terça-feira, maio 5, 2026
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Bate bola – Sergio Luiz

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Olha aí a seleção da LDVR – Liga de Desportos de Volta Redonda em 1961.
A foto foi tirada no Raulino de Oliveira e pertence ao acervo do Cid.

esporte

Em pé da esquerda para a direita: Raul, Eli, Romero, Marreta, Cid e Murtha. Agachados: Coração, Neném, Alan,Waltinho Maleco e Loló.

Prata de casa é de casa; não custa nada

O Volta Redonda continua correndo atrás de reforços para o Carioca de 2018, que começa no dia 17 ou 18 de janeiro. Isso sem contar que já renovou os contratos de alguns atletas. Pena que os mais importantes estão deixando o Voltaço. É o caso do zagueiro Luan e do atacante David Batista, que receberam propostas melhores e se mandaram. Detalhe: a diferença entre o que eles queriam e o que clube oferecia era pequena. Mostra que os dirigentes não vão fazer grandes investimentos para o estadual e que não pretendem dar aumento a ninguém. Fica a pergunta: será que vão encontrar jogadores no mesmo nível dos dois? Acho que não.

O que mais incomoda é que os jogadores da base estão sendo emprestados, sem ter a devida oportunidade de treinar no time titular. Disse treinar! Jogar, então, jamais. É o caso do volante Diego Alves, 25, que teve o contrato renovado e foi emprestado ao América para disputar a seletiva do Estadual. Seria um jogador interessante como reserva imediato do volante Marcelo.

A impressão que se tem é que isso acontece porque é preciso abrir espaços para a chegada dos ‘craques de empresários’. Entendo que a diretoria deveria dar oportunidades aos jogadores prata da casa. Como não acontece, os garotos vão embora à procura de clubes. Quando não abandonam a profissão. E aí o Voltaço fica a ver navios. Tenho dito!

 

Aposta

A GNT fez recentemente uma matéria com um garoto de Volta Redonda que, sem ter sido descoberto pelos olheiros do Voltaço, está no Flamengo, onde está sendo preparado para ser um novo Vinicius (craque do Menga que já foi vendido para o Real Madri). 

 

Copinha

O Voltaço vai disputar a Copa São Paulo de Futebol Júnior no período de 2 a 25 de janeiro. É a terceira vez que o tricolor de aço participa do torneio. Nas anteriores não fez nada de bom, nem passou da primeira fase. É importante participar, mas é preciso montar um time em condições de representar bem a cidade do aço, sem dar vexames. Caso contrário, mostra que o trabalho de base deixa a desejar.

 

Árbitro de Vídeo

A Alerj aprovou na terça, 31, o projeto de lei que obriga o uso do árbitro de vídeo nos jogos do Estadual. Os deputados aprovaram ainda que a CBF é quem terá que pagar a conta e não a Federação Carioca. É fazer saudação com o chapéu dos outros, né?

 

Barra Mansa

A diretoria do Barra Mansa insiste em resistir à pressão dos torcedores e conselheiros que querem a renúncia de todos os diretores, além do presidente do clube e ainda do Conselho Deliberativo. Osso duro de roer…

 

História

Na década de 80, o Voltaço contratou um jogador com características de ser viril, um autêntico cabeça de área, que não perdia a viagem. Certo dia, jogando contra um time da segunda divisão (não me lembro do nome), que tinha uma defesa que batia mais que bateria de escola de samba, numa bola dividida, o “vigoroso” craque tirou o pé. Indignado, o treinador Alfredo Gonzalez, com seu sotaque argentino, gritou: “Ô rapaz, é para dividir, pô!”. Nosso herói devolveu na lata: “Ei professor, quê isso? Eu vim aqui para somar e não dividir, pô!”. O pipoqueiro nunca mais foi escalado. É mole? 

 

Ônibus

Um passarinho me contou que o ônibus do Voltaço, cedido em comodato pela MAN (ex-Volks), teria que passar por uma vistoria de fábrica a cada dois anos. O que nunca teria acontecido, embora não esteja em boas condições de conservação. 

