AEROPORTO (I) – O sonho compartilhado por políticos e prefeitos de que a região tenha um aeroporto de verdade em Resende e Volta Redonda voltou a ser tema de encontros na região e em Brasília. O deputado estadual Jari Oliveira (PSB) esteve, por exemplo,
com o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, para debater a implantação do
Aeroporto – que já tem até nome – Regional do Sul Fluminense, no Roma II. Só nunca teve uma pista e nunca viu um avião chegando ou levantando voo. “A construção do aeroporto é necessária para atender a demanda de passageiros dos municípios fluminenses, mineiros e paulistas próximos da nossa região, além de permitir o transporte de cargas”, argumenta Jari. “O Sul Fluminense é uma área de grande importância econômica no país, que tende a se desenvolver ainda mais com a implantação do aeroporto”, acrescentou Jari, contando que o governo Federal e as empresas aéreas farão um estudo de viabilidade financeira para operar no Aeroporto Regional do Sul Fluminense.

AEROPORTO (II) – O prefeito Neto também tratou do assunto com o advogado barra-mansense Ricardo Maciel, amigo e assessor próximo de Geraldo Alckmin. Conversaram também sobre as eleições de 2024. O engraçado é que nenhuma linha foi liberada depois da reunião entre os dois.
AEROPORTO (III) – Mas que Neto e Jari coloquem as barbas de molho. Segundo uma fonte, o sonho deles de Volta Redonda ter um aeroporto vai ficar nas nuvens. Detalhe: o motivo seria técnico. Tem mais. A mesma fonte garante que nem o aeroporto de Resende vai decolar. Motivo: desinteresse das empresas, motivadas pela falta de passageiros que sustentem as despesas que um aeroporto acarreta.
PMs – Em entrevista ao programa Dário de Paula, o prefeito Neto anunciou que Volta Redonda terá mais 105 PMs no policiamento das ruas da cidade do aço. “Eles já foram ca- pacitados, o curso terminou ontem”, disse, adiantando que os bairros beneficiados serão os seguintes: Siderópolis, Casa de Pedra, 60, Vila Rica, Roma, Eucaliptal e Ponte Alta. Só não disse que os policiais militares vão receber ajuda financeira dos cofres municipais.
LEI DURA – Neto também confirmou a Dário de Paula que, a partir de agora, a Ilha São João não poderá mais ser usada para shows e festas de formaturas, entre outras, até altas horas da madrugada. A Festa do Trabalhador, por exemplo, marcada para amanhã, apesar de ser um evento do próprio governo Neto, vai terminar às 22 horas. Motivo: a prefeitura estabeleceu que tudo em Volta Redonda tem que terminar às 22 horas. Ninguém pode mais jogar uma pelada de futebol de salão após esse horário, por exemplo. Quem quiser jogar tem que pedir autorização do secretário de Segurança Pública, Luiz Henrique. “E só se for um caso excepcional”, acrescentou Neto a respeito de uma possível liberação.
ISS – Neto aproveitou a audiência do programa Dário de Paula para falar do projeto do prefeito Rodrigo Drable de reduzir o ISS cobrado das empresas de ônibus de Barra Mansa – de 4% para 0,01%, como alternativa para não aumentar o preço da passagem nas linhas municipais da cidade vizinha. Projeto que já foi aprovado pelos vereadores de Barra Mansa. Veja a resposta de Neto. “Porque eles (empresários) não pagam. Eles não
pagam ISS, estão devendo, com a exceção da Elite, que pagava 50%”, disparou, atacando, como sempre faz, as empresas de ônibus de Volta Redonda. “Isso (reduzir o ISS) não adianta nada, não vai resolver o problema. Eu já pensei em fazer isso em Volta Redonda, mas não resolve o problema”, crê Neto, prometendo promover mais uma de suas reuniões para debater o assunto na quarta, 27.
FOGO (I) – O governador Cláudio Castro e o prefeito de Belford Roxo, Wagner Carneiro, o Waguinho, estão de mal. Motivo: eleições de 2024 e 2026, é claro.
FOGO (II) – Coincidência ou não, logo depois da briga dos dois, Castro recebeu a
notícia de que será investigado por corrupção no tempo em que era vereador e depois vice-governador. Ele diz que as acusações seriam requentadas e falsas. A justiça vai decidir se ele está certo ou não.
FOGO (III) – Castro também está em guerra com a deputada estadual Martha Rocha, que o denunciou ao TCE por não ter efetuado o pagamento da segunda parcela da recomposição salarial dos servidores públicos, aposentados e pensionistas do estado do Rio, de acordo com uma lei aprovada no ano passado. Na denúncia, Martha Rocha pede ainda a apuração de qualquer ilegalidade e que seja verificado se houve retenção indevida das verbas. A recomposição salarial, referente às perdas inflacionárias acumuladas entre 2017 e 2021, foi dividida em três anos. A primeira parcela foi paga em 2022. No entanto, a segunda parte não foi quitada, e a previsão era de pagamento no início deste ano.
AAP – O bom senso prevaleceu e, em assembleia presidida por Rodrigo Silva Beltrão Chaves, a nova ‘AAP-VR’, sigla que seria usada pela Associação dos Atingidos Pela Poluição de Volta Redonda, mudou para ASAPOL. Eduardo Vaz, da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda, esteve presente e, ao final do encontro, fez questão de elogiar a postura dos dirigentes da nova associação. “O assunto foi resolvido de forma totalmente pacífica. Desejamos sucesso à ASAPOL”, comentou.

