Volta Redonda acaba de alcançar um dos melhores desempenhos do país na conversão de impostos em qualidade de vida. De acordo com o Retornômetro – novo índice nacional desenvolvido pela Assertif (empresa especializada em soluções tecnológicas com mais de 23 anos de experiência) –, o município ocupa o 3º lugar entre 396 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes que foram avaliadas, somando 631,5 pontos em eficiência de gestão pública. O ranking é liderado por Osasco (SP), com 783,3 pontos, seguido por São Paulo (SP), com 640,4.
A metodologia usada pelo Retornômetro combina dados oficiais de fontes como IBGE, Finbra, DataSUS e Inep. Os indicadores foram organizados em três eixos centrais: Viver (qualidade de vida, saúde, educação, saneamento), Prosperar (emprego, renda e desenvolvimento econômico) e Governar (transparência, equilíbrio fiscal e capacidade de investimento). Cada município recebeu uma nota de 0 a 1000, revelando sua eficiência relativa na aplicação dos recursos públicos.
O eixo Viver, que analisa o fator Qualidade de Vida, contempla saúde, educação básica, infraestrutura urbana e segurança. O eixo Prosperar, relacionado a Desenvolvimento Econômico, avalia economia, educação profissional, inovação e capital humano. E completando a lista tem o eixo Governar, no qual são analisados eficiência fiscal, transparência, custos administrativos e ambiente de negócios.
Pelos dados do estudo, 60,6% dos municípios analisados superaram a média nacional, mas a variação de desempenho ainda é expressiva: enquanto Osasco (SP) lidera, com 783,3 pontos, outros municípios registraram índices abaixo de 200. “O Retornômetro traz uma métrica clara e objetiva para um debate que, até hoje, era dominado por percepções e narrativas políticas. Pela primeira vez, conseguimos mensurar com precisão onde os impostos de fato geram valor público e onde ainda há gargalos de eficiência”, afirma José Guilherme Sabino, CEO do Grupo Assertif.
Detalhe: cada uma das 396 cidades recebeu uma nota de 0 a 1.000, indicando sua eficiência relativa na aplicação dos recursos públicos. A média nacional ficou em 481,2 pontos, o que evidencia o bom desempenho de Volta Redonda – 31% acima da média brasileira. Além disso, entre os três primeiros colocados, o município conquistou a maior avaliação no eixo Governar – Volta Redonda (0,704); São Paulo (0,681); Osasco (0.550).
“O sentimento é de certeza que estamos no caminho certo, trabalhando em prol da população de Volta Redonda. Desde que retornei à prefeitura, em 2021, enfrentamos desafios para recuperar a cidade, unimos esforços, resgatamos antigas e estabelecemos novas parcerias, e os números retratam o quanto conseguimos avançar para melhorar a qualidade de vida em nossa cidade. Sabemos que ainda temos mais a fazer, e vamos seguir em frente para tornar Volta Redonda a cidade que todos sonhamos viver”, destacou o prefeito Neto.
Cidades em destaque
O Retornômetro, ferramenta que mede a eficiência do gasto público em municípios brasileiros ao relacionar resultados sociais e econômicos com a receita per capita, revela cinco experiências emblemáticas que ajudam a ilustrar como diferentes realidades podem gerar alto retorno ao cidadão. Osasco (SP), São Paulo (SP), Volta Redonda (RJ), Votuporanga (SP) e Curitiba (PR) figuram entre as primeiras colocações do ranking, mostrando que tanto grandes capitais quanto cidades médias podem alcançar excelência em gestão.
Em primeiro lugar aparece Osasco (SP), com 783 pontos. A cidade avançou na modernização administrativa por meio de programas como o ‘Osasco Sem Papel’, que digitalizou processos e reduziu custos burocráticos, com expansão recente para automatizar a comunicação entre Prefeitura e Câmara Municipal. Ao mesmo tempo, fortaleceu iniciativas sociais como o ‘Osasco Solidária’, incluindo campanhas de agasalho e apoio a vulneráveis, e manteve dinamismo econômico com forte participação industrial e comercial, fatores que explicam o destaque nos eixos Governar e Prosperar.
