Deu nó

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Avenida Getúlio Vargas fecha e gera o caos na cidade

Mateus Gusmão 

Pode-se dizer que quarta, 14, foi um ‘dia de cão’ em Volta Redonda. Exigiu paciência de todos os motoristas, além, é claro, de ter gerado muitas reclamações sobre a atuação da Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana, da Secretaria de Ordem Pública e também Guarda Municipal. É que um nó no trânsito atrapalhou a vida de todos por cerca de 17 horas – das 5 às 22 horas, com dezenas de engarrafamentos e muita lentidão dos carros, caminhões e ônibus. “Algo nunca visto”, definiu um motorista, profundamente irritado.
Tudo começou por volta das 5h40min, quando uma carreta colidiu com um poste e o derrubou, na Avenida Getúlio Vargas, no Centro. A via foi interditada e ficou assim até o início da noite. Para piorar o que já estava ruim, outra carreta, que havia sido desviada da Getúlio Vargas, acabou ficando presa no viaduto Nossa Senhora das Graças por desrespeitar o limite de altura permitido. O veículo foi retirado rapidamente, mas o episódio contribuiu para complicar ainda mais o trânsito.

Em nota, a Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana até informou que trabalhava para minimizar os efeitos do fechamento da Avenida Getúlio Vargas, montando desvios para tentar dar fluidez ao trânsito. Um deles ficava na BR-393, próximo à ETE Gil Portugal, direcionando os motoristas que seguiam em direção ao Centro, pela Avenida Dr. Nelson dos Santos Gonçalves, passando pela parte superior da rodoviária. Não deu certo. Engarrafou tudo. 

A pasta também orientou os veículos de maior porte, como carretas e caminhões, que seguiam em direção à Via Dutra a utilizar a Rua Capitão Benedito Lopes Bragança, no São Geraldo. Também engarrafou tudo, é claro. Já os motoristas que saíam dos bairros Água Limpa e Jardim Amália em direção ao Aterrado e ao Retiro, por exemplo, deveriam utilizar a Radial Leste. Também parou tudo. 

A estratégia não deu certo por um simples motivo: poucos guardas municipais e agentes da Ordem Pública eram vistos orientando os motoristas e organizando o caos. “Pareciam baratas tontas, indo de um lado para o outro”, ironizou um leitor em ligação à redação. “Ninguém poderia imaginar que esse nó todo no trânsito aconteceria por conta do fechamento da Getúlio Vargas”, acrescentou. 

“A fila no Monte Castelo está passando pelo Laranjal. Não tem por onde passar. O Mergulhão da Colina, perto do Comercial, tá parado há horas. A gente não vê um guarda municipal em lugar nenhum. A gente vê a caminhonete da Semop andando para um lado e para o outro. Um vexame. A cidade inteira está enrolada. Mais de 12 horas depois do acidente, e a avenida continua fechada. Foi um acidente feio, realmente, mas mostrou que existe planejamento, não houve desvio. Não teve nada. Ninguém sabe o que fazer”, reclamou. Coberto de razão, obviamente.