Na boa…

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O sábado, 30 de agosto, vai entrar para a história de Vassouras. Primeiro por conta da inauguração do Museu Vassouras, cujas obras se arrastaram por longos sete anos. E, principalmente, por ter reunido debaixo do teto do antigo casarão colonial, construído em 1848, as duas figuras mais importantes do estado do Rio: o governador Cláudio Castro e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. E, de quebra, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal. Foi uma festa para ninguém botar defeitos.

O espaço, que abrigou o antigo Hospital Nossa Senhora da Conceição, foi totalmente restaurado graças à iniciativa do Instituto Vassouras Cultural (IVC), fundado com o objetivo de valorizar a história, a cultura e a identidade do Vale do Café, região composta por 15 cidades fluminenses. “É emocionante ver um espaço tão emblemático da nossa história renascer com essa força, por meio de uma iniciativa tão incrível”, disse Castro. “O Museu Vassouras é mais do que uma homenagem ao passado: é uma ponte viva com o futuro, promovendo cultura, educação e turismo para todo o nosso estado. Um exemplo de iniciativa a ser seguida por outros municípios”, completou o governador.

Já Eduardo Paes, que é pré-candidato à sucessão de Castro, preferiu elogiar o empresário Ronaldo Cesar Coelho, apontado como o mecenas de Vassouras. “Com a Cris (sua esposa) ontem na inauguração do Museu de Vassouras ao lado do grande brasileiro @ronaldocezar vassouras que deu esse presente ao Rio de Janeiro”, escreveu o prefeito. Ele também postou na sua página do Instagram uma foto onde aparece discursando para a plateia presente, entre eles, bem à sua frente, o governador Cláudio Castro.

A exposição inaugural do Museu Vassouras, batizada de “Chegança”, será aberta ao público apenas em novembro e apresentará obras de artistas contemporâneos como Beatriz Milhazes, Aline Motta e Sônia – Gomes, além da obra Composição (Figura Só) (1930), de Tarsila do Amaral, atualmente no acervo do Masp. Dividida em três núcleos — “Folias”, “Vapor” e “Milagre” —, a mostra é curada por Marcelo Campos (MAR) e Thayná Trindade, e mergulha nas tradições, memórias e transformações do Vale do Café. O Museu Vassouras, com 3.331 m² de área construída, abriga salas de exposição, auditório, ambientes multimídia, café, loja, pátio e jardins. O projeto arquitetônico respeitou as características originais do casarão, tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), e transformou as ruínas em um moderno centro cultural.

“Uma vez ouvi uma frase que ilustra bem este momento: quando se abre um equipamento cultural, se abre um refúgio para mentes e almas”, avaliou a secretária estadual de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros. Para Ronaldo Cezar Coelho, idealizador do projeto, a abertura do Museu Vassouras marca um novo momento para a região. “Mais do que um museu, este é um espaço de autoestima, de geração de renda e de valorização do nosso legado. O Vale do Café tem muito a contar, e agora tem um lugar para isso,” ressaltou ao lado de Gustavo Tutuca, secretário de estado de Turismo, também presente a Vassouras.