Na novela ‘Vale Tudo’, da TV Globo, a personagem Fátima Acioli (Bella Campos) conquistou o desejado casamento de seus sonhos com o herdeiro Afonso Roitman (Humberto Carrão) e vem desfrutando de um estilo de vida em que de um lado está uma mulher que busca relacionamento com homens ricos e de outro, um homem gentil e disposto a investir na parceira. A dinâmica do casal desperta a curiosidade do público sobre esse tipo de relacionamento na vida real e fica a pergunta: Fátima seria uma sugar baby?
O relacionamento com apoio financeiro, conhecido como sugar ou hipergamia, atrai mais de 30% dos jovens brasileiros de 18 a 29 anos. O dado é de uma pesquisa realizada pelo site de relacionamento MeuPatrocínio, em parceria com o Instituto QualiBest. Caio Bittencourt, especialista em relacionamentos do MeuPatrocínio, explica que o alto nível de interesse no estilo de vida se deve ao fato de que “esse é um modelo de relacionamento mais prático e descomplicado, uma escolha que valoriza a leveza”. Porém, o especialista emenda que esse pode não ser o caso de Fátima e Afonso, porque o relacionamento deles não é transparente, já que, apesar de o fator financeiro ser predominante, Fátima finge ser uma pessoa desinteressada nas finanças de Afonso, enquanto uma sugar baby deixa claro o que quer de forma autêntica.
“O estilo de vida sugar atrai pessoas dispostas a investir em uma relação verdadeira, longe de joguinhos bobos ou dramas. A comunicação aberta e a clareza sobre os objetivos são o que torna essas conexões cada vez mais populares”, explica Bittencourt, que completa: “A sugar baby sabe que merece o melhor que a vida pode oferecer”. O que é hipergamia ou relacionamento sugar? É um tipo de relacionamento em que uma das pessoas tem um status econômico e social superior, ou seja, é mais rico, tem influência em sua profissão, possui um vasto networking e, por isso, apoia financeiramente a outra pessoa.
Segundo Caio Bittencourt, esse tipo de relacionamento “tem como prisma a generosidade, o companheirismo e o bem-estar”. Em geral, a mulher que vive esse estilo de vida é chamada de Sugar Baby e o homem, de Sugar Daddy, expressões criadas ainda no início do século 20 nos Estados Unidos.
