quarta-feira, julho 17, 2024
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Desconfiança virtual

69% dos brasileiros acreditam que aparelhos espionam conversas

Na próxima sexta, 28, a Fundação CSN e a ETPC, tradicional escola de Volta Redonda, manti- da pelo grupo CSN, pro- moverão um seminário gratuito para debater o tema ‘Inteligência Artifi- cial: Desafios e Oportu- nidades na educação e na empresa!’. Será das 9 às 17 horas, na sede da unidade escolar, na Sessenta, e reunirá especialistas para discutir dois painéis: “Transformação da Edu- cação pela IA e Ética e IA e a Revolução Industrial 4.0, Desafios e Futuro da IA na Indústria”.
O 6o Seminário de Educação representa a retomada da série de Seminários de Educação que vêm sendo promo- vidos pela ETPC, que está completando 80 anos de fundação. As inscrições podem ser feitas pelo Sympla para o dia inteiro ou por período em http:/ /sympla.com/etpc.
Aproveitando a realização do evento da ETPC, o aQui apresenta nesta edição que temas como proteção digital, privacidade e IA estão mudando o comporta- mento dos brasileiros em relação a seus dispositivos conectados. O estudo faz parte do ebook “Ciberse- gurança: Proteção de Dados e IA na América Latina”, lançado pela Sherlock Communi- cations com insights e visões dos brasileiros e da América Latina.
Um dos principais pontos da pesquisa é a desconfiança quanto aos dispositivos inteligentes. 69% dos brasileiros
acreditam que seus aparelhos podem ouvir conversas sensíveis dentro de casa, enquanto um total ainda maior, 76%, teme que as empresas estejam vendendo seus dados pessoais sem autorização.
Esse olhar pessimista também se aplica às legislações vigentes, já que quase um terço dos participantes da pesquisa acredita que as leis de proteção de dados não os protegem de forma efetiva. Para o estudo, a Sherlock Communica- tions entrevistou quase 3,5 mil pessoas na América Latina, sendo 859 delas no Brasil.
Riscos de fraudes
Brasileiros temem por segurança digital, desconfiam das soluções legais apresentadas pelos governos e demonstram, ao mesmo tempo, otimismo e ansiedade em relação ao futuro da inteligência artificial. Esses são alguns insights de uma pesquisa realizada pela Sherlock Communica- tions com quase 3.500 en- trevistados na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, incluindo mais de 850 brasileiros. O estudo foi compilado no ebook.
No Brasil, 69% acre- ditam que seus dispo- sitivos pessoais estão ouvindo suas conversas em segredo. A descon- fiança também se estende ao setor privado, com 76% dos entrevistados afirmando que temem que as empresas vendam seus dados pessoais sem
permissão, enquanto ape- nas 32% dos entrevis- tados disseram acreditar que as leis de proteção de dados efetivamente os protegem.
“Ao falar sobre priva- cidade e segurança na América Latina, a des- confiança em relação aos dados domina o cená- rio”, afirma André Duf- fles T. Aranega, Consultor de Segurança digital na Sherlock Communica- tions. “Apesar de muitos avanços recentes, os latino-americanos ainda expressam ceticismo com a ideia de que as empresas e os governos estejam fazendo um bom traba- lho em protegê-los”.
Preocupações simila- res se estendem ao campo da inteligência artificial. 63% dos brasileiros con- cordaram que o uso da inteligência artificial para armazenamento de infor- mações pode aumentar o risco da fraude de dados. Mesmo assim, a ampla maioria dos entrevistados é otimista, com 70% con- cordando com a afir- mação de que a inteligên- cia artificial trará uma enorme mudança positiva para a vida das pessoas.
Mudança de hábitos
“Como no resto do
mundo, as preocupações com segurança e priva- cidade estão mudando rapidamente os hábitos da população”, observa André Aranega. Segundo o levantamento, 43% dos entrevistados disseram estar limitando a quantidade de dados pessoais que compar- tilham online, 83% afir- mam usar senhas fortes e 87% evitam clicar em links em mensagens não solicitadas.
Os usuários também relatam a aplicação de medidas que garantam a própria proteção, com 74% dos entrevistados adotando autenticação em dois fatores e 51% utili- zando um e-mail secun- dário apenas para com- pras online. No quadro geral, os brasileiros tendem a se sair melhor que o resto da América Latina em boas práticas de proteção de dados.
Um dado curioso, que contradiz a percepção de insegurança comum no Brasil: somente 11% dos brasileiros afirmam que já tiveram seus celu- lares ou outros disposi- tivos roubados. Esse é o menor número entre todos os países pesquisa- dos. Em comparação, 23% dos peruanos relatam já terem sido roubados, mais que o dobro dos brasileiros, proporcionalmente.
“Estamos à beira de uma revolução tecnoló- gica”, conclui André Ara- nega. “Essa era promete um potencial monumen- tal para o crescimento tecnológico, inovação e liderança na construção do futuro. Também apresenta sérios desafios que exigem intervenções e soluções inovadoras, tanto de governos quanto de empresas”.
Veja outros insights do relatório:
55% não atendem mais chamadas telefônicas de números não identificados, citando o incômodo com telemarketing e golpes;
66% dizem ser muito difícil saber se estão falando com um humano ou chatbot ao conversar com empresas;
68% temem perder seus empregos para inteligência artificial;
67% se dizem preo- cupados com o uso da IA para criar notícias falsas;
68% temem pelo impacto da AI na democracia.
Sobre a Sherlock
A Sherlock Commu- nications (www.sherlock comms.com) é uma agência multipremiada de
comunicação na América Latina. A sede fica em São Paulo, mas também está presente em Lima, Bogotá, Santiago, Cidade do México, Buenos Aires, San José, Cidade do Panamá, Cidade da Guatemala e no Rio de Janeiro. Foi eleita Agência Internacional pelo segundo ano consecutivo em 2024 e Melhor Agência LATAM 2024 pelo PRWeek Global Awards.
Metodologia
Segurança Digital: Proteção de Dados e IA na América Latina foi lançado pela Sherlock Communications em junho de 2024. É o estudo inaugural da Sherlock no campo de segurança digital, oferecendo um amplo panorama das opiniões e comportamentos do público em geral da América Latina, e inclui dossiês sobre vários países descrevendo suas estruturas legais de proteção de dados. A pesquisa foi conduzida por meio de um painel online em abril de 2024 e abrange a visão de 3.444 pessoas na América Latina. A distribuição por país é a seguinte: Argentina (450 entrevistados); Brasil (859); Chile (447); Colômbia (420); México (818); e Peru (450).

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