terça-feira, novembro 3, 2026
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Bons números

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Confira o balanço das atividades do ‘Segurança Presente’ em julho

O primeiro mês de funcionamento da base do ‘Segurança Presente’ em Resende foi marcado pelo reforço do policiamento preventivo e pela atuação próxima à população nas regiões do Centro e Campos Elíseos. Destaque para a recuperação de uma motocicleta roubada, ocorrências relacionadas à posse e ao uso de entorpecentes, atendimentos ao público, registros de lesão corporal e ações envolvendo furtos em estabelecimentos comerciais. As equipes também atuaram em ocorrências de maior complexidade, com encaminhamentos para a delegacia e cumprimento de mandado de prisão. 

Ao longo do primeiro mês, foram conduzidas 63 pessoas à delegacia para os procedimentos cabíveis. Também foram apreendidos 17 gramas de cocaína, 124 gramas de maconha e 14 gramas de crack. 

Balanço das ações: 

  • 1 motocicleta roubada recuperada  
  • 33 ocorrências de posse e uso de entorpecentes  
  • 8 atendimentos ao público  
  • 2 casos de lesão corporal dolosa  
  • 1 ocorrência de tráfico de drogas com menor apreendido  
  • 2 ocorrências por furtos em estabelecimentos comerciais (farmácias)  
  • 63 pessoas conduzidas à delegacia  
  • 1 mandado de prisão cumprido  
  • 1 menor apreendido em ocorrência de trânsito  

Material apreendido: 

  • 17 gramas de cocaína  
  • 124 gramas de maconha  
  • 14 gramas de crack  

Outras ações: 

  • 2 atendimentos a pessoas em situação de crise 

 

GRAMPOS
Creche

A Câmara de Resende aprovou duas indicações do vereador Fábio Lucas (na foto) solicitando melhorias na estrutura da Creche Municipal Doutor Jorge Miguel Jayme, que funciona anexa ao Ciep 347, no bairro Toyota I.
Uma delas prevê, inclusive, a substituição da atual cobertura de policarbonato instalada na entrada da creche por telha sanduíche. A atual, segundo ele, apresenta pontos de vazamento, entre outras avarias. Outra solicitação trata das condições das paredes internas da creche para evitar possíveis infiltrações, além do tratamento das áreas afetadas, recuperação dos pontos danificados e posterior pintura.

Volks (I)

Ao completar 45 anos em 2026, a Volkswagen Caminhões e Ônibus tem o que comemorar: já produziu 200 mil chassis da família Volksbus, desde seu lançamento, em 1993. Ao longo de 33 anos, a linha se consolidou como referência no transporte de passageiros, ampliou seu portfólio, conquistou novos mercados e fortaleceu sua atuação por meio de inovação, eficiência e proximidade com os clientes. De um único modelo lançado em 1993, o VW 16.180 CO, a família evoluiu para um portfólio com mais de 50 variações destinadas a aplicações urbanas, rodoviárias, escolares, de fretamento e turismo. Importante: o Volksbus é produzido em Resende.

Volks (II)

“Celebrar os 45 anos da VWCO também é reconhecer a contribuição dessa família de ônibus para nossa história. Desde 1993, ela acompanha a evolução do transporte de passageiros e mantém seu compromisso de oferecer veículos alinhados às necessidades dos clientes, sempre com foco em desempenho, confiabilidade e custo operacional”, afirma Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus. “O olhar para o futuro também faz parte dessa trajetória, materializado em projetos como o e-Volksbus, conceito de ônibus elétrico apresentado em 2024, que reforça nosso compromisso com a mobilidade sustentável”, completa.

 

XX Fester (I)

A Prefeitura de Resende está aceitando inscrições para o XX Festival de Teatro de Resende (Fester). Artistas, grupos, companhias e produções teatrais de todo o território nacional e do exterior podem participar gratuitamente do chamamento público, que recebe inscrições até o dia 28 de agosto, exclusivamente pelo e-mail [email protected]. O festival será realizado de 1º a 10 de novembro de 2026. 

 

XX Fester (II)

O edital prevê a seleção e premiação de 10 espetáculos para integrar a programação oficial do XX Fester. Serão quatro espetáculos nacionais infantojuvenis, quatro nacionais adultos, um espetáculo local infantojuvenil e um local adulto. As produções nacionais deverão ser inéditas no Fester, enquanto os espetáculos locais deverão ser prioritariamente inéditos. 

