segunda-feira, maio 4, 2026
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Nova chance

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POLÍTICA: Marquinho Motorista assume cadeira que era de Paulo Conrado

Mateus Gusmão

Com a morte do vereador Paulo Conrado no domingo, 8, a cadeira que era ocupada pelo parlamentar passou para Marquinho Motorista, que já exerceu mandato entre os anos de 2009 e 2012. Primeiro suplente do Podemos, ele obteve 1.223 votos nas eleições de 2024, ficando atrás apenas de Conrado, que obteve 2.138. 

A cerimônia de posse foi discreta, como não poderia deixar de ser, e ocorreu no salão nobre da Casa de Leis. “Assumo com muita honra e responsabilidade o cargo de vereador na Câmara de Volta Redonda. Ocupo esta vaga em decorrência do falecimento do vereador Conrado. Quero destacar meu profundo respeito ao legado que ele deixou e reforçar que assumo este compromisso com o pé no chão e foco total no bem-estar da nossa cidade”, declarou.

Marquinho Motorista, que era assessor na Secretaria de Ação Social, vai fazer parte da base aliada do prefeito Neto e relembrou sua trajetória no Legislativo. “Já tive a oportunidade de atuar nesta Casa e também na legislatura seguinte, experiências que me deram o preparo necessário para este novo desafio”, comentou. “Meu histórico parlamentar sempre foi marcado por leis de forte impacto social, como a gratuidade no transporte para idosos (aprovada em 2010), a proteção às pessoas com transtorno do espectro autista e a Lei do Primeiro Emprego para Jovens”, pontuou.

Entre os próximos objetivos, Marquinho diz que tem a criação de um complexo esportivo no Vila Rica/Tiradentes e a implantação de um projeto para geração de adubo a partir dos resíduos de podas de árvores. “Meu foco é trabalhar muito por Volta Redonda”, afirmou. Que assim seja.

Sem médicos

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EDUCAÇÃO: MEC revoga edital que previa a criação de novas vagas de Medicina. Curso do UGB continua sem habilitação

Pollyanna Xavier

O Ministério da Educação e Cultura revogou o edital de chamamento público lançado em 2023 que autorizava o funcionamento de cursos de Medicina pela Lei Mais Médicos. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União de terça, 10, e cancelou a abertura de 5.900 novas vagas em cursos de Medicina por instituições privadas em todo o país. A decisão foi tomada pelo presidente Lula e formalizada pelo MEC após a divulgação dos resultados do Enamed – o exame nacional que avalia exclusivamente a proficiência dos futuros médicos e que apontou deficiências na qualidade da formação médica no Brasil. 

O aQui teve acesso à portaria e descobriu que o MEC cita uma nota técnica como motivação para a revogação do edital. A reportagem também acessou essa nota, e o conteúdo é surpreendente: o MEC recebeu mais de 360 decisões liminares determinando que a União receba e processe os pedidos de autorização de novos cursos de Medicina, ou amplie o número de vagas em cursos já autorizados. Essas demandas, pasmem, correspondem a mais de 60 mil novas vagas sem a observância dos parâmetros da Lei Mais Médicos – única normativa que regulamenta os cursos de Medicina no Brasil. 

Entre estes pedidos, está o da Fundação Rosemar Pimentel, a Ferp, que tenta – há pelo menos quatro anos – habilitar o curso de Medicina oferecido pelo UGB no campus de Barra do Piraí. Em dezembro, a faculdade lançou o edital do vestibular e marcou as provas para janeiro. O aQui reportou o assunto em pelo menos três edições (1483, 1484 e 1486), inclusive mostrando que a Advocacia-Geral da União (AGU) teria derrubado a portaria do MEC que autorizava (por força de uma liminar) a habilitação do curso de Medicina do UGB. Apesar de ter realizado o vestibular e criado a primeira turma, cujas aulas devem começar logo após o Carnaval, na prática, a graduação de Barra do Piraí não tem qualquer autorização legal para funcionar. 

Na nota técnica do MEC – que justificou a revogação das novas vagas para Medicina –, uma informação chamou a atenção. O documento cita uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, que determinou o prosseguimento de processos administrativos pendentes, instaurados por força de decisões judiciais que já houvessem ultrapassado a fase inicial da análise documental. Essa decisão foi proferida na ação que o UGB ajuizou contra a União, justamente para obter a habilitação da Medicina sem a necessidade de cumprir a Lei Mais Médicos.  

