POLÍTICA: Ruas pede ao STF para assumir governo do Estado; Paes aposta no Sul Fluminense
Faltando poucos meses para as eleições de outubro, os principais postulantes ao Palácio Guanabara seguem se movimentando a todo vapor. Na liderança das pesquisas de intenção de voto, o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), está apostando em construir alianças no interior e empenhou-se em agendar um tour pelo Sul Fluminense; em Volta Redonda, estará na próxima quarta, 29. Já o deputado Douglas Ruas (PL), novo presidente da Alerj, foi ao Supremo Tribunal Federal para tentar se tornar governador interino.
Na quarta, 22, Eduardo Paes esteve em Barra do Piraí, reunindo-se com lideranças, como o presidente da Câmara, Rafael Couto, e o vereador Pedrinho ADL. Paes fez até questão de gravar um vídeo sobre a cidade. “Barra do Piraí está fazendo uma coisa que poucas cidades têm coragem de fazer. A prefeita Kátia Miki entrou na Justiça contra o Dnit, por conta da BR-393. E ela está certa em lutar pela sua cidade. Mas faço uma pergunta: cadê o Estado do Rio nessa briga? Uma cidade como Barra do Piraí não pode ficar brigando sozinha com Brasília. Isso não pode continuar assim”, afirmou, fazendo a promessa de – caso chegue a governador – dar todo apoio ao interior.
Também na quarta, 22, Paes esteve em Piraí, com o prefeito Pezão (MDB) e o prefeito de Rio Claro, Babton Biondi (PP). “Eu quero me comprometer a, se um dia me tornar governador, fazer de Piraí um Polo das Cidades Inteligentes do Rio, firmando um convênio do Estado com o Município, para Piraí formar gestores, exportar tecnologia e receber investimentos”, disse Paes, que terminou o dia com uma visita a Vassouras.
Quanto ao deputado Douglas Ruas (PL), na quarta, 22, já como presidente da Alerj, ele comandou a sua primeira sessão legislativa e fez um discurso de, digamos, pacificação. Na quinta, 23, a Alerj entrou com um pedido no STF para que Ruas seja reconhecido como primeiro na linha sucessória e possa assumir o cargo de governador em exercício.
No documento, a Procuradoria-Geral da Alerj sustenta que a permanência do presidente do TJ no comando do Executivo só se justificava pela ausência de um presidente da Assembleia devidamente investido. Agora, com Ruas já empossado, a Casa diz que o cenário mudou. “Se a permanência do Presidente do Tribunal de Justiça no exercício da chefia do Executivo se legitimava enquanto inexistente ou inviável a investidura do primeiro sucessor constitucional, a recomposição institucional impõe o retorno imediato à ordem sucessória normal”, afirma a Alerj. Detalhe: até o fechamento desta edição, o ministro Luiz Fux ainda não havia se manifestado sobre o pedido de Douglas Ruas.
