Casa Editorias Especial Conrado quer que município controle emissão do pó preto

Conrado quer que município controle emissão do pó preto

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O presidente da Câmara de Volta Redonda, vereador Paulo Conrado (DC), apresentou um projeto de lei que prevê a implantação de um sistema próprio municipal, independente, de novos medidores da qualidade do ar na cidade do aço. E quer que os índices da qualidade do ar monitorados sejam liberados, em tempo real, para a população, ao contrário do que ocorre hoje, quando o monitoramento é feito pela CSN e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). “Nos monitores existentes, a qualidade do ar está sempre regular e boa, mas, na prática, a realidade é o ‘pó preto’ invadindo diariamente as casas e preocupando a população”, justificou Conrado, acrescentando que as novas estações de medição de qualidade do ar devem ser implantadas nas localidades mais atingidas em Volta Redonda.
Conrado vai além. Lembra que a Câmara já aprovou outro requerimento apresentado por ele questionando o Inea e a CSN sobre ações tomadas para melhorar a qualidade do ar e ainda sobre os endereços onde estão instalados atualmente os pontos de captação do ar em funcionamento. “O objetivo é estimular uma rede cidadã de consciência ambiental, aumentar o poder de fiscalização, para cobrar do Inea a urgente melhora na qualidade do ar que respiramos em nossa cidade”, afirmou. “A poluição ambiental é uma questão de saúde pública e, assim sendo, deve ser tratada como tal. Estamos conversando, ouvindo todos que de alguma forma queiram contribuir com o projeto. Nosso objetivo é unir população, poder público, entidades de classe, instituições de ensino, replicando ações bem-sucedidas na área ambiental”, completou.
Conrado também anunciou que a CSN aceitou seu pedido para uma reunião entre a siderúrgica e os vereadores para tratar da emissão do ‘pó preto’ na cidade. O encontro, ainda sem data definida, será com Luiz Paulo, diretor institucional da empresa. “Foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta que prevê investimentos de cerca de 200 milhões, com prazo até 2024, mas é fato que até hoje a população não percebe a melhoria da qualidade do ar. Vamos conversar, saber detalhes desses investimentos e solicitar que as medidas sejam tomadas o mais rápido possível”, comentou.

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