 

Bola dentro

Para o jogo entre Palmeiras e Cruzeiro. Há muito não se via uma partida emocionante, de boa qualidade técnica. Um espetáculo. Pena que o árbitro Heber Roberto Lopes tenha anulado o gol que daria a vitória ao Palmeiras. Ele errou!

 

 

Bola fora

Para o time do Palmeiras, que perdeu a oportunidade de encostar no Corinthians ao empatar com o Cruzeiro. Agora vai para o confronto direto com o Timão e terá que ficar torcendo para que o rival perca pontos nas próximas rodadas. Sem esquecer que ele terá que vencer tudo daqui em diante.

A perder de vista

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Empréstimos podem ser uma boa estratégia para concretizar grandes planos ou quando é preciso lidar com gastos inesperados. Também podem ser uma forma de lidar com o endividamento – a principal razão observada entre os consumidores brasileiros que recorrem aos empréstimos em bancos e financeiras. De acordo com uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a principal finalidade do empréstimo pessoal ou consignado é o pagamento de dívidas (37%), como faturas atrasadas no cartão de crédito, prestações não pagas em lojas e até mesmo outros empréstimos adquiridos no passado.

 

Em segundo lugar aparecem o pagamento de contas básicas, como aluguel, condomínio, luz, telefone e escola (21%). A compra ou troca de um carro (16%), reforma da casa ou apartamento (14%), compra de mantimentos para casa (12%) e a realização de viagens (9%) aparecem em seguida no ranking de motivações.

 

“Se o objetivo é antecipar o consumo, como, por exemplo, a reforma da casa, o custeio dos estudos ou a troca do carro, é importante que se observe todos os custos financeiros envolvidos e o quanto as parcelas irão comprometer da renda”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. “Como revela a pesquisa, o empréstimo pode também ajudar a quitar outras contas atrasadas, mas desde que as condições do empréstimo sejam mais favoráveis do que as dívidas acumuladas”, afirma.

 

A pesquisa mostra que 20% dos brasileiros possuem um empréstimo pessoal em banco, 16% um empréstimo consignado, que é descontado diretamente da folha de pagamento, e 9% têm empréstimo feito em financeira. Do total de brasileiros que possuem algum empréstimo, 62% recorreram ao empréstimo pessoal de bancos, 51% buscaram um consignado e 28% recorreram ao empréstimo de financeiras.

 

Para a economista-chefe, o empréstimo, embora seja uma opção para a quitação de dívidas, não deve ser banalizado. “Contrair um segundo débito para quitar o primeiro faz sentido quando se consegue condições melhores, com juros mais baixos e prazos mais amigáveis, substituindo uma dívida mais cara por outra mais barata”, aconselha Kawauti. “Porém, é fundamental refletir sobre o próprio comportamento a fim de entender a razão do descontrole financeiro e, se possível, resolver a situação ajustando os gastos. Se a pessoa não se organizar, ao invés de resolver um problema, poderá criar outro ainda maior”.

 

De acordo com o levantamento, os fatores determinantes para a escolha do crédito são as menores taxas de juros (48%) e os menores valores das parcelas (21%). Por outro lado, 17% alegam não ter muito tempo para pesquisar ou comparar as taxas e juros cobrados e 13% dizem que nem sempre podem escolher, adquirindo o empréstimo para o qual conseguem aprovação, independente da taxa de juros. A maioria (78%) afirma ter verificado a possibilidade de pagamento das prestações antes do empréstimo. Cerca de 67% dizem estar conseguindo pagar todas as parcelas em dia, enquanto 24% admitem ter atrasado e 9% dizem ainda estar com as parcelas atrasadas.

 

O educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, lembra que deixar de observar as tarifas envolvidas numa operação como essa é um equívoco que certamente aumenta o risco de inadimplência: “Quem diz que não tem tempo de pesquisar as taxas pode acabar pagando caro por isso, pois as taxas variam muito de instituição para instituição. De que adianta a facilidade de conseguir um empréstimo, se depois não vai conseguir pagar? Em pouco tempo esta segunda dívida pode fugir ao controle, comprometendo a vida financeira por muito tempo”.

