Área no Condomínio Industrial de BM pode ser adquirida a partir de R$ 2 mil/m2

Drable fecha com Daniel Maciel para tocar secretaria de Desenvolvimento Econômico, pensando em incrementar Condomínio Industrial

0
558

Na manhã de terça, 26, representantes da prefeitura de Barra Mansa estiveram mais uma vez no Condomínio Industrial que será instalado na antiga área da Edimetal (metalúrgica de São Paulo), para ‘avaliação’ do local, que foi adquirido pelo ex-governador Pezão e doado, posteriormente, ao município. Isso há… anos. A ideia agora é adotar um novo programa de revitalização da área que vai incluir a limpeza e o plantio de árvores, entre outras. Tudo até o dia 18 de outubro, data de abertura da Flumisul (Feira de Negócios do Sul Fluminense), e quando será feito o lançamento oficial do esperado empreendimento.
Aliás, o sonho de ocupar a área da antiga Edimetal, às margens da Via Dutra, ganhou mais um protagonista: o vereador Daniel Maciel (PP), que deixou a Câmara de Barra Mansa para assumir a pasta do Desenvolvimento Econômico do governo Drable. Ele vai, a partir de segunda, 1o, substituir Bruno Paciello, que virou presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico, criada para administrar o Condomínio Industrial.
Na verdade, os dois – Maciel e Paciello – terão a mesma tarefa. Encontrar novos empresários dispostos a investir em Barra Mansa. E, ainda, arrumar recursos junto à União ou ao governo do Estado para impulsionar a área, que é cercada por morros, para aumentar a área útil do empreendimento. O vereador licenciado, filho do advogado Ricardo Maciel, em tese, leva uma vantagem. Teria as bençãos do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento Econômico do governo Lula. Alckmin, inclusive, poderá estar presente à inauguração da Flumisul no dia 18 de outubro para anunciar algumas novidades.
Uma ajuda interessante, pelo que o aQui apurou, seria Alckmin destinar recursos da União para aumentar a área útil do Condomínio Industrial. A ideia seria eliminar os morros existentes no terreno. Situação que, a princípio, não interessaria à prefeitura. “Não faz sentido tirar morro. Preciso de área de reserva natural. A área plana que temos hoje já é suficiente para o projeto. A venda dos terrenos planos me permitirá adquirir outras áreas’, justificou Rodrigo Drable.
Só que, ao ser indagado se, caso todas as áreas do Condomínio Industrial fossem planas, a prefeitura não teria mais chances de desenvolver seus projetos para salvar Barra Mansa da estagnação econômica, Drable foi sincero. “Claro que seria”. Aliás, a existência dos morros implica até nas negociações entre a prefeitura e os possíveis interessados em investir em Barra Mansa. É que todas as áreas negociadas estão sendo vendidas pelo poder público. Ou seja, nenhuma será alugada ou cedida em comodato. “Será tudo vendido”, garante Drable.
Quanto ao preço do m2 que está sendo cobrado pela prefeitura, Drable diz que ele depende da área escolhida. “É variável, de acordo com as características da área pretendida. No morro é mais barato”, detalhou, aproveitando para informar aos futuros interessados que ainda existem áreas disponíveis para negociar. A área mínima negociável é de dois metros quadrados. Importante: todos os recursos obtidos serão usados na compra de novos terrenos. “O valor apurado será usado para aquisição de novas áreas”, acentua Drable. Quem se interessa?

Condomínio Industrial
Localizado às margens da Via Dutra, o Condomínio Industrial conta uma área de mais de 700 mil m2, boa parte dela plana (ver foto acima). Apesar dos morros, pode ser beneficiada pelo ramal ferroviário que corta Barra Mansa e ainda conta com fontes de água mineral. No dia 18 de outubro, como o aQui já noticiou, o prefeito Rodrigo Drable espera anunciar os nomes das empresas que já teriam assinado o compromisso de se instalar no Condomínio Industrial. Os nomes ainda são mantidos em segredo, e Drable tem uma justificativa para tanto mistério. Quer evitar que os empresários sejam aliciados por prefeitos de cidades vizinhas ou de outros estados. Tem tudo a ver.