Bate bola – Sergio Luiz

Este é o time de basquete do Clube dos Funcionários em 1987. Pertence ao acervo do Reynaldo Porcaro.

De pé da esquerda pra direita: Jorge Maravilha, Carlos Melh, Alemão, Wellington, Oziel e Reynaldo e Pelé (auxiliar técnico). Agachados: Wilner, Alberto, Oldair, Ernesto, Cláudio Abiath e Rogério.

 

Gosto amargo

Depois de arrancar um honroso empate contra o Paysandu, jogando fora de casa, o Voltaço fez o que muitos torcedores temiam. Empatou com o Santa Cruz, em 0 a 0, último colocado do grupo A. Pior: o time visitante estava desfalcado de 13 jogadores, todos com a Covid-19. Tudo bem que o goleiro Geaze, do Santa Cruz, resolveu pegar tudo. Fez pelo menos quatro grandes defesas, mas ele está lá pra isso. O que faltou ao Volta Redonda foi inspiração na criação e acertar as finalizações.
Assim, foi um resultado ruim, e os dois pontos perdidos poderão fazer falta mais à frente. Para recuperá-los, os comandados de Neto Colucci terão que vencer o Ferroviário (CE), hoje, sábado, 3, às 15 horas, na capital cearense. Que pelo menos empate fora. Mas, se der, que traga três importantes pontos para tirar o gosto amargo da torcida que não gostou da atuação da maioria dos jogadores na partida contra o Santa Cruz. Também não gostei. Alguns preferem dizer que foi apenas um tropeço, situação normal em um campeonato como o brasileirão, mesmo que seja da série C.
Vou insistir na tese de que devemos dar um voto de confiança ao time e aguardar o que vai acontecer no jogo de logo mais. O Ferroviário é um time enjoado, está em sexto lugar, com 7 pontos, um a menos que o Paysandu, que abre o G4. Como cada jogo tem sua história, o tricolor de aço pode surpreender o adversário. Quem viver, verá!

Rescisão (I)
Chegou ao fim a novela “Por onde anda o atacante João Carlos?”. O jogador, graças a uma liminar da Justiça, pôde rescindir seu contrato com o Voltaço. É que a desembargadora Carina Rodrigues Bicalho, do Tribunal Regional do Trabalho, 1ª Região, acolheu o pedido do jogador, que baseou sua ação nos 14 meses de atraso – por parte do clube – no recolhimento do FGTS. A Ferj e a CBF já foram notificadas e o atacante, portanto, está livre para assinar com qualquer equipe.

Rescisão (II)
Após o estadual, João Carlos, 34 anos, foi emprestado ao São Bernardo, onde sagrou-se campeão da série A2 paulista. O contrato seria por três meses (o mínimo, conforme a lei), e terminaria em julho. Porém, seria interrompido após as semifinais para que João Carlos participasse do primeiro jogo do Voltaço na série C do brasileirão. Só que João Carlos não retornou, disputou as finais do Paulistão, não cumprindo o contrato e ficou de dar notícias.

Rescisão (III)
A diretoria do Voltaço não divulgou a notícia, mas respondeu ao ‘ge.com’ dizendo que ainda não teria recebido “nenhuma notificação judicial sobre o caso do atacante João Carlos”. Garantiu ao site que caso seja notificado, o departamento jurídico deverá apresentar sua defesa. Tem mais. O
jurídico do Volta Redonda destaca que não existe atraso no FGTS do atleta, que estaria em dia, assim como os seus salários. Será que o TRT foi levado ao erro? Difícil crer, né?

Rescisão (IV)
A saída de João Carlos vai fazer falta. Afinal, não se acha um artilheiro do seu potencial. Em duas passagens pelo clube, marcou 40 gols em 63 jogos, e ele logo atraiu interesse de outros clubes. Porém, não acredito que seja só isso. Acho que tem mais carne debaixo desse angu. E se tiver, vai aparecer. João Carlos era querido pela torcida e pelos companheiros. O destino do artilheiro poderá ser o Criciúma (SC).

História
Essa é do amigo Zé Osmar, da Vila. Lá pelo ano de 1984 jogavam pelo campeonato interno do DCB (Departamento de Combustão da CSN), as equipes do DCB – DTT e do DCB – Aciaria, no campo do Palmeirinha, na Sessenta. Ainda no primeiro tempo, o goleiro Emério, do DTT, saiu na mão com um adversário. Seu companheiro de equipe, o ponta Tião, bem que tentou separar a briga, só que Emério, enfurecido, não quis saber e deu-lhe um tapa na orelha. Ânimos serenados, o árbitro, que era o próprio Zé Osmar, encerrou o primeiro tempo, sem expulsar ninguém. Para o segundo tempo, o time do Emério voltou com apenas 10 homens, sem o Tião. Perguntado se sabia onde estava o ponta, o goleirão deu de ombros e disse: “Sei lá. Deve ter ficado chateado e foi embora”. Final do jogo, o time do DTT perdeu por 4 a 2. Ao chegar no vestiário, Emério, na maior cara de pau, pegou a chave do banheiro e entregou para o treinador dizendo: “Vai lá e solta o Tião. Eu o prendi lá. É pra aprender que nunca se separa briga segurando o companheiro. Ou entra do lado dele ou sai fora”. Tá certo? Ou tá errado? É mole?’

Adversários
Veja os próximos jogos do Voltaço: dia 11, domingo, enfrenta a Jacuipense (BA), no Raulino. Dia 18, pega o Floresta (CE) também no Raulino e encerra o primeiro turno contra o Tombense fora de casa. Não tem moleza!

Bola nas costas
O prefeito Neto ficou uma arara com os dirigentes de Flamengo, Fluminense e Federação, que tiraram o Fla x Flu do Raulino e levaram para o estádio do Corinthians, em São Paulo. Prova que quando vão jogar contra times pequenos só querem saber de economizar e imploram para jogar na cidade do aço. Quando o jogo é de expressão, que poderia divulgar Volta Redonda para tudo que é parte, levam para outros cantos.

Bola fora
Para o empate do Voltaço diante do Santa Cruz por 0 a 0. Não estava nos planos de ninguém, pois o time estava bem na competição e o adversário mal na fita. Serve de alerta para que não repitam os erros que lhe tiraram dois pontos.

Bola dentro
Para o gramado do estádio Raulino de Oliveira, que vem suportando uma carga violenta de jogos. Na quarta, 30, recebeu dois jogos: Fluminense x Atlético-PR, à tarde, e Botafogo x Vitória, à noite. Detalhe: debaixo de chuvas. Apesar das críticas dos coleguinhas que transmitiram o jogo do fogão pela TV, fica o nosso ‘Valeu’.

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