Flagrante!

Inea interdita empresa em Resende por descarte ilegal de lixo hospitalar

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Por Pollyanna Xavier

Conforme o aQui noticiou com exclusividade na quinta, 26, o Inea interditou uma empresa responsável pela coleta de resíduos sólidos, inclusive hospitalares, de pelo menos quatro prefeituras da região. A empresa estaria utilizando um galpão, às margens da Via Dutra, no bairro Parque Embaixador, em Resende, como depósito irregular para o lixo coletado. Entre os materiais encontrados estavam embalagem de soro, luvas, gaze, descarpacks (caixas para o descarte adequado de bisturis, agulhas e seringas), luminárias, tintas, caixas de remédios vazias, papelões, frascos de saneantes e resíduos de laboratório. O lixo hospitalar é classificado em grupos de risco, e o que foi encontrado encaixa-se no grupo dos potencialmente infectantes, químico, comum e perfurocortantes.

Segundo documentação a que o aQui teve acesso, a empresa teria descumprido as condições de validade contidas na sua própria Licença de Operação, infringindo a lei que trata dos licenciamentos ambientais no âmbito do estado do Rio. A infração é administrativa – não penal –, sujeita a multa que pode chegar a R$ 2 milhões. Em nota à imprensa, o Inea informou que deu à empresa um prazo de 72 horas – a partir do final da manhã de quinta, 26 – para retirar os resíduos e levá-los para uma empresa licenciada, especializada no descarte adequado de resíduos de serviços de Saúde.

O Inea também suspendeu as atividades da empresa, até o cumprimento da notificação. A medida caiu como uma bomba nos municípios atendidos pela empresa. Só no Médio Paraíba, ela atende Quatis, Porto Real, Resende e Itatiaia, além das cidades mineiras de Bocaina de Minas e Itamonte. A preocupação é com o acúmulo de lixo hospitalar nas unidades de saúde, até que a empresa consiga retomar suas atividades normalmente. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, a empresa tem capacidade instalada para coletar um total de até 15 toneladas de resíduos sólidos por semana, somando as seis cidades atendidas, mas, com a paralisação temporária, o volume acumulado pode ser maior. Em nota, o Inea informou que, além de ter suspendido as atividades da empresa, autuou os responsáveis. Eles têm até segunda-feira, 30 de junho, para dar uma destinação adequada ao lixo, sob pena de nova multa.