Na quarta, 4, como o aQui divulgou nas redes sociais, agentes do Inea autuaram a filial do Laticínio Porto Alegre, localizada em Valença, por irregularidades e crime ambiental. A fábrica, localizada na RJ-151, foi flagrada pelos técnicos do Inea e da Polícia Ambiental do Estado (CPAm) despejando soro e outros resíduos poluentes no Ribeirão Ubá, o que provocava um forte odor, alteração na cor da água, entre outras coisas. O local estava sem o licenciamento ambiental anual obrigatório e tinha sido, segundo uma fonte, visitado pelos fiscais do Inea há cinco meses.
Na época, a empresa foi multada e notificada a tomar uma série de providências. Na ação desta semana, chefiada pelo Major Marcos Araujo, o Inea constatou que nenhuma das providências tinha sido tomada. Tem mais. Foram flagradas intervenções da empresa em área de preservação permanente e armazenamento inadequado de produtos químicos. Segundo a fonte, que pede que seu nome não seja revelado, o laticínio processa 100 mil litros de leite por dia, gerando cerca de 80 mil litros de soro diariamente, e ainda 200 a 300 mil litros de água residuária.
“A ETE da empresa está operando de maneira inadequada, ocasionando poluição no corpo hídrico que é lançado depois do tratamento”, dispara. Diante do flagrante do Inea, o gerente do laticínio foi conduzido até a 91ª DP de Valença e um boletim de ocorrência foi registrado, o que permitirá que a empresa responda a um processo criminal. “A empresa também opera sem licença para a captação de água bruta e sem outorga para o lançamento das águas residuais”, acrescentou.
“Essa empresa é recorrente em constatação de crime ambiental, e já foi autuada três vezes pelo Inea. Fez, inclusive, algumas obras de ampliação sem a devida licença ambiental”, detalhou. Crime A Laticínio Porto Alegre tem sede em Ponte Nova (MG) e, além de responder por supostos crimes ambientais, deverá ter sua filial de Valença interditada até que a licença ambiental seja atualizada e liberada, pelo que apurou a reportagem do aQui. Segundo consta no BO, o último licenciamento é datado de 2014 e até hoje o laticínio estaria operando irregularmente.
A empresa poderá sofrer sanções que vão desde aplicação de multa (alta, por sinal) até a exigência de compensação ambiental. Detalhe: 70% da empresa teriam sido negociados com o grupo suíço Emmi Group, referência mundial na fabricação de queijos suíços.

