Cabeleireiro pediu para sair ou foi demitido?

Depois de se filiar ao PSD, Cabeleireiro deixa a RioLuz gerando boatos de que foi demitido

0
349
Screenshot

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo do Estado, participou na noite de sexta, 29, no Ilha Clube, da filiação do ex-deputado estadual Marcelo Cabeleireiro ao PSD. E ainda da posse do novo diretório municipal da legenda, entregue ao empresário Leo Santos, ex-Leo da Joalheria.

Detalhe que não passou despercebido, como mostra a foto: faltou público. “Tinha muito pouca gente”, comparou uma fonte do aQui.
Sem saber o que iria acontecer 48 horas depois de assumir o PSD, Leo se mostrava otimista. “Acredito que a política precisa caminhar junto com a sociedade e o setor produtivo. Quero contribuir com ideias que impulsionem o desenvolvimento socioeconômico da nossa cidade, gerando empregos, renda e qualidade de vida”, disse Leo Santos, que nas redes sociais ainda usa seu antigo nome de guerra, de Leo da Joalheria.
Nos discursos da noite de sexta passada, ninguém comentou o fato de Marcelo Cabeleireiro que, conforme o aQui noticiou com exclusividade na edição 1460 , de 14 de junho último, ter sido nomeado – a mando de Paes para ocupar um cargo na RioLuz, autarquia da prefeitura do Rio de Janeiro.Paes, por exemplo, só elogiou o aliado.
“Marcelo tem uma trajetória de luta por Barra Mansa e pela nossa região. Sua filiação é um passo importante para que possamos construir juntos um futuro melhor para o Rio de Janeiro”, avaliou Paes, sem imaginar que na manhã de domingo, 31, o Diário Oficial do município já iria publicar a demissão de Marcelo. O ex-deputado estadual por Barra Mansa, aliás, só tornou pública a sua saída da RioLuz na manhã de terça, 2, quando, para surpresa dos seus eleitores, comunicou que estava deixando a RioLuz.
“Hoje concluo mais um capítulo da minha trajetória, marcado por aprendizados valiosos e pela oportunidade de conviver com profissionais tão competentes e dedicados na Rio Luz”, escreveu.Tomo essa decisão pela necessidade de me dedicar a novos projetos voltados ao nosso Estado, que exigirão minha presença e total dedicação. Deixo meu cargo na Companhia com o sentimento de dever cumprido, por ter contribuído — ainda que por um período — para um trabalho tão relevante”, acrescentou Cabeleireiro, sem revelar para onde vai desenvolver novos projetos.
Nos bastidores da política fluminense, os boatos são de que a saída de Marcelo Cabeleireiro da RioLuz estaria ligada às eleições de 2026. Há quem acredite que o politico barra-mansense não teria saído por vontade própria. Muito pelo contrário. Teria sido dispensado conforme Portaria 5093, datada de 1 de setembro da função de Confiança de Coordenador de Processo I, código106273, da 1 gerência regional Norte da diretoria de Operação e Fiscalização da presidência da RioLuz.
Traduzindo: O presidente da RioLuz, RafaelThompson, pré-candidato à Alerj pelo PRD, teria ficado possesso com a postura de Cabeleireiro de ir para o PSD para se candidatar à Alerj. “Eles teriam um acordo e por ele, o Marcelo não seria candidato.Nem iria para o PSD. Iria apoiar o Thompson”, justificou uma fonte. Como não cumpriu o acordo, foidispensado”, dispara, pedindo anonimato.
A tese, foi avaliada por outra fonte do aQui, que também pede que seu nome não seja revelado. “O Marcelo foi contratado pelo Thompson para a RioLuz para ficar no PRD e apoiá-lo no ano que vem. Foi para o PSB, não cumpriu o acordo e, pior, o Paes não segurou a sua vaga por que não gostou de falar em Barra Mansa para um evento em que não tinha ninguém”, disparou, referindo-se ao pequeno número de eleitores que foram assistir ao ato de filiação de Marcelo e Leo Santos ao PSB.
Procurado pelo aQui, via Whatsapp, na tarde de terça, 2, Marcelo não retornou as mensagens. Se o fizer, as suas declarações serão postadas na versão digital que normalmente é atualizada no início da semana.