Grampos

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VOO – Para vir a Volta Redonda fazer política, o governador Cláudio Castro usou quatro helicópteros para o transporte dele e sua trupe. Desceram no campo do Raulino de Oliveira e, na hora de ir embora para Porto Real, um deles apresentou problemas. Subia e descia sem levantar voo. Os três que operavam normalmente foram embora, e um deles voltou para socorrer o que ficou para trás. Sorte é que o problema foi resolvido e ninguém se machucou.

FOTO – Moradores da Colina ficaram revoltados com o evento do governo do Estado no Clube Comercial na quarta, 4. Motivo: diversos motoristas estacionaram os veículos de forma irregular pelo bairro, inclusive sobre calçadas, em esquinas, em frente a ponto de ônibus etc. A Guarda Municipal, para variar, nada fez.

TURNO (I) – A questão do turno na Usina Presidente Vargas vai, pela primeira vez, deixar o chão de fábrica. Passará a ser debatida, dependendo dos dirigentes sindicais, no Plenário da Câmara de Volta Redonda, nos bancos de madeira das igrejas católicas e evangélicas… Pode até chegar às saunas dos clubes de serviço. É o que se pode avaliar do convite feito pelo Sindicato dos Metalúrgicos, endereçado à população, a prestigiar ontem, sexta, 6, o lançamento e apresentação oficial da campanha do turno de trabalho da CSN. “Você é nosso convidado especial”, destacou o órgão no convite que circulou nas redes sociais.

TURNO (II) – A propósito, antes de chamar a população para debater o tema, o Sindicato dos Metalúrgicos já fez uma pesquisa entre os operários para saber o que eles querem? Se querem turnos de 6, 8 ou 12 horas? Deveria fazer, né? “Vão politizar a discussão do turno sem ouvir os trabalhadores?”, indaga uma fonte do meio operário, pedindo para não ser identificada. “Tem gente que tem outra visão sobre o assunto. Entende que os turnos de 8 e 12 horas são benéficos na maioria das vezes para o trabalhador, que tem mais folgas e fica mais tempo em casa”, acrescentou.

TURNO (III) – A fonte vai além. Entende que politizar a questão do turno pode ser mais um erro do Sindicato dos Metalúrgicos. “Esse é um assunto de RH, deve ser discutido entre a empresa e os funcionários”, pontua. “É preciso ver as vantagens e desvantagens dos trabalhadores com os diferentes turnos. Ao politizar o assunto, esses fatores deixam de ser considerados. O trabalhador pode ter seu interesse subjugado aos fatores políticos. Um erro. Mais um erro dos sindicalistas”, avalia.

EMALTA– O ex- governador Luiz Fernando Pezão continua sendo paparicado em todos os lugares a que vai. No almoço que a CSN ofereceu a políticos da capital, Pezão, pode-se dizer, foi o mais festejado de todos. Detalhe: continua recebendo parabéns pelo arquivamento do processo que respondia na Justiça e que acarretou sua prisão. “Todos falavam da injustiça (contra Pezão) e da correção de conduta do ex-governador”, contou uma fonte do aQui.

GARGANTA – No almoço da CSN, o governador Cláudio Castro voltou a ‘dar uma canja’ para os presentes ao cantar a música ‘É preciso saber viver’, que já tinha cantado para os idosos da Beira-Rio. Dessa vez, foi acompanhado pela banda do projeto ‘Garoto Cidadão’, da Fundação CSN, que atende a jovens em situação de vulnerabilidade. “Os jovens ficaram encantados em poder tocar para um governador cantar”, disparou a fonte.

0800 – Para justificar o ‘almoço-reunião’ com Castro, dividido com 11 prefeitos da região, a CSN teria convidado cerca de 150 empresários que desejam abrir empresas em Volta Redonda. Após o almoço, assistiram a uma palestra sobre como proceder para ter acesso aos incentivos fiscais de investimento da região.

ALERJ – Na hora da sobremesa, empresários, políticos e prefeitos trocaram vários dedos de prosa sobre a audiência pública realizada na Câmara sobre a poluição em Volta Redonda. Choveram críticas. Especialmente ao deputado estadual Felippe Neto, que defendeu o fechamento da CSN. “Falou muita bobagem”, avaliou um dos presentes, referindo-se a Felippinho, como o parlamentar é conhecido. “Foi chamado até de idiota”, completou.

POLÍCIA – Nunca foi tão forte a segurança em torno do Hotel Bela Vista quanto durante a visita do governador Cláudio Castro, que usou até carros blindados, policiais ostensivos e à paisana para garantir a sua segurança. Tá com medo, é?!