Bate-Bola Sergio Luiz

Varandão da saudade

Este é o time da A.A. Juventus de Barra Mansa na década 40/50. Pertence ao Marinheiro, o maior acervo fotográfico do futebol de Barra Mansa.

Em pé, da esquerda para a direita: Oscarzinho, Hugo, Luiz, Fernando, Luiz Amaral e Toninho. Agachados: Ratinho, José Carlos Ferraz, José Carlos Sampaio, Bolivar e Newton.

Olha a sacanagem!

Que o campeonato estadual está esvaziado todo mundo sabe. Uma merda com a ajuda dos grandes clubes que usam times de reservas, garotos, etc. Mas, o que andam fazendo na Federação Carioca é uma vergonha. Exemplo foi o que fizeram com o Voltaço. É que o tricolor de aço foi obrigado a disputar as semifinais da Taça Guanabara, domingo, em Bacaxá, e acabou sendo desclassificado ao empatar por 1 a 1 com o Boavista.

É verdade que o tricolor de aço não jogou bem no primeiro tempo, e não teve como virar a partida. Mas que o imbróglio acabou prejudicando o Volta Redonda, isso ninguém pode negar.

É que, de acordo com o artigo 38, c, VII, do regulamento da competição, a uanabara teria que ser realizada em estádio com capacidade acima de 5 mil torcedores. E no Estádio Elcyr Resende, do Boa Vista, segundo laudo do Corpo de Bombeiros, só podiam entrar 4.315 pessoas. Ou seja, a semifinal entre Boa Vista e Volta Redonda teria que ser em outro estádio.
Só que os homens da Federação decidiram marcar o jogo para o Estádio Elcyr Resende, pois um laudo milagroso do Corpo de Bombeiros apareceu ‘do nada’, aumentando a capacidade do estádio para 5.001 torcedores. Isso mesmo, como em um passe de mágica arranjaram lugar para mais 686 cabeças no estádio do Boa Vista.
A diretoria do Volta Redonda até cobrou da entidade que o regulamento fosse cumprido e que o jogo fosse transferido para outro estádio. Não foi. E por que não? Porque a direção do Boavista entrou com uma liminar no TJD – Tribunal de Justiça Desportiva – e os homens de preto concordaram com o pedido para marcar a partida para Bacaxá.
O presidente do TJD, Marcelo Jucá, autor da proeza favorável ao Boa Vista, concedeu a liminar alegando, entre outras, que a partida não teria ‘apelo popular’. Deve ter pensado: ‘será mais uma pelada que ninguém vai ver’. Não satisfeito, disse que dificilmente o jogo iria atrair mais do que dois mil torcedores. Pior. Afirmou que a mudança da partida para outro estádio iria gerar prejuízos irreparáveis ao mandante (Boavista, neste caso).
A decisão, é claro, mostra que o regulamento da competição só existe para ser descumprido. Assim, fica a pergunta: por que é que a Federação tem um estatuto, se o órgão jurídico da própria entidade passa por cima do que está escrito? Parece sacanagem. Representa o atestado de óbito de um futebol doente, o Carioca. Tenho dito!

Perguntar não ofende (I)
Como é que a diretoria do Boavista conseguiu obter, em um prazo recorde, um laudo do Corpo de Bombeiros aumentando a capacidade do seu estádio de 4.315 para 5001 torcedores? Vão botar 686 torcedores a mais em cima da cabeça de quem?

Perguntar não ofende (II)
Por que a diretoria do Voltaço não tentou cassar a tal liminar do TJD? Por que não esperneou contra o Corpo de Bombeiros? Justificaram que, depois da apresentação do Laudo, nada mais haveria o que fazer. Poderia pelo menos repudiar oficialmente a manobra.

Decisão
Ao derrotar o Fluminense por 3 a 2 , quarta, 12, o Flamengo garantiu a sua participação na final da Taça Guanabara e vai poder assistir, pela TV, a decisão de amanhã, domingo, 16, às 16 horas, entre Boavista e Voltaço, para ver quem vai enfrentar na finalíssima do torneio. Na final, vale lembrar que não haverá vantagem para ninguém. Terminando empatada, a decisão vai para os pênaltis.
História
Meu querido amigo e radialista, Paulo César Alves, conta que na década de 70, o time de veteranos do Roselândia, de Barra Mansa, foi jogar em Amparo, contra o veterano local, invicto há 35 jogos. O Roselândia vencia por 1 a 0 e, de repente, o juiz expulsou um jogador do Amparo. O rebu foi formado. Depois de muita confusão, o pessoal da casa, além de não deixar seu atleta sair, ainda expulsou o juiz. Enquanto a bola rolava, um velhinho, atrás do gol, com uma foice na mão gritava: “Se o Amparo perder, não sai ninguém vivo daqui”. Neném do Banerj, técnico do Roselândia, decretou: “Bem moçada, é melhor deixar empatar para a gente sair vivo daqui”. Para felicidade geral o jogo terminou 1 a 1. Ufa!

Copa do Brasil
O Voltaço segue para o Rio de Janeiro logo após a partida contra o Boavista para, na segunda, 17, embarcar para Sergipe, onde vai enfrentar o Lagarto pela Copa do Brasil. O jogo está marcado para as 15h30min, no Bezerrão. Pela partida, o Voltaço vai embolsar R$ 540 mil, menos 10% de INSS e Febapaf (Federação de Atletas e ex-Atletas Profissionais). Se passar para a segunda fase, leva mais R$ 600 mil.

Bola fora
Para os dirigentes do futebol carioca, que fizeram uma lambança no Carioca de 2020, favorecendo a uns e prejudicando a outros. A última foi a de ignorar o regulamento da competição aceitando que o jogo Boavista e Voltaço seja realizado em um estádio com capacidade para menos de 5 mil torcedores.

Bola dentro
Para o time do Voltaço, que perdeu quando poderia perder e mesmo assim conseguiu se classificar para a semifinal da Taça Guanabara. Tem que melhorar se não quiser ficar fora da final. Tá valendo!

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