Na sequência, em 2º lugar, São Paulo (SP) alcançou 640 pontos. A maior cidade do país conseguiu traduzir sua escala em resultados: ampliou o saneamento básico, conectando cerca de 650 mil famílias à rede de esgoto via Projeto Novo Rio Pinheiros, com progresso contínuo em 2025 e benefícios socioeconômicos estimados em R$16 bilhões. Expandiu a atenção primária em saúde e ampliou o acesso à educação infantil. Os dados oficiais do Ideb confirmam avanços consistentes no desempenho da rede municipal, com notas de 6.2 nos anos iniciais e 5.1 nos finais, em 2023. Isso reforça o impacto do investimento público ajustado ao custo por habitante.
O 3º lugar é de Volta Redonda (RJ), com 631 pontos. O município fluminense destacou-se principalmente na educação, alcançando em 2023 a maior nota do Sul Fluminense no Ideb dos anos finais, com média de 5,4, acima da nacional. Esse desempenho reflete políticas de valorização docente e infraestrutura escolar. No campo da governança, a cidade obteve alta nota na Escala Brasil Transparente da Controladoria-Geral da União, posicionando-se como uma das administrações mais abertas do estado.
Em 4º lugar, Votuporanga (SP) registrou 631 pontos. O município de médio porte se destacou em rankings nacionais de eficiência em gestão pública, ocupando a 12ª posição no Brasil em 2024 por entregar serviços básicos com gasto otimizado, especialmente em educação e saúde. Isso confirma que eficiência não é exclusividade das grandes capitais.
Fechando o grupo, Curitiba (PR) surge em 5º lugar, com 623 pontos. A capital paranaense combina tradição em planejamento urbano com resultados efetivos em educação e saneamento. A rede municipal apresenta notas consistentes no Ideb, como médias acima de 6 em anos iniciais em diversas escolas, e reduzida distorção idade-série, enquanto os dados do SNIS indicam cobertura elevada de coleta e tratamento de esgoto, com quase 100% de atendimento urbano. A cidade também fortaleceu sua base de capital humano com políticas de qualificação profissional e apoio ao ecossistema de inovação.
Audiência Pública para revisão final do Plano Diretor está marcada para o dia 9 de dezembro
Discussões em aberto
A Prefeitura de Volta Redonda já começou a debater a revisão do Plano Diretor Participativo, com audiência pública já definida para as conclusões no próximo dia 9 de dezembro. A fase de plenárias do diagnóstico tem o objetivo de levantar os interesses da cidade e de sua população, com vistas ao desenvolvimento urbano do município para os próximos dez anos.
O trabalho começou em maio, com a instituição da Comissão Intersetorial composta por representantes de diversos órgãos municipais, sob a coordenação do IPPU, com consultoria dos arquitetos Vicente de Paula Loureiro, Luciana Leite de Souza e Vladimir de Souza, e acompanhamento do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU).
O primeiro encontro aconteceu na quarta, 12, com a presença de diversos secretários municipais, além de representantes de outros órgãos dos setores públicos nas esferas municipal, estadual e federal. As próximas plenárias vão acontecer com a seguinte sequência: dia 18, próxima terça, com representantes do setor empresarial; dia 27 de novembro, com o setor acadêmico/científico/conselhos de classe; e no dia 3 de dezembro, com os membros dos movimentos sociais/ONGs/sindicatos de trabalhadores. Essas três últimas reuniões serão realizadas na sede da Aciap-VR, às 19 horas.
Após as plenárias, haverá a Audiência Pública, aberta à população de Volta Redonda, a ser realizada no dia 9 de dezembro, também às 19h, na Câmara de Vereadores, seguida de um período para consulta pública do documento, fechando assim a fase do diagnóstico da revisão do Plano Diretor. No início de 2026, a comissão intersetorial iniciará o trabalho de elaboração do prognóstico, que tem como objetivo traçar as diretrizes e tendências futuras do desenvolvimento urbano do município.

