domingo, maio 3, 2026
Casa Blog Página 54

Nova lei sobre sepultamento de pets em jazigos familiares

0

Por Juliana Sato*, psicóloga especializada em luto pet e comportamento humano

O estado de São Paulo sancionou uma lei que autoriza o sepultamento de cães e gatos em campas e jazigos familiares, quando a concessão pertence à família do tutor. O texto também deixa claro dois pontos práticos: a regulamentação será definida pelos serviços funerários de cada município e cemitérios particulares podem estabelecer regras próprias, respeitando a legislação vigente. Ou seja, a lei abre a possibilidade, mas o funcionamento vai depender de como cada cidade e cada cemitério vai operacionalizar.

Como psicóloga especialista em luto pet, eu vejo todos os dias o que essa discussão toca de verdade: não é sobre “onde enterrar”. É sobre o que a sociedade permite que as pessoas sintam. O luto por um animal ainda é frequentemente tratado como exagero, drama ou “apego demais”. E isso tem um custo emocional alto. Quando a dor não é reconhecida, a pessoa se isola, se envergonha, duvida de si e tenta “voltar ao normal” antes da hora. O nome disso é luto não reconhecido: a perda existe, o vínculo existe, mas o entorno faz de conta que não existe.

Por isso, para muita gente, a possibilidade de despedir-se do pet no jazigo familiar não é capricho. É a forma mais coerente de dar dignidade a um vínculo que foi vivido como família. Ritual e lugar de memória não apagam a dor, mas organizam a experiência. Ajudam o cérebro a entender o que aconteceu e ajudam a família a atravessar a perda com menos sensação de irrealidade. Não é sobre “prender o luto”. É sobre dar contorno a um amor que continua existindo mesmo depois da morte.

Ao mesmo tempo, é importante ser realista: se essa lei virar um “autorizado, mas ninguém sabe como”, ela pode gerar frustração em um momento em que as pessoas estão especialmente vulneráveis. Luto não combina com improviso institucional. Uma despedida atravessada por burocracia, respostas contraditórias e constrangimento aumenta sofrimento. É por isso que a regulamentação municipal e a comunicação dos serviços precisam ser objetivas, acessíveis e respeitosas.

Essa lei também toca o ecossistema PetVet de forma indireta. Veterinários e equipes lidam com morte e luto diariamente, muitas vezes sem acolhimento e com pouca margem para conversar sobre perda com calma. Quando a sociedade reconhece melhor o luto pet, o ambiente ao redor da decisão muda: há menos julgamento, menos conflito e mais espaço para cuidado. Isso não resolve tudo, mas reduz a violência emocional que tantas famílias e profissionais vivem no momento da despedida.

No fim, o ponto é simples: esta lei fala de sepultamento, mas o que ela escancara é a necessidade de amadurecimento coletivo. Perder um pet não é perder “só um animal”. É perder rotina, identidade, história e um tipo de amor que, para muita gente, foi uma das relações mais consistentes da vida. Se a legislação começa a acompanhar isso, a sociedade também precisa acompanhar.

*Juliana Sato é psicóloga graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo, com pós-graduação em Distúrbios Alimentares pela Unifesp. Desde 2024, faz parte da diretoria da Ekôa Vet – Associação Brasileira em Prol da Saúde Mental na Medicina Veterinária. Para ajudar pessoas que buscam equilíbrio emocional e crescimento pessoal, criou o canal VibeZenCast, no qual compartilha conteúdos sobre saúde mental, autocuidado e bem-estar. É também uma das organizadoras do livro “Luto Pet no Contexto da Medicina Veterinária”, pela Editora Lucto. Saiba mais acessando o site julianasatopsicologa.com.br ou o perfil no Instagram @jusatopsicologa.

 

A normalização da violência começa no silêncio

Por Nanda Raupp*

A violência contra a mulher no Brasil não é um problema distante, restrito a manchetes de jornais ou às estatísticas dos relatórios oficiais. Ela acontece todos os dias, em casas parecidas com as nossas, em famílias que, muitas vezes, acreditavam estar protegidas. Os dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmam uma realidade dolorosa: a maioria das agressões e dos feminicídios ocorre dentro de relações íntimas, onde deveria existir cuidado, respeito e afeto.

Casos extremos, como o de mulheres arrastadas por carros ou assassinadas após anos de ameaças, nos causam indignação momentânea. Mas, quando o choque passa, fica a pergunta que poucas vezes fazemos com profundidade: como chegamos até aqui? Em muitos desses relatos, há um padrão que se repete, sinais ignorados, agressões minimizadas, frases como “é só ciúme”, “foi um momento de raiva” ou “isso é coisa de casal”.

“Eu achava que precisava aguentar”, relatou uma mulher ao procurar ajuda após anos de violência. Essa frase, simples e devastadora, revela o quanto aprendemos desde cedo, conceitos distorcidos sobre relações, poder e afeto. Dentro de casa, ensinamos muito mais do que imaginamos, pelo que dizemos, pelo que toleramos e, principalmente, pelo que silenciamos.