 

Cerca de 16% dos consumidores tentaram pegar algum tipo de empréstimo nos últimos três meses, sendo que 10% conseguiram e 6% tentaram e não conseguiram. As garantias de pagamento mais solicitadas pelos credores, de acordo com os consumidores que tomaram algum empréstimo, são o desconto das prestações na folha de pagamento (42%) e seguro (12%). Para 44%, o empréstimo feito foi totalmente suficiente para cumprir a sua finalidade, mas para 48% ele foi apenas parcialmente suficiente.

 

Dentre o total de consumidores brasileiros que atualmente possuem algum empréstimo pessoal em banco, 68% fizeram a solicitação diretamente com o credor, enquanto 13% aceitaram a oferta do banco. Já entre os que possuem empréstimo pessoal em financeiras, 58% solicitaram diretamente, ao passo que 21% receberam a oferta de uma instituição e aceitaram a proposta. Com relação ao empréstimo consignado, 76% fizeram a solicitação e 18% aceitaram a oferta feita. Segundo o levantamento, 17% dos tomadores de empréstimos em bancos estão com o nome sujo devido a atrasos na quitação das parcelas. No caso dos empréstimos com financeiras, o percentual de devedores que já foram registrados em serviços de proteção ao crédito por causa dessa modalidade de empréstimo aumenta para 23% e no consignado cai para 7%. A pesquisa revela que 56% fazem algum tipo de controle do pagamento das parcelas, porém 20% não possuem esse hábito.

Consignado

Atualmente, 16% dos brasileiros possuem empréstimo pessoal consignado, que é descontado mensalmente da folha de pagamento de trabalhadores, aposentados e pensionistas. Na média, cada entrevistado dividiu o empréstimo em 32 parcelas, quantidade bastante superior à constatada entre os consumidores que possuem empréstimos com bancos (15 parcelas, em média).

 

A economista Marcela Kawauti esclarece que embora o consignado – que cobra taxas mais baixas do que outros tipos de empréstimos – seja uma modalidade popular em situações de sufoco, é preciso tomar alguns cuidados extras. “A prestação deste tipo de empréstimo sempre cabe no bolso do consumidor, pois o valor é retirado do salário, mas a pergunta que se deve fazer é: estou preparado para viver sem esta fatia da minha renda pelos próximos 30 meses ou mais? De nada adianta pagar as parcelas em dia e enfrentar dificuldades para lidar com as despesas básicas ou deixar de honrar outros compromissos”, conclui.

Metodologia

A pesquisa traça o perfil de 601 consumidores de todas as regiões brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos e pertencentes às todas as classes sociais. A margem de erro é de 4,0 pontos percentuais e a margem de confiança, de 95%.

Papel da escola?

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Vinícius de Oliveira

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Uma pesquisa inédita, com relevância internacional, chamou a atenção do mundo. Jovens estudantes de sete países da América Latina, que se identificam como gays, lésbicas ou transexuais, entrevistados entre dezembro de 2015 e março de 2016, afirmaram que se sentem inseguros nas escolas. Os resultados foram recentemente apresentados ao Brasil, em audiência pública conjunta das comissões de Relações Exteriores; e de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. 

 

A pesquisa foi feita com estudantes do ensino básico, com idade acima de 13 anos e que se identificavam como integrantes da comunidade LGBT. No Brasil, 1.016 adolescentes responderam ao questionário, feito pela internet, de forma anônima. E o cenário é o seguinte: 73% dos estudantes sofrem bullying homofóbico; 60% se sentem inseguros nas escolas; e 37% já sofreram violência física.

