
O ex-governador Luiz Fernando Pezão passou o último final de semana em sua casa na pacata cidade de Piraí, literalmente, com os pés pro alto. E com a consciência mais leve. Não é para menos. Na véspera, o delegado da Polícia Federal, André Gustavo Veras, pediu o arquivamento do inquérito que o investigava por ter participado de um suposto esquema de propina em obras do governo do Estado. A investigação começou a partir de uma delação premiada feita pelo ex-governador Sérgio Cabral. Só que as acusações feitas por Cabral, que permanece preso, foram invalidadas pelo Supremo Tribunal Federal em decisão proferida pelo ministro Edson Fachin, relator do caso.
Assim, André Gustavo, responsável pelas investigações na Polícia Federal, se manifestou ao Ministério Público Federal indicando que, com a anulação das informações prestadas por Sérgio Cabral, que originaram a abertura do inquérito, não havia mais viabilidade para seguir investigando a vida de Pezão.
Em entrevista exclusiva ao aQui na manhã de domingo, 21, Luiz Fernando Pezão foi econômico nas respostas, explicando que ainda não é hora de falar do seu envolvimento nas denúncias feitas por Sérgio Cabral, agora descartadas. “Acredito que serei absolvido (em todo o processo)”, pontuou o ex-governador, aproveitando para ser categórico sobre a possibilidade de ter sido vítima de uma armação dos seus adversários. “A verdade ainda vai aparecer”, disparou, deixando no ar que, por acreditar tanto que um dia será totalmente inocentado, em um futuro próximo, poderá voltar à política.
Leia abaixo a entrevista exclusiva de Pezão ao jornalista Luiz Vieira, editor do aQui:
aQui: Como o senhor se sente com a notícia de que a Polícia Federal pediu o arquivamento do inquérito que o investiga por suposto esquema de propina em obras no estado durante o seu governo e ainda na gestão de Sérgio Cabral?
Luiz Fernando Pezão: Confio e sempre confiei na justiça. Sempre tive certeza e acredito muito que serei absolvido!
aQui: Que lições tira de todo o processo?
Pezão: Deus dá o fardo do tamanho que a gente pode carregar. Sou muito melhor hoje do que era!
aQui: O senhor perdeu muitos amigos? Ganhou muitos inimigos?
Pezão: Não perdi nenhum amigo, todos me tratam da mesma maneira e não tenho inimigos. Deus nunca me deixou ter ódio e raiva de ninguém!
aQui: Acredita que tudo não passou de uma grande armação? Por quê? Da parte de quem?
Pezão: Tenho certeza que sim. Tenho muitos indícios, e a verdade vai aparecer.
aQui: Como vê o fim da Lava-Jato e a ‘queima’ política dos principais protagonistas, o ex-juiz Sérgio Moro, e, principalmente, dos promotores fluminenses?
Pezão: Estão colhendo o que plantaram, as espetacularizações, os efeitos midiáticos, destruíram a engenharia nacional, os empregos, a arrecadação de impostos, tudo em nome de um projeto de poder deles!
aQui: O senhor pretende processar seus acusadores, quem?
Pezão: Vou esperar terminar o processo e ver com a minha família e os meus advogados o melhor caminho!
aQui: O que o senhor tem feito atualmente? Trabalha? Vive de quê?
Pezão: Sou aposentado pelo INSS. Infelizmente não estou podendo trabalhar, estou estudando muito sobre o setor ambiental, sobre crédito carbono!
aQui: O senhor tem ido a encontros em Volta Redonda a convite do prefeito Neto? Tratam de política?
Pezão: É um grande amigo e tento ajudá-lo como ele me ajudou muito quando trabalhou na secretaria (estadual) de Fazenda!
aQui: O senhor já consegue andar pelas ruas de Piraí e outras cidades sem ser importunado, como aconteceu recentemente no Rio, conforme vídeo que foi postado nas redes sociais, ao lado de Marcelinho, seu sobrinho?
