As histórias ao redor da fogueira

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Por Katia Parente

O fogo em algumas escolas místicas está relacionado à luz e ao conhecimento. O interessante é que muitas pessoas até um passado recente, tinham como momento de distração contar histórias e disseminar conhecimento ao redor de uma fogueira. Já que não havia luz, muito menos sinal de internet. 

Com essas conversas ao redor do fogo, surgiram as lendas. Uma forma de explicar fenômenos misteriosos não compreendidos e, ao mesmo tempo, expressar a maneira de pensar daquelas pessoas. Além de passar para as gerações seguintes histórias de família, contadas há muitos anos. Nunca sabemos o quanto de realidade tem nessas narrativas, ainda assim, elas representam a bagagem de vida daqueles que as contam. 

Adoro uma boa conversa ao redor de uma mesa com bolo e café, ou queijos e vinhos. São nesses momentos que conhecemos as pessoas, desenvolvemos nossa imaginação e, inclusive, nossa empatia. Quando ouvimos o que outra pessoa tem para nos contar, se realmente prestarmos atenção, vivemos aquela situação como se estivéssemos lá, junto com ela. E isso abre nossa mente para outros pontos de vista. 

E assim é com os livros. A leitura de um livro nos leva para lugares que não conhecemos e nos apresenta pessoas diferentes daquelas com as quais convivemos. E é por isso que penso ser tão importante o incentivo da leitura e a criação de narrativas que incluem lendas. Um bom suspense desperta emoções que nem sabíamos existir, leva nossa imaginação para mundos que não conhecemos. Assim como no filme A história sem fim, não podemos deixar Fantasia desaparecer! 

Descobrir como vencer o Lobisomem, ou fugir da Cuca. Criar uma armadilha para capturar o Saci, ou seguir as pegadas estranhas deixadas pelo Curupira. Tudo isso é imaginação popular e tem um significado importante para a comunidade. E nem citei a loira do banheiro! 

As lendas são muito mais do que histórias. No fundo, elas carregam a alma de um povo e contá-las faz o leitor viajar no mundo da fantasia e assim, entender e lidar melhor com a realidade. É importante destacar que não falo em viver dentro de uma fantasia, mas sim, aproveitar as histórias para fazer relações com a vida real. 

Quando nos sentamos ao redor de uma fogueira, ou de uma mesa forrada de comidinhas e bebidas gostosas, compartilhamos não só a comida, mas também sentimentos. São informações que criam laços, geram expectativas, romances. As pessoas têm sua própria caminhada de vida e a troca de experiências é muito rica. Com tantas distrações nas redes sociais, além de conteúdo fácil e efêmero, vejo esses encontros como um remédio indispensável para uma sociedade na qual cada vez mais somos trancados em studios de vinte metros quadrados. 

A construção de histórias com base em lendas e culturas locais são uma forma de dialogar com o leitor. Quando conhecemos os hábitos de um povo diferente do nosso, abrimos nossa mente para entender melhor algumas atitudes e esse é o melhor resultado que podemos alcançar com a literatura.

 
Katia Parente é escritora, engenheira química e autora de Fazenda Camélia 

 

EDUCAÇÃO NA ERA DIGITAL
Para iniciar esse artigo, vamos mergulhar em um tema essencial e de suma importância para o professor do século XXI: a educação na era digital. Com o avanço das tecnologias, a forma de criar, compartilhar e transformar conhecimentos mudou profundamente, e a escola precisa acompanhar esse ritmo sem perder de vista os valores éticos, morais e o papel do professor como líder e criador de conteúdos educacionais relevantes.
No Estado de São Paulo, por exemplo, dois indicadores educacionais se destacam: Saresp e Idesp: aplicados anualmente, esses exames medem o desempenho escolar e a qualidade do ensino nas escolas estaduais, contribuindo para o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (IDESP).
Esses dados oferecem uma visão global do desempenho escolar e servem como base para metas institucionais, ações pedagógicas e políticas públicas. Para além deles, a Secretaria de Educação do Estado acaba de lançar um novo “Indicador de fluência Leitora (opens in a new tab)”, cujo objetivo é medir a habilidade de leitura e compreensão de textos dos estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Já no Piauí, a rede de ensino conta com o “SAEPI (opens in a new tab)” – o Sistema de Avaliação Educacional do Piauí, cujo objetivo é monitorar a qualidade da educação e os resultados de aprendizagem, subsidiando gestores(as) a ajustar as políticas educacionais a partir de dados.
As informações mais abrangentes e detalhadas vêm de instituições federais como o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além dessas informações e de dados, o INEP disponibiliza o Censo Escolar, (opens in a new tab) que coleta e disponibiliza dados sobre matrículas, número de escolas e características dos profissionais da educação. A composição desses dados alimenta o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), um dos indicadores mais conhecidos da qualidade do ensino no Brasil. 
Uso responsável: De liderança e autoria na era digital fica por conta da liderança do educador. Ele o profissional da educação.

Prof. Dr. Inácio José do Vale, PhD – Profissional de saúde  mental. Trabalha Clinicando na Comunidade de Ação Pastoral – CAP – Especialista em Psicanálise, Psicologia e Psiquiatria. Autor do livro Terapia Psicanalítica: Demolindo a Ansiedade, a Depressão e a Posse da Saúde Física e Psicológica

 

Moradia para todos
Para fortalecer a campanha de Munir, Neto anuncia a construção de moradias para os sem teto como se o caixa da prefeitura fosse o grande pagador. Omite, por conveniência o Programa do Governo Federal ‘Minha Casa minha Vida’.  Preocupante, pra mim, é claro, colocando a Igreja Católica no caso.
Haja cara de pau!!!!!
Julio Filgueiras