quando é uma mulher,  a situação é pior. O ‘achaque’ fica evidente na abordagem: “Tô de olho, tá doutora?”.  A maioria não resiste e acaba concordando em ser a próxima vítima. Pode ter que desembolsar R$ 5, R$ 10 ou ter o carro arranhado, entre outras.    

 

E ai daqueles que não pagam. Tanto que nove em cada 10 motoristas afirmam que, por medo, preferem aceitar o achaque. “Tem uns (flanelinhas) que metem medo só de olhar para a cara deles. Outros pelas roupas ou pelo cheiro de bebidas. Se a polícia estivesse por perto, daria para ignorá-los. Mas nunca está e eu sempre dou R$ 5 para não ser importunada”, revela M., que pediu para não ter seu nome revelado. Nem a sua foto, é claro.  

 

O problema enfrentado por ela não é novo. E não deve acabar. Em 2012, por exemplo, chegou quase a zero quando foram combatidos pelo delegado Antônio Furtado, da Polícia Civil. Na época, dos 60 flanelinhas levados à 93ª DP, 35 tinham passagem pela polícia. Eram acusados de terem cometidos crimes como tráfico de drogas, roubo, desacato, injúria e até estupro. Só que a Justiça chegou a proibir a prisão e a autuação de flanelinhas após uma ação movida pela Defensoria Pública. O Ministério Público recorreu e o Tribunal de Justiça acabou autorizando a intervenção das autoridades para evitar a atuação dos ‘trabalhadores ilegais’.

 

A ocupação dos flanelinhas já vem rendendo muito pano para manga desde o governo Neto. Para se ter uma ideia, em 2014, o ex-prefeito chegou a criar um curso profissionalizante especial para que os flanelinhas saíssem das ruas. Durante dois meses, tiveram aulas práticas e teóricas sobre cidadania, higiene, comportamento, pintura, marcenaria e soldagem. Tudo muito bonito… no papel. 

 

A gestão mudou, mas a saga continua. Em janeiro deste ano, a Guarda Municipal realizou uma ação educativa envolvendo vendedores ambulantes e flanelinhas na Praça Brasil. Cinco pessoas foram abordadas, sendo quatro flanelinhas. “É muito desagradável parar o carro e logo ser abordado por um flanelinha. Você nunca sabe o que o sujeito pode fazer com seu carro. Na maioria das vezes eu não pago, desconverso e digo que não tenho dinheiro no momento. Até agora, tive sorte e nada aconteceu comigo ou com meu carro, mas a gente fica apreensivo. É muito ruim a ação dos flanelinhas”, comentou um motorista que se identificou apenas como Rodrigo.

 

E não são apenas os motoristas que estão insatisfeitos. Mariana, que costuma ir sempre ao shopping a pé, também se sente insegura. “Na véspera do feriado, eu estava passando ali em frente ao mercado popular em direção ao shopping e estava falando com minha amiga no celular quando um flanelinha avançou em mim e quase pegou meu celular. A sorte foi que percebi e andei mais rápido, mas fiquei assustada”, contou.

Para piorar a situação, no início do mês, o trailer da Unidade de Guarda Comunitária, que fica parado próximo ao Jardim dos Inocentes, foi retirado para manutenção do veículo. Menos mal que há uma previsão de que o mesmo retorne ao local até o início de novembro. Enquanto isso, a GM garantiu que vai intensificar as rondas pela área. 

 

Efetivo

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Quem acompanha as edições do aQui deve se lembrar da entrevista exclusiva (edição 1043) com o comandante da GM, Paulo Dalboni, na qual ele comentou sobre a possibilidade de colocar uma equipe na Vila quando houvesse quantidade suficiente de efetivos. Até hoje isso não ocorreu, mas deverá ocorrer em breve. É que o governo Samuca já anunciou que pretende promover um concurso público para aumentar o número de GMs. O fato foi confirmado por Dalboni em nova entrevista, que publicamos:

aQui: Muitas pessoas estão notando a presença cada vez maior de flanelinhas na Vila. Agora, com a chegada do Natal, haverá alguma ação por parte da Guarda Municipal para coibir a ação deles?

Paulo Dalboni: Intensificaremos as ações e vamos colocar mais agentes neste período, que sabemos que aumentam os números de veículos na Vila Santa Cecília.

aQui: No início deste ano, começaram a ser feitas ações educativas envolvendo flanelinhas e vendedores ambulantes nos locais com maior incidência desses trabalhadores ilegais. Quais foram os resultados práticos obtidos? Quantos flanelinhas deixaram de ser flanelinhas? E quantos vendedores viraram empreendedores?

Dalboni: A prefeitura, por meio do Banco VR de Fomento, cadastrou 950 ambulantes, que começaram a realizar a retirada dos respectivos alvarás.  Quanto aos flanelinhas, estamos, junto com a delegacia de Polícia, fazendo uma consulta ao Ministério Público para vermos a correta ação a ser tomada, tendo em vista que não há detenção por pedir dinheiro e não cabe neste exercício irregular da profissão.