 

Em Volta Redonda e região ainda não foi feito um levantamento específico como este, mas existem números registrados. São tão assustadores quanto. De acordo com o coordenador do VR sem Homofobia, Natã Teixeira, de 3 a 4 jovens são expulsos de suas casas, todos os meses, apenas por se assumirem para a família como homossexuais. “Os jovens são expulsos de casa, pois seus pais e responsáveis não entendem a orientação deles. São colocados para fora sem qualquer tipo de assistência e não encontram no poder público acolhimento. Esses seres humanos ficam sem referências, com medo e sem perspectiva”, comentou Natã.

 

Tem mais. Os casos com maior incidência registrados pelo VRSH, que atende a população do Sul Fluminense, estão relacionados às violações de direitos civis básicos do ser humano. Segundo Natã, são pelo menos 6, todo mês. “São casos de discriminação em locais públicos como escolas e repartições. Recebemos denúncias de tratamentos diferenciados, com chacotas ou algum tipo de pouco caso, negligência”, relatou, de forma indignada.  

 

Mesmo com tantos índices capazes de causar arrepios em qualquer ser humano ainda assim, o Poder Público insiste em fechar os olhos enquanto a população LGBTIQ é agredida ou morta nas vielas de pequenas e grandes cidades. O Ministério Público Federal de Volta Redonda bem que tentou forçar a discussão do assunto nas escolas e postos de saúde do Sul Fluminense. Algumas prefeituras, como a de Vassouras, por exemplo, conseguiram avançar. Outras, no entanto, preferiram ceder às pressões de setores políticos ligados a movimentos conservadores como a Igreja Católica, e se negam a debater o tema ou simplesmente abandonaram o trabalho no meio do caminho.

 

Foi o que aconteceu na cidade do aço. Seguindo a determinação do MPF, a secretária de Educação de Volta Redonda, Rita de Cássia, criou um grupo de trabalho onde a LGBT fobia nas escolas fosse amplamente estudada e discutida. Participavam do GT integrantes da própria secretaria e de movimentos sociais como o ‘Mães pela Diversidade’ e o VRSH. Juntos, chegaram a elaborar um questionário, ao qual o aQui teve acesso, para ser respondido pela comunidade interna escolar (exceto alunos). O objetivo era identificar casos de preconceito de todas as ordens, mas, principalmente, contra homossexuais na rede de ensino público do município. Responderam ao questionário 1.951 pessoas entre professores, funcionários administrativos e ainda o pessoal de apoio das escolas.

 

Um dos pontos que mais chamou a atenção foi o das perguntas relacionadas ao trato das questões de gênero: 36,9 % dos entrevistados disseram que “a homossexualidade é percebida, mas não é discutida no espaço escolar”. Já 23,1% consideraram que os assuntos ligados à homossexualidade não devem ser discutidos na escola; 16,2% afirmaram perceber e discutir o assunto entre os colegas, mas sem qualquer fim de resolução de conflitos ou mudanças de postura.  E outros 22,7% não souberam opinar e nenhum dos servidores que responderam ao questionário disseram que há um trabalho efetivo para combater a homofobia dentro do ambiente educacional.

 

O questionário quis saber também qual era a percepção dos funcionários quando o corpo técnico-pedagógico era obrigado a se posicionar frente a um ataque homofóbico. Quase a metade dos que participaram da entrevista (49,8%) admitiu que desconhece os casos ou estes são tratados de forma superficial e generalizada. Além desses, 14,9% voltaram a afirmar que “não é assunto para a escola”. Por fim, mais de 800 pessoas afirmaram que a incidência de ataques homofóbicos dentro do ambiente escolar ou preconceitos religiosos são mínimos ou nulos.

 

Parou no caminho

Alguns professores e pais de alunos ficaram insatisfeitos com a iniciativa da secretaria de Educação de discutir, entre outras, a homofobia nas escolas. Cheios de ira, foram reclamar no Palácio 17 de Julho e na conservadora Câmara dos Vereadores. O presidente da Casa, vereador Sidney Dinho, quando tomou conhecimento do que estava acontecendo nas escolas da cidade do aço, se indignou. Ele usou, inclusive, suas redes sociais para criticar a secretária de Educação. Em seu texto, o parlamentar criticou a ideia da existência de famílias multinucleares bem como a discussão desse assunto entre o corpo docente.

