A secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do governo Rodrigo Drable vai aproveitar o mês de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, para desenvolver uma série de atividades envolvendo as propostas do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, inclusive promovendo rodas de conversas sobre o tema. As atividades vão acontecer nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), no Centro Pop, no Lar Acolhedor e no Abrigo Municipal Mário Pinguilin.
De acordo com o gerente de proteção social especial, Alexandre Martins, apesar do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, trazer o assunto para o debate é importante devido aos dados estatísticos. “Estamos vivendo um período de dificuldades e muitas mulheres ainda não têm conhecimento sobre as diversas formas de violência que elas podem sofrer. Nestes últimos anos que passamos de enfrentamento à Covid-19 tivemos momentos mais críticos de isolamento social, o que levou a um registro maior de violência de gênero no CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social)”, revelou. Alexandre ressalta o fato de muitas mulheres estarem nesta situação de vulnerabilidade e não saberem que o que sofrem se trata de violência. “A mulher não é agredida apenas fisicamente. A violência ocorre de outras formas, como psicológica, moral, sexual e patrimonial. Muitas podem estar passando por essas agressões sem saber, então, nossas conversas são neste sentido: de alertar e levar mais informações a elas”, esclareceu.
Além das rodas de conversas para informar e alertar as mulheres, os homens também vão participar das ações alusivas ao mês da mulher com o intuito de serem conscientizados sobre o assunto. “Não podemos só falar para as mulheres, esse é um tema que os homens precisam estar inseridos. Teremos essas ações, que serão homens falando para homens, no sentido de questionar os valores machistas que fazem com que a violência perpetue”, explicou Alexandre, acrescentando que o Lar acolhedor também terá ações. “Para as crianças e os jovens as rodas de conversas vão abordar o tema em uma linguagem adaptada, acompanhados por equipe especializada, para que a informação seja passada de forma clara e de acordo com cada idade”, esclareceu.
Segundo a gerente de Proteção Social Básica, Cátia Batista, os CRAS foram escolhidos por um motivo bem característico. “Os Centros de Referência estão em território de vulnerabilidade e lá nós já trabalhamos com diversos grupos, trazer este tema é importante para alertar e mostrar para muitas delas que aquilo que possivelmente algumas passam é uma violência”, disse, garantindo que as mulheres atendidas nos CRAS poderão colaborar no desenvolvimento do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. “Estamos mais uma vez aproveitando a data para reforçar e enfatizar os pontos do quadro social que vivemos. Uma das ações que teremos durante todo o mês será o debate das propostas do plano municipal, que serão apresentados às mulheres atendidas. O plano tem o objetivo de estabelecer uma ação conjunta de diversos setores de Barra Mansa, como poder público e sociedade civil”, concluiu Cátia.
Programação do Mês da Mulher:
Debate sobre as propostas do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher – Dia 16, às 9 horas, no CRAS Morada Verde.
Roda de conversa com mulheres: “Violência contra a mulher” –
Dia 15, às 14 horas, no CRAS Paraíso;
Dia 23, às 10 horas, no Centro Pop;
Dia 24, às 9 horas, no CRAS São Pedro;
Dia 29, às 14h30min, no CRAS Vila Natal;
Dia 30, às 9 horas, no CRAS Vila Coringa.
– Roda de conversa com homens: “Violência contra a mulher”
Dia 22, às 10 horas, no Centro Pop;
Dia 24, às 14 horas, no Abrigo Municipal Mário Pinguilin.