 

aQui: Como o cidadão pode denunciar a ação de flanelinhas sem se arriscar a ser atacado/perseguido pelo mesmo caso seja obrigado a ir até a DP para denunciá-lo?

Dalboni: Neste caso, o cidadão precisa chamar um guarda municipal ou um policial militar. O flanelinha pode ser conduzido à delegacia, mas somente se o cidadão que se sentiu extorquido fizer denúncia, através de Boletim de Ocorrência. Caso o cidadão não compareça, não haverá denúncia por parte da autoridade policial.

 

aQui: O cidadão pode fazer qualquer denúncia se perceber tráfico de drogas, ação de suspeitos, crimes etc, mas não pode simplesmente denunciar um flanelinha. O senhor não acha isso incoerente? Por quê?

Dalboni: Não nos cabe fazer esse tipo de juízo e sim cumprir a lei.

 

aQui: O senhor acha que as autoridades policiais (incluindo a GM) exigem a presença dos denunciantes de flanelinhas na DP para diminuir esse tipo de crime? Ou porque não dá certo mesmo e preferem se dedicar a outro tipo de repressão?

Dalboni: Prefiro não fazer essa análise com base no que eu acho. O que temos de concreto é uma legislação e temos que segui-la e respeitá-la.

 

aQui: Em entrevista ao aQui, em maio deste ano, o senhor comentou que, após a realização do concurso para Guarda Municipal, iria tentar conversar com o prefeito Samuca para colocar uma equipe na Vila por conta da questão dos flanelinhas. Por que isso ainda não foi feito? E por que estamos notando a ausência da GM na Vila?

Dalboni: Estamos aguardando o Concurso Público. É preciso lembrar que a GM não pode ficar exclusivamente por conta de flanelinhas. A Lei 13.022/2014 elenca uma série de atividades, sem contar a missão principal, que é o patrimônio público municipal. Temos centenas de postos a cobrir, escolas, creches, postos de saúde, dois hospitais e nestes locais existem muitas ocorrências. Não procede a colocação de que há ausência de GM na Vila. Todos os dias os agentes estão no bairro. 

 

aQui: Ainda nesta entrevista ao aQui, em maio deste ano, o senhor sinalizou que a Guarda Municipal estaria com o efetivo reduzido. Ainda continua assim ou o número aumentou?

Dalboni: Sim, mas a FEVRE já está tomando as providências para publicação do edital, com a intenção da realização do concurso público.

 

Do ponto de vista jurídico

O Supremo Tribunal Federal considera o ‘flanelinha’ isento de acusação, porque a função exercida por ele, mesmo ilegal, não é ofensiva. Porém, se o informal exigir pagamento e ainda apresentar uma abordagem violenta ou ameaçadora, será caracterizado crime de extorsão, conforme explicou a advogada Gabriela Ferreira Rocha. “De acordo com o STF, o guardador ou lavador autônomo de veículos não registrado na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), nos termos fixados pela Lei 6.242/75, não pode ser denunciado pela suposta prática de exercício ilegal da profissão. Todavia, o cidadão que estacionar o carro em local público tem o direito de aceitar ou não a atividade oferecida, pagando ao guardador se quiser”, afirmou a advogada, completando: “Caso o “flanelinha” se impuser a essa recusa, constrangendo ou ameaçando o proprietário do carro, utilizando-se até mesmo de violência, pode configurar-se o crime de extorsão mediante violência ou grave ameaça”.

 

No caso de extorsão, a pena varia de quatro a dez anos e multa. Para Gabriela, a criminalização da atividade do flanelinha não é a solução para resolver o conflito. “A criminalização do exercício da função de flanelinha não é a melhor forma de solucionar o problema, ao contrário, acredito que seja mais eficiente tratar a origem do problema, buscando alternativas para eliminar esse tipo de atuação nas ruas dos municípios através da inclusão destas pessoas no mercado de trabalho formal, proporcionando alternativas de subsistência através de uma ocupação digna”, disse ela, em mensagem enviada ao jornal.

Coluna Social

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No sábado, dia 7 de Outubro, a jovem Bianca de Paiva e o músico Tiago Rodrigues subiram ao altar em uma belíssima cerimônia realizada na praia de Garatucaia, em Angra dos Reis.

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O secretário de Transportes Urbanos de Volta Redonda, Wellington Silva, enviou à Coopenea uma equipe de motoristas do programa “Transporte Cidadão”, acompanhados por fiscais do órgão, para tratarem de assuntos pertinentes ao atendimento às pessoas com deficiência. E destacou que as denúncias sobre ônibus irregulares e estacionamento em vaga para deficientes devem ser feitas pelo (24) 3339-4260 ou pelo WhatsApp da Ouvidoria: 99300-2786.