Falar sobre a violência contra a mulher não é promover polêmica, mas assumir responsabilidade coletiva. É entender que esse tema diz respeito a todos: famílias, escolas, empresas e governo. Começa inclusive na forma como educamos nossos filhos. Ensinar meninos a lidar com frustrações sem agressividade e meninas a reconhecer sinais de abuso é um passo essencial para romper ciclos de violência. Mostrar, pelo exemplo, que conflitos podem ser resolvidos sem gritos, humilhações ou agressões.

Também é papel da família acolher, ouvir e acreditar. Muitas mulheres desistem de denunciar porque temem não serem levadas a sério. Por isso, divulgar canais como o Ligue 180 e reforçar que pedir ajuda não é fraqueza pode significar a diferença entre a vida e a morte.

A violência contra a mulher não nasce de um dia para o outro. Ela é construída, aos poucos, em ambientes onde o abuso é normalizado. Combater esse ciclo exige mais do que leis, exige empatia, educação e engajamento social. Somente quando entendermos que esse é um problema de todos nós, será possível transformar estatísticas em histórias de sobrevivência, dignidade e respeito.

 *Nanda Raupp é administradora e autora do livro “Memórias de um passado”, romance inspirado em relatos reais de mulheres e experiências de silenciamento

Foto: Aline Marques

 

O Carnaval como ensaio geral de uma vida mais inteira

Por Renata Seldin*

Ah, o Carnaval no Brasil. Por aqui, o Carnaval é só calor, suor que cola na pele, fantasia que mais revela do que esconde, samba que nasce no pé antes de chegar ao ouvido, o batuque dos tambores chamando o corpo para existir sem tradução. É desejo circulando livre no ar, risos fáceis, beijos sem história e histórias sem amanhã, com a sensação rara de poder fazer tudo sem consequência, como se o mundo tivesse suspendido por alguns dias a memória, o julgamento e o depois.

É no Carnaval que as mulheres experimentam versões de si que passam o resto do ano sob vigilância. Saem com mais de uma pessoa, usam aplicativos sem culpa, flertam sem promessa, colecionam encontros, histórias e possibilidades. Não porque estão sozinhas, mas porque estão vivas. Durante alguns dias, “ser mulher” não precisa ser explicado, não vira caráter, não vira diagnóstico, nem sentença. O Carnaval mostra desejos que não cabem na rotina, no crachá, no currículo ou no roteiro de “boa mulher, profissional de sucesso, cuidadora dedicada”.

A pergunta incômoda, que vem depois da Quarta-feira de Cinzas, é: por que essa liberdade só é tolerada como exceção?

Na carreira, acontece algo parecido. Mulheres que investigam novos caminhos, testam áreas, mudam de direção ou recusam trajetórias lineares (moldadas por uma forma masculina) ainda são vistas como instáveis, sem talento, pouco profissionais. Como se maturidade fosse sinônimo de engessamento e enquadramento, e não de escolha consciente.

E se o Carnaval fosse só um ensaio do que a vida plena pode ser? Um espaço seguro para experimentar versões possíveis de si, encontrar seu propósito, o que te traz brilho nos olhos e autonomia para escolher nem leque amplo de opções profissionais que um dia foram ocupadas apenas por homens?

Fica aqui a proposição (ou provocação): aproveite o embalo do Carnaval e teste as suas versões possíveis. Com planejamento, estrutura e um pouquinho de coragem, talvez o ano inteiro possa ser assim.

* Renata Seldin é mentora de carreiras e doutora em Gestão da Inovação, com mais de 24 anos de experiência como executiva em consultoria de gestão.

Selo Ouro

0

BARRA MANSA: Município se destaca entre as melhores cidades do país em alfabetização

Barra Mansa acaba de alcançar um marco histórico na educação: o município foi reconhecido com o Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. A certificação é concedida às redes de ensino que demonstram excelência nos resultados e estruturam políticas públicas sólidas para garantir que todas as crianças aprendam a ler e escrever na idade certa.

A premiação integra o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, iniciativa do Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, que mobiliza União, estados e municípios em torno de um objetivo comum: assegurar que os estudantes estejam alfabetizados ao final do 2º ano do Ensino Fundamental. O programa envolve acompanhamento pedagógico contínuo, fortalecimento das práticas em sala de aula e gestão educacional orientada por resultados.

A secretária de Educação, Linamar Carvalho, explica que o Selo Ouro representa o nível máximo da certificação e evidencia o avanço consistente de Barra Mansa na consolidação de estratégias estruturantes, como a formação continuada de professores, o suporte pedagógico permanente às unidades escolares, o monitoramento de indicadores, a aplicação de avaliações diagnósticas e o planejamento educacional alinhado às metas de alfabetização.

