quinta-feira, maio 7, 2026
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O poder corrompe?

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A corrupção é um mal internacional que ataca praticamente todos os governos, em maior ou menor grau. Como disse um jurista, é um “vício resultante da relação patrimonialista entre Estado e sociedade”. A ONG Transparência Internacional realiza a cada ano o Índice de Percepção da Corrupção, abrangente estudo sobre a corrupção no mundo. A partir da opinião de diversos especialistas no tema são conferidas aos países notas que variam de 0 a 100. Quanto mais próxima de zero for a pontuação, mais corrupto é o setor público daquele lugar. É muito raro um país alcançar o grau máximo. No último relatório (2014), a Dinamarca, país de elevada honestidade, obteve 92 pontos.

O Brasil está na outra ponta e os brasileiros bem sabem disso. Quem tiver paciência e pesquisar terá dificuldade para encontrar um governo que não tenha sido envolvido em escândalos e corrupção. Será que não há solução para esse problema? Não haverá meio eficaz de combate? O que se pode afirmar é que um dos fatores é a falta de partidos com coerência, seriedade e responsabilidade pelos governos que elegem, nos três níveis: federal, estadual e municipal. O PMDB, que nasceu como MDB, iniciou sua história partidária conquistando a opinião pública tanto pela aguerrida oposição ao governo militar quanto pela pregação e prática de princípios éticos. Cresceu, tornou-se o maior partido nacional e chegou ao governo; aí perdeu os princípios, envolveu-se em corrupção e adotou a prática do fisiologismo. O poder contaminou o partido e manchou seu passado.

O PSDB surgiu de dissidência que não concordava com a postura e os deslizes do PMDB. As lideranças criaram então o novo partido que se apresentava como a “banda sadia”. Hoje, diversas administrações tucanas estão envolvidas em práticas de corrupção. Por fim, o PT. Enquanto apenas oposição era a sigla politicamente mais pura, com robusta defesa da moralidade na administração pública. Conquistado o poder, esqueceu o ideário e o discurso. A marca mais forte dessa degeneração é o vergonhoso escândalo do mensalão e mais recentemente o que envolve a Petrobras; porém não são os únicos, pois em governos estaduais e municipais igualmente ocorrem casos de corrupção.

Na administração federal há um agravante que gera clima favorável. Trocam-se os ministros, mas o segundo e o terceiro escalões continuam gravitando no sistema, são esses que conhecem os caminhos e exercem influência – para o bem ou para o mal. Um ministro ou político novo que chega à “corte” se surpreende com o número desses que giram em torno do poder para “vender” experiências e revelar o caminho das pedras.

Depois deles, os lobistas de variadas bitolas. Todos têm seus “métodos” de convencimento e persuasão para qualquer tipo de negócio. Tudo isso promove giros de milhões e bilhões, basta atentar para o fato de o Distrito Federal ter o 7º maior PIB entre as unidades da federação, sem indústrias que gerem emprego, renda, produção e tributos. Tudo vive em função do governo e sua estrutura de pessoal, negócios e contratos.

A corrupção afeta diretamente o bem-estar dos cidadãos ao diminuir os investimentos públicos na saúde, na educação, em infraestrutura, segurança, habitação, entre outros direitos essenciais à vida, e fere criminalmente a Constituição quando amplia a exclusão social e a desigualdade econômica.

Luiz Carlos Borges da Silveira é empresário, médico e professor. Foi Ministro da Saúde e Deputado Federal.

Bate bola -Sergio Luiz

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Homenagem póstuma a Darci Cavalo. A foto é do tempo em que o Voltaço fazia seus craques em casa.

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Em pé: Roberto Silva, Vicente, Deninar, Elso, Roberto Denis e Nem.  Agachados: Chita, Roberto Bombinha, Darci Cavalo, Eduardo Araújo, Humberto e José Roupeiro

Voltaço vence E.C. Resende, mas perde mais uma

O time de Felipe Surian conseguiu sua primeira vitória na fase preparatória para o Estadual de 2018. A vítima foi o E.C. Resende, da 3ª divisão. Não confundir com o tradicional Resende E.C., que está disputando a seletiva do Cariocão. O tricolor de aço, que vinha de dois empates e duas derrotas, acumulou mais uma ao perder para o Boavista na quinta, 4, por 3×2.  A falta de vitórias já incomoda a comissão técnica e a diretoria.