Na nota, o órgão educativo federal afirmou que “a expansão potencial da formação médica pela via judicial, sem observância dos parâmetros legais e do planejamento estatal, apresenta risco concreto de comprometer a qualidade da formação, o equilíbrio da oferta com a capacidade instalada do sistema público de saúde e a integração ensino-serviço”. E o Enamed provou isso. Centenas de centros universitários em todo o país tiveram nota igual ou inferior a 2, o que é considerado uma nota baixa pelo MEC. A Unifoa, com toda sua megaestrutura,  tradição e expertise no ensino de qualidade, também amargou essa nota. E anunciou que iria recorrer contra a avaliação. 

SUS

A lei Mais Médicos – via legal que regulamenta os cursos de Medicina no país – possui critérios voltados ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Quando o Ministério da Saúde identifica uma deficiência de médicos em determinada região do país, o governo Federal faz um chamamento público para que as universidades lancem novas vagas ou habilitem o curso em seus campos. O que tem ocorrido é justamente o contrário: instituições de ensino têm pedido a abertura de novas vagas, por via judicial, sem observar a necessidade de médicos na região onde está localizada a universidade. Ou seja, ignoram os parâmetros desta lei. 

O edital revogado pelo MEC tem como objetivo justamente selecionar propostas de instituições privadas para abertura de graduações em municípios previamente definidos pelo governo Federal, com critérios voltados ao fortalecimento do SUS. Sobre isso, o MEC se defendeu, afirmando que “a decisão de revogar tem caráter técnico e decorre da necessidade de avaliar os impactos de uma série de eventos que alteraram de forma substancial o cenário fático-normativo que fundamentou a edição e a validade do Edital”. 

Vale ressaltar que, no cenário regional, embora o UGB não tenha obtido licença para seu curso de Medicina e mesmo assim tenha feito o vestibular para o campus Barra do Piraí  –, não há carência de formação médica, uma vez que tanto Volta Redonda quanto Vassouras já oferecem, há anos, o curso de Medicina na Fundação Oswaldo Aranha e na Fundação Severino Sombra, respectivamente. Outro detalhe que chamou a atenção da reportagem é que a movimentação da UGB em oferecer Medicina em Barra do Piraí produziu reflexos no mercado educacional. 

Prova disso é que em Vassouras, por exemplo, o curso de Medicina da Severino Sombra reduziu o valor das mensalidades, em meio à concorrência gerada pelo anúncio do curso pelo UGB. A mensalidade em 2026 custa R$ 10 mil, mas, até o vencimento, o valor pode cair para R$ 8,5 mil. A do UGB também é R$ 10 mil, mas, pagando até o último dia útil do mês anterior, o valor também cai para R$ 8,5 mil. Ou seja, excetuando a FOA, a Severino Sombra equiparou seus preços para não perder mercado. 

Riscos de lesões

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CARNAVAL: Cuidados com o uso de pomadas modeladoras para cabelo às vésperas do Carnaval, que começa neste sábado, 14

 

Riscos de lesões

Com a chegada do Carnaval, que começa neste sábado, 14, cresce a procura por tranças, twists e penteados que prometem resistência ao calor, ao suor e à folia. No meio desse cenário, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) faz um alerta importante: o uso inadequado ou irregular de pomadas modeladoras para cabelo pode causar danos graves à pele e aos olhos, incluindo risco de cegueira.

É que os produtos utilizados para fixar tranças e reduzir frizz têm textura oleosa ou cerosa, o que facilita a fixação prolongada. O problema é que, em ambientes quentes e com suor excessivo, como blocos de rua e praias, a pomada pode escorrer do couro cabeludo para o rosto, atingindo os olhos.

“Cosmético não é um produto inofensivo. O uso excessivo, sem obedecer às orientações, ou pomadas irregulares podem provocar desde dermatites até lesões oculares graves. Às vésperas do Carnaval, nosso papel é intensificar o alerta para que as pessoas façam escolhas mais seguras”, explica a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller.

O Dr. André Bahia, médico em Volta Redonda,  cirurgião capilar e pós-graduado em Tricologia Médica, com mais de dez anos de atuação na área de doenças do couro cabeludo e queda capilar, concorda. “É muito importante o alerta feito pela SES-RJ, especialmente em períodos como o Carnaval, em que há maior exposição ao calor, suor e uso prolongado de produtos fixadores. Do ponto de vista técnico, muitas pomadas modeladoras possuem bases altamente oclusivas, com petrolatos, ceras e polímeros fixadores que, em altas temperaturas, podem se tornar mais fluidos e escorrer para a região dos olhos”, detalha.

