Bate-Bola Sergio Luiz

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Esta é a equipe de vôlei de Volta Redonda, vice-campeã brasileira em 1960, no Rio, representando o estado do Rio. Tinha em suas fileiras quatro atletas da seleção brasileira. A foto é do arquivo do Serrão.

Em pé, da esquerda para a direita: Jean, Benevenuto (presidente da LDVR), Roque, Murilão, Paulo Mendes (diretor da CSN), Newdon, Tarciso, Rubem Pereira, Luiz e Renato Azevedo. Agachados: Décio, Caju, Serrão, Borboleta e Newton.

Da série: É assim que se faz… …Aprendeu, Tite?

Os técnicos da França, Didier Deschamps, e da Argentina, Lionel Scaloni, deram uma aula de tática e estratégia, e suas seleções fizeram uma das mais emocionantes decisões de todas as Copas do Mundo. Durante o jogo, as modificações feitas por Didier, ao ver seu time tomar um banho de bola, quando já perdia por 2 a 0, tirando dois importantes jogadores, Dembelê e Giroud quase mudaram o jogo. Foram perfeitas e levaram a França a empatar a partida, jogando a decisão para os pênaltis.
Foi nessa hora que os dois treinadores deram uma lição ao incompetente e prepotente Tite. Ao contrário do “treineiro” brasileiro, que não escalou Neymar para bater o primeiro pênalti contra a Croácia e nem depois, quando já estava em desvantagem, o francês Deschamps foi logo escalando Mbappé, seu melhor cobrador.
Por outro lado, Scaloni não fez por menos, e mandou Messi, o craque da Copa, bater a primeira penalidade para empatar a decisão. Essas atitudes seriam normais para qualquer treinador. Porém, a França esbarrou em uma verdadeira muralha de 1,95 m, que atende pelo nome de Martinez. Depois de Messi, foi o maior responsável pela conquista argentina.
A Copa do Catar deixou claro que os treinadores brasileiros precisam evoluir. Hoje, sou obrigado a admitir a presença de um técnico estrangeiro comandando a nossa seleção. Quem sabe pode dar certo. Temos bons treinadores, mas eles precisam se reciclar, pois estão perdendo espaço para portugueses e argentinos. Plagiando Boris Casoy: ‘Isto é uma vergonha!’. Tenho dito.

Estadual na Band
A Band fechou acordo com a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e vai transmitir, com exclusividade, o Campeonato Carioca pelos próximos três anos. Poderá exibir, inclusive, os clássicos do futebol brasileiro, com os quatro grandes do Rio. A emissora paulista deve exibir os confrontos às quartas, quintas, sábados e domingos. Vasco e Botafogo, entretanto, não aceitaram os valores propostos e poderão negociar as transmissões de seus jogos com o SBT. Os jogos começam a partir de 12 de janeiro, com Flamengo e Audax, em jogo antecipado em virtude da viagem que o rubro- negro fará para a disputa do Mundial.

Raulino
As obras de recuperação do gramado do Raulino continuam de vento em popa. A intenção do prefeito Neto era trocar o gramado, mas a tarefa ficará para uma outra oportunidade.
História
Essa é de Marcinho, do Comercial. Conta que um jogador do América, do Rústico, chamado José Carlos, que tinha o apelido de Zé Capeta, ia vestir a camisa do clube pela primeira vez, jogando contra o Santos, de Volta Redonda. Na reserva, aguardava ansioso para entrar em campo. Na metade do segundo tempo surgiu a oportunidade. “Zé, aquece”, mandou o treinador. Capeta tremeu. Não de emoção, mas de nervoso, pois não sabia fazer aquecimento. Para sua sorte, no mesmo instante, o técnico do Santos mandou um dos seus jogadores para o aquecimento. Zé Capeta respirou aliviado e pensou: “Vou fazer tudo o que ele fizer”. E assim o fez. Até mesmo para assinar a súmula, ele chegou junto com o adversário na mesa do árbitro reserva. Afinal, nunca tinha assinado uma súmula e nem imaginava como era. Sempre atento, nosso herói fixou os olhos na prancheta e viu que o adversário assinava: “Antônio dos Santos”. Zé Capeta não conversou e assinou: “José Carlos do América”. É mole?

Botafogo
Uma comitiva do time alvinegro esteve visitando o Estádio Raulino de Oliveira. Como o Engenhão estará em obras durante três meses, os dirigentes do Fogão mandarão os seus jogos no Estadual na cidade do aço. Assim também deverá acontecer com os jogos do Brasileirão sub-23, onde o Botafogo vai utilizar o meia Caio Vitor, emprestado pelo Voltaço.

Jefinho
E por falar no Botafogo, o atacante Jefinho está sendo negociado com o futebol ucraniano. O Shakhtar Donetsk mostrou interesse no garoto de 22 anos e está disposto a comprar o jogador, cuja multa rescisória está avaliada em 8 milhões de euros (R$ 44 milhões). O alvinegro detém 60% do passe do atleta e os outros 40% pertencem ao jogador e ao Resende. Para quem não sabe, Jefinho, que é do bairro Três Poços, em Volta Redonda, foi dispensado das divisões de base do Voltaço, pois foi considerado um jogador comum. Quem o avaliou é que não deve enxergar nada como olheiro.

Dedé
O sonho do Voltaço de ter Dedé como reforço para o Estadual dificilmente se tornará realidade. O Mito, demonstrando ter um bom caráter, admite ser difícil sua recuperação e não deseja iludir ninguém. Aliás, foi uma jogada de marketing dos dirigentes do Voltaço. Até porque, caso se recuperasse, Dedé iria optar por um clube de maior projeção, pois, em boas condições, tecnicamente teria vaga em qualquer time do Brasil.

Reforço
O Voltaço acertou a contratação do zagueiro Sandro, de 34 anos, com passagens pelo Fluminense, e pelo Brusque-SC. Tem contrato até o final do Estadual, podendo ser renovado atéofimdoano.Porquenãofazatéo final de 2023 de uma vez? Vai fazer experiência e depois mandar embora? O zagueiro Daniel Felipe está de volta. Esse é um bom reforço.

Bola fora
Para a seleção brasileira, que fez uma campanha longe das suas tradições em Copas do Mundo. Agora terá que esperar mais quatro anos para buscar o hexa. Mas se não mudar os seus conceitos, colocando um treinador competente, independente,
com jogadores comprometidos com o Brasil e que a CBF não aceite interferência de empresários, o fracasso vai se repetir.

Bola dentro
Para o espetáculo de futebol que Argentina e França apresentaram na grande decisão da Copa do Catar. Há muito não se via um show de bola entre duas grandes seleções. A taça foi para os argentinos, mas também estaria bem entregue aos franceses. Valeu!