CSN: Turno de 12 horas só será discutido em 2027
Pollyanna Xavier
Um vídeo que circulou nas redes sociais nesta semana, gravado pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Odair Mariano, trouxe mais confusão do que explicação aos operários da CSN. Nele, Odair afirma que a possível implantação do turno de 12 horas na UPV não faz parte das negociações do acordo coletivo 2026/2027. Faz, sim. É o 8º item da pauta de negociações. O aQui trouxe os detalhes do turno na última edição, inclusive explicando que o pedido partiu de alguns metalúrgicos que procuraram o Sindicato solicitando a mudança da jornada. O assunto, porém, não será mais debatido nas negociações, pelo menos por agora.
Ao aQui, Odair explicou a controvérsia. “A oposição está dizendo que queremos mudar o turno de 6 horas, que foi conquistado com muita luta. Mas isso não é verdade. Não queremos mudar o turno. O Sindicato foi procurado por metalúrgicos de algumas áreas específicas, que pediram a mudança para 12 horas. Colocamos na pauta. Não foi invenção do Sindicato, partiu dos trabalhadores, e nós atendemos”, afirmou. O sindicalista foi além. “Esse assunto vai ser debatido nas negociações de turno, não podemos discutir isso agora. O acordo de turno da CSN deve ocorrer somente em 2027, porque o último que negociamos tinha vigência de dois anos, então só em 2027 é que vamos sentar com a empresa para negociar o turno. Aí, sim, vamos propor a mudança para 12 horas, mesmo assim, apenas em algumas áreas específicas, cuja implantação não coloque em risco a saúde e a segurança do trabalhador”, concluiu.
Negociações
A segunda-feira não esperou o café esquentar e a CSN sentou com o Sindicato para a abertura das negociações do ACT 26/27. O encontro serviu apenas para leitura e entendimento da pauta, além de reforçar a posição da empresa de discutir o turno de 12 horas em outro momento. “Tiramos dúvidas e debatemos os itens. Não é uma pauta fora da realidade da empresa e estamos otimistas”, comentou Odair. O próximo encontro está marcado para a próxima quarta, 6. Como a data-base foi em 1º de maio, o Sindicato deve publicar um edital solicitando a prorrogação do prazo, para não comprometer as negociações. A medida é considerada burocrática.