O treinador terá muito trabalho para definir o time ideal que estreia dia 17, quarta, às 21h45min, no Raulino de Oliveira, que provavelmente será o seguinte: Douglas Borges, Luís Gustavo, Daniel Felipe, Bruno Costa e Michel Benhami; Bruno Barra, Marcelo e Rafael Granja ou Vinícius Pacheco, Dija Baiano, Fabinho Alves e Anselmo.

Darci Cavalo
Vítima de um infarto fulminante, morreu na quarta, 3, o ex-atacante Darci Cavalo, de 49 anos, que morava no Rio de Janeiro. Darci foi um dos maiores jogadores do Voltaço. Em 1993, depois de uma grande fase, foi negociado com o Belenenses, de Portugal. Rodou o mundo e, ao retornar ao Brasil, jogou no Botafogo, entre outros. Darci Cavalo foi sepultado ontem, sexta, 5, no Portal da Saudade, em Volta Redonda. Em homenagem a ele é o nosso Varandão da Saudade dessa edição.

Seletiva
Macaé com 6 pontos e Cabofriense com quatro lideram a fase seletiva do Estadual, seguidos de Bonsucesso e Resende com 3 pontos. Em situações complicadas estão o Goitacás, com 1 ponto, e o América, em último, sem pontuar. Ambos fazem o jogo dos desesperados hoje, sábado, 6, às 16 horas, em Bacaxá. Já Cabofriense e Macaé disputam a ponta da tabela, no mesmo horário, no Correão. Fechando a rodada, Resende e Bonsucesso jogam no Estádio do Trabalhador. Vale lembrar que os dois primeiros entram na segunda fase, quando começa o verdadeiro estadual. Os dois últimos serão rebaixados.

Barra Mansa
O presidente do Conselho Deliberativo, Silvio Francisco, terá, a partir do dia 20 de janeiro, 15 dias para tentar derrubar a liminar obtida pelo presidente Anderson Florentino. Será que consegue? Difícil de acreditar.

 

Copinha
O time sub-20 do Volta Redonda estreou na Copa Cidade de São Paulo de Juniores empatando com o Fortaleza em 1 a 1, jogo realizado em Itapira (SP). O tricolor de aço volta a campo amanhã, 7, domingo, às 17 horas, para jogar  contra o Itapirense, e encerra a primeira fase na quarta, 10, também às 17 horas, contra o Estânciano. É a terceira vez que o Voltaço participa da competição.

História
Essa doeu. O polêmico Ronaldo Fenômeno estava sendo entrevistado pela apresentadora Ana Maria Braga quando, em certo momento, ela perguntou ao craque do Milan e seleção brasileira qual era a sua religião. Como se estivesse prestes a fazer um golaço, Ronaldinho respondeu: “Sou católico”. Até aí, tudo bem. Veio outra pergunta: “Qual é o seu santo de devoção, aquele que você apela quando a barra está pesada?”. O artilheiro: “Tenho rezado muito para São Cristóvão, porque eu joguei lá, né?!”. É mole?!

Mudanças
A CBF determinou que a partir de 1º de janeiro de 2018 todos os clubes deverão apresentar a carteira de trabalho de cada atleta, devidamente assinada, no momento do registro do contrato. Já a Federação Carioca a partir deste ano definiu que os clubes da série A, B1 e B2 terão que disputar obrigatoriamente, além do campeonato de sub-20,  também o sub-17. Quebradeira geral.

Bola dentro
Para a Copa Cidade de São Paulo, que revela muitos craques. É bem verdade que não é como em tempos passados, porém, continua sendo um celeiro para os futuros craques.

Bola fora
Para os clubes do Rio de Janeiro, que estão enrolados para reforçar suas equipes. Muita especulação, pouco dinheiro e muita incompetência. Depois contratam os ‘craques’ já com validade vencida.

 

‘O nome dele é Miguel’

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Miguel foi, disparado, o nome mais escolhido pelos pais dos recém-nascidos no Brasil no ano de 2017. O nome de origem hebraica está no topo da lista dos mais registrados no país, dando nome a 25.710 recém-nascidos, em levantamento inédito junto a todos os 5.570 mil Cartórios de 16 estados brasileiros. Na sequência aparecem Arthur, com 21.161 registros de nascimentos, e Alice, o primeiro nome feminino da lista, com 18.508 registros.

 

Um novo ranking, mais completo e detalhado, desenvolvido pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen/Brasil) com base nas informações prestadas por todos os Cartórios dos Estados do RS, SC, PR, SP, ES, MG, MS, GO, DF, RO, AC, AP, RR, CE, PE e AL à Central Nacional de Informações do Registro Civil (CRC Nacional) mapeou um estudo completo sobre os nomes mais registrados no Brasil em 2017. Os demais estados ainda adequam o sistema de seus cartórios para a CRC.

