Por André Bahia
Nos últimos anos, houve um aumento importante no uso da tirzepatida (comercializada como Mounjaro) tanto para o tratamento do diabetes tipo 2 quanto para ajudar na perda de peso. Trata-se de um medicamento que age em hormônios responsáveis pela saciedade, fazendo com que a pessoa sinta menos fome, coma menos e, consequentemente, emagreça de forma significativa.
Entretanto, junto à rápida perda de peso, muitos pacientes relatam aumento da queda de cabelo. É importante esclarecer que, na maioria dos casos, a medicação não causa queda capilar direta ou tóxica. O que ocorre é um fenômeno conhecido como eflúvio telógeno – uma condição em que um número maior de fios entra precocemente na fase de queda.
O principal gatilho é a perda de peso acelerada. Reduções bruscas de massa corporal representam um “estresse metabólico” para o organismo. Além disso, ingestão calórica reduzida associada à diminuição do consumo de proteínas e eventuais deficiências nutricionais (como ferro, zinco, vitaminas D e do complexo B) contribuem para o desequilíbrio do ciclo capilar, e os primeiros sinais da queda excessiva costumam surgir entre dois e quatro meses após o início do processo de emagrecimento.
A boa notícia é que, na maior parte das vezes, trata-se de uma condição temporária e reversível. Algumas medidas ajudam a minimizar o impacto, como: acompanhamento médico regular, ajuste nutricional com atenção especial à ingestão de proteínas, investigação laboratorial para correção de deficiências e, quando indicado, terapias estimuladoras do crescimento capilar.
A orientação especializada é fundamental para diferenciar um eflúvio transitório de outras formas de alopecia que podem coexistir, como a alopecia androgenética. Informação adequada evita interrupções desnecessárias do tratamento metabólico e permite conduzir a saúde capilar com segurança.
André Bahia é médico, cirurgião capilar e pós-graduado em Tricologia Médica, com mais de 10 anos de atuação em Volta Redonda e região, na área de doenças do couro cabeludo e queda capilar. Siga-o em @dr_andrebahia

O Grupo Attiva, comandado pelo empresário Bruno Marini, de Barra Mansa, está consolidando sua entrada no mercado internacional de bebidas, com exportações de água mineral, bebidas alcoólicas e energéticos, produzidos em Bananal, na divisa entre Rio e São Paulo. A estratégia tem como foco prioritário atender a China, Dubai, Índia e Estados Unidos. Inicialmente, a ousadia de Bruno foi vista com desconfiança. Ou ironia. “Com muito trabalho e dedicação, nós conseguimos desenvolver as exportações, e o que era visto como ousadia excessiva evoluiu para planejamento técnico, adequação regulatória e investimento industrial. Hoje, a exportação deixou de ser perspectiva e passou a integrar o fluxo regular da operação do Grupo Attiva”, pontua.
A internacionalização foi abraçada por Cynthia Raggi, diretora de operações do grupo Attiva e mulher de Bruno Marini há 28 anos. “Acompanhei de perto cada etapa da construção da estratégia e mantive a confiança firme de que o projeto se transformaria nesse resultado concreto atual”, justificou, lembrando que a Attiva opera a maior reserva de água mineral legalizada do Brasil, com capacidade instalada de 350 mil litros por hora. Tem mais.
A estimativa anual da produção gira em torno de 1,5 milhão de litros, com a projeção de destinar 40% desse total ao mercado externo nos próximos meses. “Atualmente, estamos embarcando cinco contêineres por mês, cada um com 42 mil garrafas de 500 ml das marcas Attiva e Mineralle. A meta de curto prazo é atingir 50 contêineres por mês, multiplicando o volume exportado e alterando a composição da receita da companhia”, destaca.
Para quem não conhece, o grupo mantém cerca de 100 colaboradores na unidade de Bananal, e Bruno Marini explica que a companhia já possui certificação ativa da Food and Drug Administration (FDA), estando habilitada junto à General Administration of Customs of China (GACC), tendo sido certificada pela Halal, com auditorias periódicas de manutenção. “São requisitos determinantes para acesso a mercados como Estados Unidos, China e países do Oriente Médio”, comemora.
