quinta-feira, julho 25, 2024
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Edimar não quer negociar sozinho com a CSN; Construção Civil já se reuniu com representantes da empresa   

A CSN, ao solicitar ao Sindicato dos Metalúrgicos que envie a pauta da campanha salarial de seus trabalhadores, provou que está realmente interessada em negociar o ACT 23/24. Desde, é claro, que a negociação seja feita de forma individual e não coletiva com sindicatos de outras bases, como o de Itaguaí ou o Metabase, de Minas Gerais. Em boletim enviado aos operários na quinta, 4, a empresa aproveitou para confirmar a prorrogação da data-base, de 1° para 31 de maio, como o aQui já divulgou, assegurando os direitos conquistados em negociações passadas.

O alerta da CSN não agradou a Edimar Miguel, que na sexta, 5, mobilizou os trabalhadores na troca do turno da Usina Presidente Vargas, onde sindicalistas de Minas, Rio e da cidade do aço pediram apoio dos operários para enfrentar a direção da siderúrgica. O protesto foi uma resposta ao pedido de individualização da pauta, o que não interessa ao presidente do Sindicato. “Se a gente abaixar a cabeça para a empresa, ela vai ficar atacando nós trabalhadores (…) olha o que eles fizeram com o Ministério Público do Trabalho, em vez de sentar e fazer uma discussão com os trabalhadores, uma negociação com todo mundo, a empresa se negou covardemente (SIC)”, disparou um dos sindicalistas do Metabase (MG), na passarela de acesso à UPV, no Retiro. “O Benjamin Steinbruch é um menino birrento”, reclamou, para irritar o presidente da CSN.

A manifestação dos sindicalistas começou cedo, e só faltou implorarem para que os trabalhadores se juntassem ao Sindicato de Volta Redonda em defesa da união dos demais sindicatos de fora. Na Passagem Superior, eles seguraram os operários que entravam e saíam da empresa – no horário da troca do turno -, resultando em um atraso de três horas. Aproveitando-se da aglomeração formada, recheada de gente de fora, deram o recado. “Não vamos abaixar a cabeça. Juntos e misturados somos mais fortes”, gritaram.

A CSN não emitiu nenhum comunicado a respeito do movimento. Só que uma fonte garantiu que, se Edimar Miguel entregar a pauta dos trabalhadores da Usina Presidente Vargas, a empresa poderá chamá-lo para uma reunião – a primeira do ano. Se Edimar insistir na história da campanha unificada, o ACT 2023/2024 tem grandes chances de parar na Justiça do Trabalho.

Ao aQui, a assessoria de imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos informou que a campanha salarial dos Trabalhadores da CSN vai permanecer unificada e que a mobilização de ontem, sexta, 5, “foi uma manifestação, e não um aviso de greve”. Informou também que o Sindicato ainda não foi convidado pela empresa para negociar e, portanto, não tem conhecimento de nenhuma agenda aberta para a próxima semana.

Construção Civil e CSN já se reuniram

Enquanto Edimar se mantém irredutível em negociar com a CSN tendo parceiros de fora, como o Metabase de Congonhas, o Sindicato da Construção Civil aceitou iniciar, de forma presencial, na manhã de sexta, 5, as negociações com os representantes da siderúrgica envolvendo o acordo salarial da CSN Cimentos. Tem mais. Sindicatos de Minas Gerais estão adotando a mesma tática. É o caso do Sindicato dos Engenheiros (Senge-MG) e dos Técnicos Industriais (Sintec-MG), que já entregaram suas pautas de reivindicações e estão com reunião agendada para a segunda, 8.

Em entrevista ao aQui, Zeomar Tessaro, novo presidente do Sindicato da Construção Civil, disse que o encontro com a CSN foi muito bom. E que pretende negociar, entre outras, o INPC do período e um aumento real de 10%, um piso salarial de R$ 1.900,00 para Operador 1, e R$ 2.300,00 para Operador 2, além de um vale-alimentação de mil reais. Na pauta há ainda itens como convênio farmácia, aumento do valor da cesta básica, reajuste do auxílio-creche e substituição do plano de saúde por outro de abrangência nacional

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