 

A nova metodologia permitiu a segura identificação de nomes simples e compostos e a comparação efetiva para se chegar aos nomes mais escolhidos dentre os 1,475.278 milhão de nascimentos registrados nestes estados do país até o dia 10 de dezembro do ano passado. Ao todo, a população brasileira escolheu um total de 47.404 nomes diferentes, alguns deles com ampla variação de grafia, além dos tradicionais nomes diferentes escolhidos pelos pais.

 

Em 2017, além dos três primeiros colocados, a lista nacional dos “10 Mais” conta com Davi (15.372 registros), Heitor (13.718 registros), Valentina (13.193 registros), Gabriel (12.636 registros), Helena (12.615 registros), Laura (12.594 registros) e Bernardo (12.529 registros).

 

No ranking separado por sexo, os 10 nomes masculinos mais escolhidos foram Miguel (25.710), Arthur (21.161), Davi (15.372), Heitor (13.718), Gabriel (12.636), Bernardo (12.529), Lorenzo (11.098), João Miguel (10.343), Enzo Gabriel (10.195) e Pedro Henrique (9.237).

 

Já entre as mulheres, o ranking dos 10 nomes mais registrados foram Alice (18.508), Valentina (13.193), Helena (12.615), Laura (12.594), Sophia (12.449), Maria Eduarda (9.922), Lorena (9.202), Júlia (9.122), Heloísa (8.639) e Lívia (8.019).

Nomes tradicionais, da moda e variações

O estudo possibilitou identificar ainda um ranking nacional considerando-se apenas o primeiro nome, as variações dos nomes mais comuns, além dos nomes menos comuns ou que caíram em desuso nos últimos anos. Considerando-se apenas o primeiro nome dos registros, o ranking muda completamente de patamar.

 

Nesta situação, Maria passa a ser o nome mais registrado, com 80.192 registros de nascimento, seguido por João (44.450), Ana (41.500), Davi (36.723), Arthur (34.831), Alice (24.420), Pedro (28.327), Enzo (24.923), Sophia (19.775) e Heitor (18.483).

 

Interessante observar que nomes tradicionais, como Maria, possuem 885 variações de registros, sendo Maria Eduarda o mais comum, com 9.922 registros. Na sequência estão Maria Clara (7.768), Maria Luiza (6.183) e Maria Julia (5.655). Dos 80.192 registros de nomes com Maria, 73.775 são nomes compostos. Já Ana possui 270 variações de nomes registrados, com destaque para Ana Julia (6.551), Ana Clara (5.885) e Ana Luíza (3.641). Dos 41.500 registros com o nome Ana, 38.653 dão origem a nomes compostos.

 

Entre os homens, João possui 154 variações de nomes registrados, com destaque para João Miguel (10.343), João Pedro (6.303) e João Lucas (4.830). Das 44.450 crianças registradas com o primeiro nome João, 40.896 ficaram com nomes compostos. Já Pedro possui 232 variações de nomes, com destaque para Pedro Henrique (9.237), Pedro Miguel (1.741) e Pedro Lucas (1.585). Dos 28.327 Pedros registrados, 19.433 ficaram com nomes compostos.

 

Nomes considerados “da moda” também aparecem na lista, sendo Enzo uma das situações mais curiosas, já que duas formas quase empatadas dominam o registro de crianças com este nome: Enzo Gabriel (10.195 registros) e Enzo (8.196). Em número maior registram-se as variações de Davi, sendo David Lucas o mais comum, com 4.485 registros, seguido por Davi Lucca, David, David Miguel e Davi Henrique.

 

Por fim, os registros de nomes que chegaram a ser comuns em outras épocas e que cada vez mais caem em desuso, como Liliana, Sonia, Regis, Vicente, Raquel, Otacílio, Vicente e Émerson. A lista traz ainda nomes “bem” diferentes, como Riquelmi, Moa, Darcksson, Ambar, Iasã, Zeonilde, Dã, Steice e até um Donald, mas sem Trump.

RANKING NACIONAL DE NOMES MAIS REGISTRADOS

10 nomes mais frequentes – Geral

MIGUEL        25.710
ARTHUR        21.161
ALICE        18.508
DAVI            15.372
HEITOR        13.718
VALENTINA    13.193
GABRIEL        12.636
HELENA        12.615
LAURA        12.594
BERNARDO    12.529

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