A Fundação Cultura Barra Mansa e a coordenação da Saúde Mental da secretaria de
Saúde local, por meio do Caps Estação Mental, elaboraram, apresentaram e aprovaram
um projeto de lei junto à Câmara de Vereadores para criar um Centro de Convivência Cultural Cidade do Inconsciente. A lei foi aprovada no dia 17 de abril e deve ser sancionada pelo prefeito Rodrigo Drable no próximo dia 18 de maio, Dia da Luta Antimanicomial, quando se celebra a Reforma Psiquiátrica no Brasil e no mundo.
A lei prevê que a silhueta urbana da cidade passe a abrigar o Programa de Convivência Assistida e Atenção Psicossocial de Barra Mansa em uma área que compreende o Calçadão Dama do Samba Paula de Jesus Francisco, passando pelo Palácio Barão de Guapy, Corredor Cultural Luiz Paulo Pereira de Paiva, Parque Centenário até a Estação das Artes.
O presidente da Fundação, Marcelo Bravo, defende o impacto positivo da lei sobre a cidade. “Essa norma destaca o potencial que a cidade tem de utilizar a silhueta urbana e os equipamentos de cultura a serviço do bem-estar e da saúde mental. E quando a gente se propõe a receber os municípios da região, a gente demonstra nossa capacidade de multiplicação dessas atividades, mas também o nosso potencial de turismo social, atraindo visitantes para atividades socioculturais”, crê.
Uma das responsáveis pelas atividades do CAPs, a técnica em Saúde Mental Vivian Fonseca falou da importância da aprovação da lei. “A Lei do Centro de Convivência Cidade do Inconsciente é um marco no Programa de Saúde Mental, Álcool e Outros Drogas por permitir que os grupos e oficinas terapêuticas que surgiram no Caps nos últimos anos possam continuar acontecendo para além do tempo e pessoas. É uma lei que funda o Programa de Convivência Assistida que se alinha à Reforma Psiquiátrica Brasileira, que continua resistindo e construindo novos caminhos para o tratamento de grandes sofrimentos psíquicos”.
Autor da lei que cria o Centro de Convivência Cultural Cidade do Inconsciente, o vereador Jefferson Mamede falou da parceria com a Fundação Cultura Barra Mansa na concepção do texto. “Essa lei vai possibilitar a captação de recursos para as políticas públicas voltadas à saúde na área do Corredor Cultural e, por isso, agradeço aos meus pares pela aprovação, e em especial pela orientação do Marcelo Bravo”, acredita Mamede.

