Intriga da oposição

Erro na declaração do CNES do Sindicato dos Metalúrgicos, leva oposição a espalhar Fake News.

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Por Pollyanna Xavier

               A semana começou com a distribuição de um boletim apócrifo (sem autoria) no meio metalúrgico, chamando atenção pela informação que continha. Dava conta que o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos,Odair Mariano, teria expulsado três diretores da entidade – um deles seria Leandro Vaz, diretor jurídico, responsável direto por um dos maiores projetos do Sindicato atualmente (os cursos de capacitação para as montadoras). Além de Leandro, Edson Dias Barbosa e Edimar Miguel, também teriam sido expulsos. O boletim informava ainda que outros dois diretores do Conselho Fiscal também teriam sido “formalmente excluídos” da composição sindical.

               A informação ganhou força nas redes sociais, principalmente porque citava o Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília, como fonte. Em alguns compartilhamentos, até uma suposta cópia de atualização do Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (CNES), sem os nomes dos diretores, foi anexada nas postagens. A publicação dizia ainda que os três diretores expulsos eram pretendentes em potencial ao cargo de presidente do Sindicato, sugerindo que Odair teria expulsado o trio, por se sentir ameaçado de perder a presidência.

?Ainda na publicação, o nome do diretor jurídico Leandro Vaz aparece como o de alguém com forte influência na base de Resende, podendo facilmente receber apoio de uma dezena de pessoas na sucessão de Odair. O boletim traz ainda que Edimar sempre foi apoiado por Edson Dias e relembra um episódio ocorrido em fevereiro de 2024, no Sindicato, e que resultou no racha na diretoria e na criação do chamado Grupo dos 5. Na época, Edimar acusou o diretor financeiro Alex Clemente, de desviar mais de 600 mil dos cofres do Sindicato. Alex conseguiu provar sua inocência e ajuizou uma ação de difamação contra Edimar.

               Procurado pela reportagem do aQui, Odair Mariano disse que as informações do boletim seriam mentirosas, sem nenhuma base legal, “fruto de pessoas que querem o mal do sindicato”. “Estamos fazendo um ótimo trabalho, isto é mentira, intriga da oposição”, comentou, esclarecendo que o mal-entendido surgiu depois que o setor contábil do Sindicato atualizou os dados cadastrais do órgão junto ao Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília, e teria se esquecido de informar o nome dos diretores. “A oposição entrou no cadastro, que é público, viu a ficha e não achou o nome dos diretores e saiu publicando que eles foram expulsos. Isto nunca existiu. Já pedi ao setor responsável que atualize a informação, para afastar qualquer mal-entendido. Ninguém foi expulso, seguimos cada vez mais firme e forte”, garantiu Odair.

               De fato, o aQui acessou o CNEs do Sindicato dos Metalúrgicos no site do Ministério do Trabalho e Emprego e as informações foram atualizadas com os nomes dos diretores ‘expulsos’. Odair não soube informar quem poderia ter feito e espalhado o boletim. O dirigente sindical concluiu dizendo que a união dos diretores é assertiva para o Sindicato, e que a entidade finalmente está caminhando em paz para defender os interesses dos trabalhadores.

Inclusão de PCDs e reabilitados

O Sindicato dos Metalúrgicos marcou presença no evento ‘A Inclusão das Pessoas com Deficiência e Reabilitadas no Mercado Formal de Trabalho’, realizado na Câmara de Volta Redonda, sendo representada pelo diretor de saúde, Edson Dias Barbosa Junior, que reforçou o compromisso do sindicato com a causa da inclusão. Detalhe: O auditor fiscal do trabalho e coordenador do projeto de inserção de PCDs e reabilitados do INSS, Marcelo José Rodrigues Freitas, apresentou dados alarmantes: das 7.787 vagas destinadas a pessoas com deficiência e trabalhadores reabilitados em Volta Redonda, mais de 4.200 permanecem não preenchidas.
Segundo o auditor, os argumentos frequentemente utilizados pelas empresas, como falta de mão de obra qualificada, ausência de acessibilidade ou a alegação de que beneficiários do BPC não desejam trabalhar, não se sustentam. Ele destacou que as empresas que não cumprem a legislação de inclusão estão sujeitas a sanções rigorosas. “O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense se posiciona como um verdadeiro aliado dessa causa nobre e não medirá esforços para continuar dialogando com as empresas da nossa base sobre a importância de abraçar essa pauta. Acreditamos que, entre todas as barreiras enfrentadas por PCDs e reabilitados, a principal é a barreira atitudinal — e essa só se transforma com educação”, pontuou Edson.