 

O post do vereador foi bombardeado por críticas. Gays, lésbicas, transgêneros e simpatizantes soltaram o verbo na página de Dinho e exigiam sua retratação. Como o presidente da Câmara não o fez, alguns integrantes do público LGBTIQ ocuparam o Plenário e, com palavras de ordem, exigiram uma audiência com o vereador. Dias mais tarde foram recebidos por Dinho e protagonizaram, no gabinete da presidência, um embate histórico.

 

Um militante leu uma carta de três páginas endereçada ao vereador, explicando, com dados de órgãos internacionais como a Organização das Nações Unidas a urgência de se combater a homofobia no espaço escolar. Explicou ainda os conceitos aceitos pelo IBGE de famílias multinucleares (quando a unidade familiar não é composta pelo tradicional modelo de pai, mãe e filho). Mas os esforços dos manifestantes foram em vão.

 

“Nesse dia, pediram que me retratasse por ter criticado o que a SME estava fazendo. De fato, usei palavras incorretas para os dias de hoje, mas não vi a necessidade de me retratar, pois o que postei foi na minha página pessoal do Facebook. Porém, admito que aprendi bastante nesse dia, principalmente ouvindo a integrante do ‘Mães pela Diversidade’. Só que esse assunto [discussão de gênero] é muito sério e não pode ser feito de qualquer maneira”, resumiu Dinho.

 

Mais tarde, o grupo questionou a postura do prefeito Samuca sobre o motivo pelo qual teria dado a ordem de que se encerrasse as discussões na SME. Samuca adotou um discurso parecido com o de Dinho. “A sociedade ainda não está preparada para discutir o assunto. É muito sério e não pode ser feito de qualquer maneira. Por isso temos a intenção de discutir com as bases da sociedade num fórum que está sendo construído pela secretaria de Direitos Humanos e Comunitária”, justificou o prefeito, embora, segundo uma fonte, Samuca já teria dado carta branca à secretária de Educação. “Pediu apenas cautela, mas mandou seguir”.

 

Discussão ‘abriu o armário’

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Marília Lima Givisiez, 21, é funcionária da secretaria de Educação de Volta Redonda. Ela se declara homossexual, mas, até pouco tempo, ninguém sabia disso. As únicas pessoas que dividiam seu segredo eram amigos bem próximos. “Eu tinha medo de não ser aceita. Tinha medo da reação das pessoas ao meu redor. Mesmo convivendo no trabalho com amigos também homossexuais, ainda assim não acreditava que seria aceita”, lamentou, relembrando o quanto ficava angustiada. “Não podia ser eu mesma. Tinha sempre que fingir”, pontua.

 

Mas tudo isso mudou quando a SME começou a discutir gênero. Conforme conta Marília, as reuniões com os professores sobre o tema eram embasadas em estudos e teorias que fazem parte do arcabouço das Ciências Sociais. “Os professores e funcionários puderam participar de uma reunião onde o assunto foi discutido com embasamento teórico. Deu para perceber claramente qual era o papel da escola no que diz respeito às áreas pedagógicas e a importância de acolher indivíduos homossexuais. Minha mãe também é da rede. Eu sabia que ela participaria dessa reunião e, assim, abriria mais a mente. Graças a essa iniciativa da SME, tomei coragem de ‘sair do armário”’, contou.

 

Para Marília, as discussões deveriam continuar. “Em nenhum momento a SME exigiu que os professores dissessem para as crianças que elas poderiam ser meninos ou meninas de acordo com a vontade delas. Também não alegaram que teria de ter um banheiro só na escola como muitos tolos acreditam. A discussão se mantinha no acolhimento de alunos homossexuais e na importância de garantir o acesso e a permanência dele na sala de aula. Inclusive, isso é uma prerrogativa da Lei de Diretrizes e Bases da Educação para evitar a evasão escolar e, mais tarde, os ataques homofóbicos da sociedade que temos visto”, disse.

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