Pezão: Sempre andei de cabeça erguida em todos os lugares. E as pessoas me recebem muito bem também em todos os lugares que ando!
aQui: Jornais da capital dizem que o senhor seria um dos organizadores da campanha de Lula no Sul Fluminense. Se ele vencer as eleições, certamente, seu nome surgirá como possível ministro, como já ocorreu no governo Lula. Estaria disposto a participar de um provável governo do PT?
Pezão: Não sou coordenador de nenhuma campanha. Tenho uma grande admiração pelo Presidente Lula, voto nele, mas não estou coordenando campanha nenhuma!
aQui: Que recado deixaria aos eleitores às vésperas de mais uma eleição?
Pezão: Que votem e escolham os melhores para melhorar esse Estado e esse grande País!
aQui: Eduardo Cunha e Edson Albertassi, entre outros políticos, estão tentando participar das eleições. O senhor descarta essa possibilidade?
Pezão: No momento, sim. No futuro, depois que resolver o meu processo, quero contribuir com a minha experiência de quarenta anos de vida pública.
Na boca do lobo
Em junho do ano passado, o ex-governador Luiz Fernando Pezão abriu o jogo em uma longa entrevista à ex-deputada estadual Cidinha Campos, na Super Rádio Tupi, que acabou sendo reproduzida na íntegra na edição de número 1256, de 19 de junho de 2021, do jornal aQui. Nela, Pezão desabafou e disse, entre outras coisas, que não ficou milionário, que não é corrupto e que não faz parte de nenhuma quadrilha. Tem mais. Reclamou que, mesmo condenado a 98 anos de prisão, nunca foi ouvido pelo seu algoz, o então juiz Marcelo Bretas. Pezão passou 1 ano e 11 dias na prisão. “Não foi fácil”, disse na época.
Veja abaixo os principais trechos da entrevista de Pezão a Cidinha Campos que servem para completar a exclusiva dada por ele ao aQui:
Cidinha: Na prisão você chegou a alguma conclusão, onde você errou?
Pezão: Não, Cidinha… Eu tô querendo saber também. Eu sou a mesma pessoa. Claro que a gente faz muita reflexão. Eu não desejo pra ninguém ficar um dia na prisão. Agora você imagina um ano e 11 dias. Não é fácil. Eu tenho consciência do que eu fiz, da crise que eu enfrentei dentro do estado, porque eu lutei para conseguir a lei de recuperação fiscal, que foi uma grande conquista para o Estado. Tá aí, o Estado hoje respirando. Você viu aquela luta, ninguém acreditava que era possível fazer uma lei e a gente fez.
Eu tenho esses ativos, eu vou carregar comigo… São os momentos bons da política. Agora, eu estou esperando mostrarem onde eu errei, o produto do meu roubo, essas coisas todas.
Cidinha: Você acha que alguém pode acreditar na sua inocência depois de ser condenado a 98 anos de prisão?
Pezão: Cidinha, eu quero que provem. Eu só quero que leiam a minha defesa. Infelizmente, o doutor (Marcelo) Bretas não leu. Eu tenho certeza de que ele não leu. Eu tenho três pessoas que falam de mim, que me acusam. O Serjão (Sérgio de Castro Oliveira, grifo nosso), que falou que entregava dinheiro pra mim. Eu mostrei que ele era um mentiroso. No dia que ele falou que entregou 150 mil reais no meu apartamento no Leblon, eu deixei ele falar e tudo. Eu peguei e entreguei o meu passaporte, minha passagem e minha estadia de hotel pra provar que eu estava na Itália. Mostrei para o doutor Bretas. Ele não dá uma linha na sentença dele. Você acha que essa testemunha (Serjão), ela vale? Ela é a maior testemunha do doutor Bretas.
Eu não tenho um empresário, uma pessoa da Odebrecht, da Andrade Gutierrez, da Camargo Corrêa, da Queiroz Galvão, do Ricardo Saud, da JBS, do Joesley Batista que foram depor. Não falaram de mim. O Ricardo Saud, da JBS, que foi o maior financiador de campanha, fala que tinha vergonha de falar em dinheiro comigo. Eu não sei o que eu tenho que fazer para provar minha inocência. Ele (Bretas, grifo nosso) não apresentou uma prova. Ele só tem prova de delator.