No próximo dia 28 de março, Bruno Marini vai embarcar com a sua gerência internacional para a Índia e, na sequência, para Filipinas, Estados Unidos e Espanha, ampliando a agenda de prospecção. “Nos Estados Unidos, que importam cerca de US$ 1 bilhão anuais em água para consumo, há demanda consolidada, especialmente entre consumidores de maior poder aquisitivo. Na China, a preferência por águas naturais e consideradas mais leves favorece o produto brasileiro. Nos Emirados Árabes e na Índia, a limitação de água potável amplia o espaço para marcas estrangeiras. Em Dubai, onde a água mineral atinge preços mais elevados, o potencial de margem é considerado estratégico”.
No mercado interno, a água mineral Attiva e Mineralle está presente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, enquanto as bebidas alcoólicas e energéticos concentram distribuição nas regiões Centro-Oeste e Nordeste. A diversificação entre mercado doméstico e internacional fortalece a estrutura de receitas.
Nos dois últimos anos, a CSN admitiu 2.025 jovens em programas de estágio, jovem aprendiz e capacitação técnica. E mantém uma dinâmica ativa de desenvolvimento interno, com muitos desses participantes seguindo carreira na companhia, mostrando a efetividade das ações de formação e integração.
No mesmo período, registrou 8.851 movimentações na área siderúrgica, incluindo 3.804 promoções, 4.901 movimentações laterais – que ampliam a experiência técnica e de gestão – e 146 transferências de pessoal entre áreas, refletindo o aproveitamento de talentos e a renovação gradual de suas equipes. Considerando as admissões ativas, a empresa somou 2.398 contratações, sendo 605 mulheres e 1.793 homens. Nas movimentações internas, participam 2.099 mulheres e 6.752 homens.

A Secretaria de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos de Volta Redonda promoveu na noite de terça, 24, na Câmara de Vereadores, um evento em comemoração ao Dia da Conquista do Voto Feminino, celebrado todo 24 de fevereiro, marcando os 94 anos da luta das mulheres por igualdade de direitos. O tema do encontro, que teve a participação de lideranças e instituições do setor, foi “A conquista do voto feminino e os desafios da participação política das mulheres cis, LBT+ e pretas”.
A subsecretária Juliana Rodrigues representou a secretária Glória Amorim e destacou a participação expressiva para debater a conquista do voto feminino. “O nosso voto é individual, mas faz diferença no coletivo, para a nossa vida e a da população, para a geração atual e as futuras, porque é um voto consciente”, disse.
A vereadora Carla Duarte, por sua vez, destacou que a mulher consegue vencer os desafios com a união de outras mulheres. “Eu e a (também vereadora) Gisele Klingler somos exemplo da força do voto femininos como representantes eleitas, sendo as únicas entre 21 representantes.”
A delegada da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Juliana Montes, condenou o discurso de ódio e desprezo que ainda há em relação aos direitos das mulheres, sugerindo a punição criminal para os agressores. “Quanto mais a gente avança, o sistema estrutural não quer perder o espaço de poder e reage de forma violenta”,, afirmou.
O deputado Munir Neto foi representado pela assessora Denise Carvalho, que abordou as dificuldades e a luta de superação de obstáculos pelas mulheres em suas profissões e vida. E a secretária de Esporte e Lazer, Rose Vilela, falou das dificuldades que enfrentou no início do seu trabalho em política esportiva devido à pequena participação de mulheres neste espaço de poder. “Nesses 94 anos de conquista do voto feminino, percebo como um momento de esperança a ampliação da participação na área esportiva, no espaço político.”
Já a subsecretária de Assistência Social, Larissa Garcez, lembrou que o voto feminino é um direito constitucional e democrático que as mulheres conquistaram para mudar e melhorar a sociedade, tornando-a mais justa e igualitária, através da mobilização e dos movimentos sociais. “O país ocupa a 133ª posição no ranking de 189 países com baixa representação de mulheres no parlamento, faltando muito ainda para avançar no espaço de poder em que merece estar.”
Foto: Geraldo Rodrigues – Secom/PMVR

