Uma coisa é certa. Toda vez que chove em Volta Redonda, como ocorreu nos últimos dias: caiu água demais, alguns pontos da cidade ficaram tomados pelo acúmulo de água. E, como a chuva tem sido frequente, o problema também virou rotina. O aQui procurou o secretário de Obras, o engenheiro Jeronimo Telles, para saber as causas. Segundo ele, o crescimento da cidade tem provocado problemas no escoamento da água da chuva. Mas há outro fator: a falta de limpeza urbana, que é de responsabilidade da Secretaria de Serviços Públicos, estaria contribuindo para o aumento dos pontos de acúmulo.
“A questão de alagamento realmente tem acontecido. Na Avenida Amaral Peixoto, a gente sabe o que provoca e não temos muita solução ainda. Houve um crescimento na região, principalmente esses empreendimentos novos que acontecem ali. No Retiro, tivemos um ponto de alagamento próximo à subprefeitura. No Santo Agostinho, que é crítico, não houve problema”, disse ao aQui após as chuvas de segunda, 21.
Na Vila, próximo ao Instituto de Educação Manoel Marinho, novamente houve pontos de alagamento. “Ali estamos desenvolvendo um projeto junto ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPU) para achar uma solução para o caso”, comentou Jeronimo, ressaltando que não houve ocorrências em outros pontos que costumam apresentar problemas, como na Barreira Cravo.
Mas a declaração mais curiosa veio quando Jeronimo falou sobre a sujeira acumulada nas ruas. Segundo ele, vários pontos de acúmulo de água foram provocados pela falta de varrição. “Vários bolsões de água que tivemos foram gerados por isso. Nossos servidores chegaram só com enxadas, limparam e a água desceu. Na Água Limpa, no mergulhão, estava cheio de água. Com a enxada, tiramos a sujeira que estava em cima do bueiro e a água desceu. No Memorial Getúlio Vargas, a mesma coisa: tiramos a sujeira e a água desceu”, relatou.
Ou seja: em alguns pontos, não foi preciso obra, projeto ou grande intervenção. Bastou tirar a sujeira de cima do bueiro. Alô, alô, Poliana, aquele abraço!