DAVIZINHO

Na próxima quarta, 25, a partir das 13h30min, o atleta paralímpico Davi Teixei-ra, o Davizinho, do surf adaptado, estará fazendo parte do Projeto ‘Superando Limites: somos todos iguais’, da Escola Municipal Luiz Marinho Vidal, na Jaqueira, em Piraí. O campeão mundial de surf adaptado, de apenas 11 anos, vai conversar com os alunos da escola sobre motivação, superação e autoestima. Depois, será homenageado pelos alunos, professores, funcionários e pais de alunos que estão preparando várias atividades para a visita.

 

As inscrições gratuitas para o 29º Salão de Humor de Volta Redonda continuam abertas e recebendo trabalhos até dia 8 de novembro, via Correios ou pela inter-net, no endereço eletrônico ([email protected]). Na classificação serão conferidos 10 prêmios em dinheiro, no valor total de R$ 28 mil. A edição deste ano terá um tema especial: ‘Operação Lava Jato’, com premiação de R$ 2 mil.

Os vencedores nas quatro modalidades, Cartum, Charge, Caricatura e História em Quadrinhos, receberão prêmios no valor de R$ 4 mil. O prêmio dos segundos colocados será de R$ 2 mil. E um prêmio especial, também de R$ 2 mil, será dado ao melhor trabalho inscrito por artista residente em Volta Redonda.

 

 

Em Volta Redonda, o Lar da LBV, localizado em Santa Rita do Zarur, está oferecendo atividades de fisioterapia para os idosos atendidos na entidade. Responsável pelo programa, o fisioterapeuta Mauro Sérgio da Silva explica como é desenvolvido o trabalho para que os bons resultados sejam alcançados. “Temos duas modalidades de atendimento: o Centro Dia e o Longa Permanência. De segunda a sexta, desenvolvo exercícios para movimentação dos membros superiores e inferiores, trabalho o fortalecimento muscular dos membros. Também trabalho a marcha com os idosos, pois muitos apresentam instabilidade no equilíbrio. É muito importante a fisioterapia no dia a dia desses idosos para dar uma melhor qualidade de vida da eles, trabalhando o condicionamento físico também”. Mais informações em (24) 3344-2100.

 

O GAPC (Grupo de Apoio a Pessoas com Câncer) realizará no próximo sábado, 28, a Caminhada do Outubro Rosa em Volta Redonda. A concentração será, a partir das 9 horas, na Praça da ETPC. O evento acontece pela oitava vez na cidade do aço e tem o objetivo de alertar as mulheres para a prevenção do câncer de mama. Após a caminhada haverá uma ação social, com serviços para a população, orientações de prevenção e bem estar.

FOA: 50 anos de história

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Legenda - Antigo Casarão do curso de Engenharia, campus Olezio Galotti_cr

A Fundação Oswaldo Aranha comemorou na quarta, 18, 50 anos de existência. Não é para qualquer uma não. Pra começar, a data representa um marco na história da instituição e um estímulo para que a entidade, a melhor do Sul Fluminense, planeje as próximas décadas.

 

Criada em 1967, a partir da união de diversos profissionais e segmentos da sociedade, a instituição leva o nome de Oswaldo Aranha, ex-ministro das Relações Exteriores do governo Getúlio Vargas, personagem importante na construção da cidade do aço. “Ao comemorarmos os cinquenta anos da criação da Fundação Oswaldo Aranha, desejamos lembrar e agradecer àqueles que impulsionaram a magnífica ideia de dotar nossa cidade de um estabelecimento de ensino superior de elevada qualidade, preenchendo o grande vazio que existia em Volta Redonda, prejudicando toda a juventude do Sul Fluminense”, pontuou o presidente da FOA, Dauro Aragão.

 

Iniciando os trabalhos com as escolas de Ciências Médicas, em 1968; Odontologia em 1970; Engenharia Civil, 1970; Educação Física, 1971; e Ciências Contábeis, em 1975; as escolas mantidas pela FOA foram integradas, em 1993, com a criação do Centro de Ensino Superior de Volta Redonda (Cesvre), para em 1999 ser transformado no Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).

 

Tradição e qualidade no ensino são os principais diferenciais do UniFOA. “A modernidade, integração, agilidade nas relações sociais e de trabalho exigem que entreguemos aos acadêmicos um espaço onde a sua atividade de aprendizagem seja única e prazerosa. Assim o UniFOA e a FOA vêm se apresentando agora, para a construção de um novo século humano de aprendizagem”, destacou o vice-presidente da FOA, Eduardo Prado.

 

A estrutura organizacional acadêmica foi readequada, diante dos anseios relacionados ao ensino, à pesquisa e à extensão. “É importante ressaltar que a FOA/UniFOA vem criando e mantendo espaços de diálogo, de reflexões e de troca de experiências acadêmico-científicas entre alunos e professores das mais diferentes instituições de ensino, investindo de forma regular e produtiva no desenvolvimento de pesquisas de qualidade e de divulgação científica. Fomentamos iniciativas de atualização acadêmica com foco na formação sólida de cidadãos que saibam inovar diante dos atuais desafios”, finalizou a reitora Claudia Utagawa.

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