 

XX Fester (III)

Cada espetáculo selecionado receberá um prêmio de participação. Os quatro espetáculos nacionais infantojuvenis e os quatro nacionais adultos receberão R$ 10 mil cada, enquanto os dois espetáculos locais receberão R$ 6 mil cada. Ao todo, o edital prevê R$ 92 mil em premiações. 

‘Uma californiana’

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Kátia Miki inaugura complexo de esporte e lazer na Califórnia

‘Uma californiana’ 

Na noite de sábado, 15, a prefeita Kátia Miki inaugurou um novo espaço de esporte, lazer e convivência, com destaque para os quiosques que fazem parte do equipamento, localizado na Califórnia. No evento, Kátia reforçou seu vínculo com os moradores do distrito que faz divisa com Volta Redonda. “Estou muito feliz. De corpo e alma, já me sinto uma californiana. É um distrito tão importante, tão populoso, e sempre disse que queria que cada um de vocês se sentisse, de fato, barrense. Passo a passo, estamos reforçando nosso compromisso e levando para os moradores melhorias concretas que fazem a diferença no dia a dia”, pontuou.
O complexo recebeu o nome de Nilce Ferreira Augusto, uma mulher de destaque na comunidade local. A filha, Luciana, falou emocionada sobre o significado da homenagem. “Eu quero agradecer muito à Kátia. Essa mulher guerreira e lutadora trouxe vida para a nossa comunidade. Ela caminhou junto com a gente e mudou a nossa realidade. A Califórnia precisava desse avanço, e hoje estamos vendo essa transformação acontecer. A gente não pode esquecer nunca dessa mulher que plantou essa sementinha e está trazendo o avanço que a Califórnia precisa”, declarou Luciana.

A secretária de Obras Públicas, Maria Ilma de Andrade, entende que a obra contribui para a valorização e o embelezamento de uma das principais vias da Califórnia. “Essa obra vem embelezar o distrito, em uma rua tão principal e movimentada. O que esperamos é que vocês utilizem bastante, que seja muito utilizado para o lazer de vocês e também pelos donos dos quiosques, que vão trazer empregos para o município e para o distrito”, afirmou.

Eleições, com os vícios de sempre

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Em pouco mais de dois meses, no Brasil serão realizadas eleições para a Presidência da República, os governos estaduais e os vice-governadores; para dois cargos no Senado, para os 513 deputados federais e 1.049 deputados estaduais e distritais.

Nada há a comemorar. Tudo começa pela manutenção dos vícios de sempre. Os caciques definem quem vai concorrer e quanto receberá de verba pública, sem qualquer participação efetiva do cidadão.

A maioria concorrerá à reeleição, por dois mandatos consecutivos, para os cargos executivos e sem limitação para os cargos proporcionais e para o cargo de senador. Depois das eleições, os derrotados voltam à velha cantilena de defender o fim da reeleição.

As convenções nunca passaram de mera formalidade, referendando as escolhas de uma ou, no máximo, de três pessoas. Se não desde o início da história das eleições, há décadas o roteiro é o mesmo. O atual presidente define a própria candidatura e dita quem serão seus candidatos nos estados. Nos demais partidos, o processo não é diferente.

Depois das meras formalidades das convenções, segue-se o jogo proforma, com as promessas de sempre. Elas se repetem até mesmo para quem pleiteia o quarto mandato, como se estivesse debutante disputando o primeiro.

Por parte de quem já exerce cargos há décadas, não há uma análise sobre suas realizações nem sobre a persistência de problemas sociais crônicos, que parecem nunca ter sido, ao menos, minimizados.

Em 2024, fiz um recorte de manchetes de jornais sobre as condições sociais dos brasileiros. Não parece haver nenhuma esperança, e qualquer escolha seria justificável quando se tem mais de 500 anos de política tradicional, que resultou num legado de 6 milhões de pessoas sem banheiro, 33 milhões sem água potável, 100 milhões sem saneamento básico, 23 milhões convivendo sob domínio absoluto do crime organizado ao seu lado, 11% de analfabetos absolutos, que não reconhecem um “ó”, além de, há trinta anos consecutivos, o número de assassinatos ultrapassar 40 mil por ano.