Cidinha: Ele diz que você recebeu mais de R$ 11 milhões da Fetranspor.
Pezão: É. Tem que provar. Você não acha que ele tem que provar? Eu não conheço um doleiro na minha vida. As pessoas que são faladas aí, não conheço nenhum! Duvido que ele prove um telefonema meu para um doleiro. Duvido que ele prove uma reunião minha com o Lavoura, onde eu combinei “Lavoura, você vai me dar aqui 11 milhões e você entrega pra fulano”. Agora, o cara falar lá de Portugal, tá fugido, pega e fala de mim? Eu sou um prato feito. Todos os empreiteiros e empresários que entravam lá (para depor, grifo nosso), eles perguntavam “E o Pezão?”. Ninguém falou de mim, Cidinha! Só o Serjão, o Carlos Miranda e o Cabral (Sérgio), depois da 14a condenação dele, quando já tinha mais de 200 anos de prisão, que ele falou de mim. Então…
Cidinha: Quando é que vocês romperam?
Pezão: Não, eu não rompi. Eu não tive tempo de romper com o Sérgio (Cabral). Eu não tive essa conversa com o Sérgio. Ele foi falar de mim dentro da prisão. Eu nunca deixei de falar com o Sérgio. Até uns dias antes dele ser preso, eu o procurei na casa dele de Mangaratiba e falei: “Sérgio, estão falando que você vai ser preso. Se você tiver algum dinheiro no exterior, você, pô, faz a repatriação. Tá na época da lei de repatriação”. Ele virou pra mim e falou: “Pezão, você não vem aqui na minha casa num sábado ser piloto de trem-fantasma”. Falei: “Então, tudo bem! Se não tem dinheiro no exterior, tudo bem”. Aí depois ele fala que é viciado em poder e dinheiro. Ele nunca tinha me falado isso. Mas, Cidinha, eu acho que a pessoa, para condenar, ainda mais a 98 anos, tinha que ter um cheque na minha conta, na conta da Maria Lúcia, na conta do meu filho… Que eu tenho uma fazenda, uma ilha, um jet-ski, um boi, uma vaca… alguma coisa! Não tenho nada.
Cidinha: Você não tem nem um boi?
Pezão: Não tenho nada! Eu não tenho…
Cidinha: Você alguma vez falou com o juiz Bretas?
Pezão: Falei uma vez, depois de um ano e 11 dias preso. Nunca me chamaram… Fui lá (na Justiça) depor, para ser testemunha do Sérgio e de outras pessoas, empresários que me convocaram como testemunha. Eu nunca fui pro Moro, pro Sérgio. Por diversas vezes fui prestar depoimento. Agora, me jogaram, Cidinha, me tiraram às 6 horas da manhã de dentro do Palácio, no poder, faltando 33 dias para acabar meu governo, pra acabar meu mandato. Entraram 6 homens de fuzil, 4 mulheres de metralhadora apontada pra minha cabeça e para a da Maria Lúcia, me levaram pra Polícia Federal, Cidinha! Respondi 83 perguntas, 43 que é onde eles justificavam que eu só movimentava dinheiro em espécie. Pegaram uma conta inativa minha de 97, do BCN, que já tinha até acabado. Não pegaram a minha conta ali, a 50 metros do Palácio Guanabara, em um posto de pagamento do Bradesco, que era minha única conta bancária. Eu… Até a (inaudível) do Palácio era debitada da minha conta. Eu entreguei todos os extratos pra eles.
Depois mais 20 perguntas como eu paguei meu médico no meu câncer. Aí eu mostrei que a Unimed cobriu metade e eu gastei uns 140 mil, de uma poupança que eu tinha de uns 160. Copiei todos esses cheques, tinha esses cheques todos com cópia e publiquei no Diário Oficial do estado.