“A conquista é graças a uma política educacional planejada, colaborativa e comprometida com resultados concretos. Esse reconhecimento nacional confirma que estamos no caminho certo. Alfabetizar na idade adequada é garantir oportunidades, autonomia e futuro para nossas crianças. O Selo Ouro é fruto de um trabalho coletivo, construído com responsabilidade, dedicação e união entre gestores, equipes pedagógicas, professores, servidores, estudantes e famílias. Seguiremos firmes, aprimorando nossas práticas e investindo em cada etapa do processo de aprendizagem”, concluiu.

Secretaria de Assistência Social oficializa nomeação da Caisan Municipal
A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Barra Mansa oficializou na quinta, 12, a nomeação dos membros da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) do município. O órgão integra o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e é responsável por articular, elaborar e monitorar políticas públicas voltadas à segurança alimentar e nutricional no âmbito local.

A secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Joseane Ricarte, que também preside a Caisan Municipal, destacou a importância da iniciativa. “A Caisan é fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas estruturadas e permanentes na área de segurança alimentar e nutricional. Ao integrar diferentes secretarias, conseguimos planejar e executar ações mais eficazes, que atendam de forma ampla as necessidades da população e fortaleçam o enfrentamento à insegurança alimentar em Barra Mansa”, afirmou.

O diretor de Segurança Alimentar e Nutricional e secretário executivo da Caisan Municipal, Francisco Américo, diz que a Câmara atua de forma articulada com o Sisan, contando com o apoio da Caisan estadual e do Governo do Estado. “Para que o município possa acessar projetos e programas do Governo Federal, é necessário estar inserido no Sisan. Este sistema fortalece a gestão e garante que Barra Mansa esteja apta a captar recursos e ampliar suas ações de combate à insegurança alimentar”, explicou.

Ele esclareceu a diferença entre o Sisan, a Caisan e o Comsea (Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional). “No Comsea, há participação da sociedade civil, garantindo o controle social e a representação popular. Já na Caisan, a composição é exclusivamente formada por representantes das secretarias de governo, o que assegura a articulação direta entre as políticas públicas municipais. A articulação entre as ações da Caisan e o Comsea é que norteiam o Sisan no município”, completou.

Composição da Caisan Municipal:


Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos
• Presidente: Joseane Aparecida Ricarte de Sousa
• Secretário Executivo: Francisco Américo Nogueira de Oliveira

Secretaria Municipal de Educação (SME)
• Titular: Cristiane Sabença
• Suplente: Aline Costa Rodrigues

Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPD)
• Titular: Lucas Alves
• Suplente: Monique Oliveira

Secretaria Municipal de Saúde (SMS)
• Titular: Janaína Alves de Oliveira da Cunha
• Suplente: Laís Aparecida Reis Pereira

Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE)
• Titular: Corina dos Santos

Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural (SMDR)
• Titular: Thayna Fernandes
• Suplente: Brenda de Carvalho Sousa

Secretaria Municipal de Ordem Pública (SMOP)
• Titular: Cesar dos Thomé


Foto: Divulgação

FOTOS: Gabriel Borges

 

Pagamento até 6 de março

0

VOLTA REDONDA: Carnê digital do IPTU 2026 já está disponível

A Secretaria de Fazenda de Volta Redonda lembra a quem tem um imóvel na cidade do aço que o carnê digital do IPTU 2026 já está disponível pelo link voltaredonda.rj.gov.br/iptu. Basta acessar o site e digitar a numeração da inscrição imobiliária (que contém 12 números e pode ser encontrada em carnês anteriores).

O pagamento em cota única, com desconto de 8%, pode ser realizado até o dia 6 de março. Também é possível optar pelo parcelamento em seis vezes, com a primeira parcela vencendo na mesma data (6/3) e as demais em 7 de abril (cota 2), 7 de maio (cota 3), 8 de junho (cota 4), 8 de julho (cota 5) e 7 de agosto (cota 6).

De acordo com o prefeito Neto, o pagamento do imposto é fundamental. “Estamos lembrando à população da facilidade de acessar o carnê digital e efetuar o pagamento com PIX, por exemplo. Estar em dia com o Município garante recursos que retornam em investimentos diretos para a cidade, como saúde, educação, obras e manutenção dos serviços públicos”, destacou.

Atendimento presencial
Quem tiver dificuldade de acesso à internet poderá procurar, após o recesso do Carnaval, atendimento presencial no saguão do Palácio 17 de Julho, sede da prefeitura, nos guichês 9 e 10, além do totem de autoatendimento disponível para consulta e impressão do carnê.
Também haverá atendimento nas subprefeituras do Retiro, na Av. Antônio de Almeida, 46, e do Santo Agostinho, na Rua Jaime Martins, 705. O funcionamento, após o Carnaval, será de segunda a sexta, das 8 às 17 horas. Além do carnê digital, as guias de pagamento estão sendo enviadas às residências via Correios.

Seja bem vindo!
Enviar via WhatsApp