Caso fosse num país desenvolvido, o partido que tivesse governado por vinte anos pediria desculpas à população pelos indicadores sociais do fracasso, reconheceria o que deixou de fazer, não lançaria candidato a cargo algum e muito menos se apresentaria como alternativa viável para mudar aquilo que não conseguiu melhorar quando esteve no poder.

As campanhas fecham esse ciclo de mediocridade. Não se discutem projetos realistas, nem se promove um debate baseado em informações precisas sobre o que foi realizado ou sobre quais ações serão efetivamente implementadas para resolver os problemas sociais.

Toda a campanha se resume a apontar quem tem o passado mais nebuloso, quem falou ou deixou de falar determinada frase. A população já está cansada desse tipo de disputa. Mas, ainda assim, como somos uma sociedade totalmente omissa, vamos ter de escolher obrigatoriamente entre acusados de “rachadinhas” ou o chefe dos “mensalões, petrolões e descontões” contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

E como nada é feito para aumentar o senso crítico do eleitor, a consciência política de hoje é similar à dos anos setenta. Comparo sempre o papel do eleitor ao de um sapo em um círculo de cobras venenosas: o dia da eleição é o dia em que o sapo resolve sair do cercado. Só tem o direito de escolher com qual veneno morrerá.
Pedro Cardoso da Costa
“Não há democracia onde o voto é obrigatório”

 

Idadismo: definição, formas explícitas e implícitas

O idadismo, também chamado de ageísmo ou etarismo, refere-se a estereótipos, preconceitos e práticas discriminatórias baseadas na idade. De acordo com a OMS, ele ocorre quando a idade é utilizada para categorizar e dividir pessoas de forma a gerar desvantagens, injustiças ou exclusão, afetando tanto indivíduos mais velhos quanto mais jovens, embora atinja com maior frequência as pessoas idosas. Esse fenômeno pode se manifestar em diferentes níveis, individual, interpessoal e institucional, e envolve dimensões cognitivas (estereótipos), emocionais (preconceitos) e comportamentais (discriminação), podendo ocorrer de forma explícita ou implícita.

As formas explícitas são aquelas conscientes e facilmente reconhecíveis, como negar oportunidades de trabalho com base na idade, usar linguagem depreciativa ou excluir pessoas idosas de espaços sociais e decisões.

Já as formas implícitas são mais sutis e muitas vezes naturalizadas, ocorrendo de maneira inconsciente, como infantilizar pessoas idosas, assumir incapacidade sem avaliação individual, falar mais alto ou mais devagar sem necessidade, ou acreditar que envelhecer significa necessariamente declínio e dependência. 

O idadismo na educação pode se manifestar de forma explícita ou sutil no cotidiano escolar, influenciando práticas, discursos e relações. Muitas vezes, ele não é percebido como preconceito, pois está naturalizado em expressões, atitudes e estruturas institucionais. Reconhecer exemplos concretos é fundamental para identificar e transformar essas práticas.

Na linguagem, o idadismo aparece em expressões que associam a idade a limitações, como comentários que reforçam a ideia de que pessoas mais velhas são “desatualizadas”, “lentas” ou menos capazes de aprender. Também se manifesta na infantilização, quando adultos mais velhos são tratados com diminutivos ou com um tom inadequado, ou ainda em piadas e generalizações que reforçam estereótipos negativos. No ambiente escolar, esse tipo de linguagem pode ocorrer tanto entre estudantes quanto entre profissionais, influenciando a forma como o envelhecimento é percebido. 

Nas atitudes, o idadismo pode se manifestar na desvalorização de professores ou profissionais mais velhos, na resistência a suas contribuições ou na suposição de que não acompanham mudanças pedagógicas ou tecnológicas. Também pode aparecer na forma como estudantes se referem a pessoas idosas ou na ausência de iniciativas que promovam o contato e o diálogo entre gerações. Essas atitudes impactam diretamente o clima escolar e contribuem para a reprodução de preconceitos. Viver o idadismo sem os preconceitos e práticas discriminatórias.

Prof. Dr. Inácio José do Vale, PhD.

Profissional de saúde mental

Especialista em Psicanálise, Psicologia e Psiquiatria

Especialista em Psicologia Clínica pela Faculdade Dom Alberto-RS.

Especialista no Ensino de Filosofia e Sociologia pelo Centro Universitário Dr. Edmundo Ulson – Araras-SP.

Autor do livro Terapia Psicanalítica: Demolindo a Ansiedade, a Depressão e a Posse da Saúde Física e Psicológica

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