Segundo o tricologista, em 2023, a Anvisa chegou a suspender a comercialização de diversas pomadas modeladoras no país após um aumento expressivo de casos de lesões oculares graves associadas ao uso desses produtos. Na ocasião, foram registrados episódios de ardência intensa, edema ocular, dificuldade de abrir os olhos e até cegueira temporária ou permanente. “Quando o produto atinge os olhos, não é apenas uma irritação simples. Alguns componentes podem alterar o pH da superfície ocular e agredir a córnea, causando quadros de ceratite química. Dependendo da formulação e do tempo de exposição, pode ocorrer inflamação intensa, dor importante e risco de sequelas visuais”, alerta.

Tem mais. O risco é ainda maior em crianças, que tendem a levar as mãos aos olhos com mais frequência, além de transpirarem mais e terem menos cuidado ao brincar. “Temos observado ocorrências especialmente relacionadas a produtos sem registro, vendidos de forma clandestina. Em muitos casos, a composição não é adequada para esse tipo de uso, o que aumenta muito o risco de lesões, principalmente nos olhos”, ressaltou a coordenadora de Vigilância e Fiscalização de Insumos, Medicamentos e Produtos da SES-RJ, Rosa Melo.

Além dos problemas oftalmológicos, o uso contínuo dessas pomadas pode causar dermatite, coceira intensa, descamação, foliculite, acne na testa e na nuca e até queda de cabelo por obstrução dos poros. “No couro cabeludo, o uso excessivo e prolongado também merece atenção. A oclusão prolongada favorece desequilíbrio da microbiota local, aumento da oleosidade, dermatite seborreica, foliculite e inflamações que podem desencadear queda de fios de cabelo”, disse o tricologista André Bahia, indo além. “Outro ponto importante é que muitos consumidores associam ‘fixação extrema’ a maior qualidade. Essa prática aumenta a carga de agentes formadores de filme e substâncias potencialmente irritativas ao couro cabeludo”.

Produto regularizado e uso correto fazem diferença

A Vigilância Sanitária da SES-RJ reforça que pomadas modeladoras só devem ser usadas se forem regularizadas junto à Anvisa, com rótulo em português, fabricante identificado, número de registro ou notificação e, claro, dentro do prazo de validade.

Outro ponto crítico é o modo de uso. É importante ter cuidado com o excesso de produto e com a aplicação próxima à testa e aos olhos, além da permanência por muitos dias sem lavagem. Tudo isso pode aumentar significativamente os riscos.

“A recomendação é usar a menor quantidade possível, evitar a aplicação próxima aos olhos, lavar o couro cabeludo regularmente e suspender o uso diante de qualquer sinal de ardor, coceira ou vermelhidão. Mesmo um produto regular pode causar dano se for usado de forma inadequada”, alerta a superintendente Helen Keller.

Para quem vai curtir o Carnaval, a orientação é simples. “Desconfie de promessas de fixação extrema ou à prova d’água, evite produtos caseiros ou sem procedência e, sempre que possível, opte por alternativas mais leves e regularizadas. A beleza não pode custar a saúde. Um produto inadequado pode transformar um penteado em um problema sério e acabar com a sua alegria, trazendo um problema sério de saúde”, orienta a coordenadora Rosa Melo.

O Dr. André Bahia finaliza lembrando dos riscos do uso inadequado das pomadas. “Além da regularização da Anvisa, é fundamental educação quanto à forma correta de uso: pouca quantidade, evitar proximidade com a linha frontal, higienização adequada e retirada imediata do produto diante de qualquer sintoma ocular ou cutâneo. Cosméticos são seguros quando bem-indicados e utilizados corretamente, mas não são isentos de risco”, pontua.

Fiscalização e papel da Vigilância Sanitária

A SES-RJ destaca que o papel da Vigilância Sanitária estadual é reforçar os alertas à população, apoiar tecnicamente os municípios e acompanhar os riscos à saúde associados a esses produtos. Já a fiscalização direta dos comércios, salões e pontos de venda é responsabilidade das vigilâncias sanitárias municipais, que podem aplicar sanções como apreensão de produtos, multas e interdições em caso de irregularidades.

Legenda da foto:

André Bahia é médico, cirurgião capilar e pós-graduado em Tricologia Médica, com mais de 10 anos de atuação em Volta Redonda e região, na área de doenças do couro cabeludo e queda capilar. Veja mais em @dr_andrebahia

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