Ele (Marcelo Bretas) pegou e falou assim: “Mas nós não vimos nenhum pagamento! Não temos nenhum registro aqui!”. Aí eu peguei e falei: “Quais são os médicos, a equipe médica?” e ele falou “Tá aqui. Doutor Jacob Kligerman e mais 7 médicos”. Eu falei: “Nunca vai achar, porque o doutor Jacob nunca foi meu médico! Meu médico foi o doutor Daniel Tabak”.
Depois, mais 12 perguntas que eu tinha comprado uma fazenda, à vista, de 2 milhões e meio de reais em Bom Jardim. Eu fui em Bom Jardim cinco vezes, Cidinha. Na enchente, três vezes na enchente, e duas vezes para inaugurar obra. Essas foram as 83 perguntas que eu peguei e, depois, ele disse: “Você tá preso, porque a Doutora Raquel Dodge falou que você tem 39 milhões de reais no exterior, que você é uma ameaça e que você pode movimentar esse dinheiro”.
Eu estou há 7 anos, desde 2014, sendo investigado pela Lava-Jato e pela Polícia Federal. Nunca acharam 1 real, Cidinha! Eu fui absolvido na primeira fase da Lava-Jato por 6 a 0 no STJ. A Polícia Federal me investigou por 3 anos, eu e a Maria Lúcia e o escritório do meu filho. Não acharam uma movimentação atípica. Aí me condenam, eu sou absolvido por 6 a 0 no colegiado, em março de 2018… Como é que de março de 2018 a novembro de 2018 aparece essa conta miraculosa aí, milagrosa, que eu tenho 39 milhões e ninguém me dá um depósito. Não tem nenhum depósito, não tem recibo, não tem um boi, não tem uma vaca, como eu te falei. Não tem uma Fazenda, um jet-sky, eu não tenho um bem comprado, Cidinha. Desde que eu entrei de vice-governador do estado em 2007, eu não tenho um bem comprado.
Cidinha: Isso é tão fácil de verificar, pelo menos no Brasil. Você não tem laranja?
Pezão: Não tenho! Eu tinha que ter, Cidinha. Tinha que aparecer uma pessoa… Será que em 7 anos a Polícia Federal… Será que eu sou mais esperto que esses caras todos que apareceram com mala de dinheiro, que apareceram com doleiro devolvendo dinheiro, com essas coisas, e o meu não aparece, porra?
Cidinha: A que você atribui esse momento? Acha que havia um conluio entre o Moro e o Bretas?
Pezão: Ah, entre todos… Eles tomaram uma proporção, essa coisa da Lava-Jato cresceu, é um projeto… Particularmente, quando a gente vê hoje, é um projeto de poder, do Dallagnol (Deltan Dallagnol) dar depoimento de cada um… Você vê nas gravações que cada estado tinha que ter um senador, o Moro vai ser Ministro da Justiça, com pretensões à presidência da República, e todo mundo tinha suas pretensões.
Cidinha: Você acha que o Cabral pode ter te denunciado para conseguir a liberdade da Adriana, mulher dele?
Pezão: Não sei. Acho que ele pode ter denunciado para ter redução de pena. Da Adriana, não acredito… Não sei, não tenho ideia! Mas as coisas que o Sérgio falou, assim, ele viajou muito, porque ele falar que eu ajudei pra… Que eu conversei com o Toffoli, pra dar dinheiro para o Toffoli, é uma maluquice tremenda. Eu estive com o Toffoli umas 4, 5 vezes com o Toffoli negociando a liberação dos recursos do Fundo de Justiça, junto com o doutor Luiz Fernando, presidente do Tribunal de Justiça, naquela crise do Estado, o Toffoli foi um grande mediador de nós contarmos com os recursos do Fundo de Justiça.
Cidinha: Como é que você vive hoje?
Pezão: Vivo dentro de casa em Piraí, tô com tornozeleira, tenho minhas limitações. Tenho que ficar de 8 da noite às 6 da manhã em casa. Posso sair só dentro do estado do Rio. Peguei essa Covid aí, que quase morri, foi pior do que meu câncer. Fiquei com 75% do pulmão comprometido. Tenho sequelas. Tenho que fazer fisioterapia do pulmão. Tô…4
Cidinha: Você tem recursos pra viver?
Pezão: Ah, eu sou aposentado pelo INSS. Fiz isso tudo que você falou na introdução aí, sou aposentado, ganho 5.100 reais, a Maria Lúcia voltou a trabalhar, tem a aposentadoria dela. Aluguei meu apartamento no Rio e a gente vai vivendo. Eu vou lutar muito pra provar minha inocência. Vou… Agradeço a você por estar me dando esse espaço. Poucas pessoas procuram a gente nesse momento, né? Mas eu agradeço muito a você. Você me conhece, conhece a minha vida, conhece a Maria Lúcia.
Eu moro numa casa que ela herdou, sou casado com ela há 26 anos, a casa tem 41 anos, é o bem que eu tenho, e o apartamento no Leblon, que tá alugado. Apartamento ‘abaquiado’, que não tem nem elevador, infelizmente, o Sérgio falou que eu usava isso pra demonstrar que eu era uma pessoa humilde, quando eu levava jornalista pra almoçar ou jantar na minha casa. É da vida, mas é a única coisa que eu tenho com muito orgulho.
Cidinha: Como é ser governador, levado do Palácio para uma cela?
Pezão: Cidinha, eu acho que o que me deu forças foi a minha família, porque a família não merece passar por isso. Claro que a gente tem as crises, tem muitas, tem até hoje, mas eu guardo muito comigo, porque eu não posso ver meu neto, meus dois netos, minha mulher e a minha mãe (…), principalmente, que sofre tremendamente e que a gente, antes de sair a sentença, a gente já estava do lado dela lá, porque ela nunca teve coragem de ir me ver na prisão.
Trabalha até hoje, luta até hoje, com 88 anos, passar por isso… Então, isso é que me dá forças pra eu mostrar e que não desejo isso a ninguém passar pela mesma coisa. Eu tenho certeza que se eu tivesse esse dinheiro que essas pessoas falam que eu tenho, que me acusaram, eu daria uma vida muito melhor pra minha mãe, para meu irmão, meus filhos, tenho um filho desempregado hoje, que é piloto, pra ver o nível de dificuldade que a gente vive.
Agora, isso não me… Isso só me fortalece. Eu tenho certeza… Eu rezo muito, peço muito a Deus, eu tenho muita fé, tenho muita resiliência. Deus só dá o fardo que a gente pode carregar, e eu vou provar minha inocência. Uma hora, em alguma instância, alguém vai ler a minha defesa. Assim como eu fui absolvido na primeira fase da Lava-Jato, não virei réu por 6 a 0 dentro do STJ, até março de 2018, que foi meu julgamento. De março de 18 até novembro de 18, não podia surgir 39 milhões que a doutora Raquel Dodge e o Doutor Félix Fischer (ministro do Superior Tribunal de Justiça) e o doutor Bretas falaram que eu tenho aí junto com a força-tarefa da cidade do Rio de Janeiro, do Ministério Público do Rio de Janeiro. Vai ter uma hora, que eu tenho certeza, que vai aparecer uma instância na justiça que vai ler a minha defesa, vai pedir as provas e não vão ter provas.
Cidinha: Você nunca percebeu que o Cabral roubava?
Pezão: Cidinha, eu conversava com ele de tudo que acontecia dentro do estado, certo? Tô falando aqui dessa secretaria. Ele falou “Pezão, eu graças a Deus tenho o escritório da minha mulher que é o escritório mais bem-sucedido, um dos maiores escritórios do Rio!”. Sou eu que vou ficar questionando, se vai, se tem ou se não tem roubo? Eu trabalhava, Cidinha! Lembra dentro dessas favelas aí de Manguinhos, do Alemão, Jacarezinho, a Rocinha… Eu estava ali fazendo obra, trabalhando, tentando entregar Arco Metropolitano, lutando com a Dilma lá pelo Comperj.
