segunda-feira, outubro 26, 2026
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Cidade mantém saldo positivo na geração de empregos em 2026

Barra do Piraí segue apresentando bons índices na geração de empregos em 2026. Após bater recordes e recuperar os números do setor em 2025, quando encerrou o ano com saldo positivo de 590 empregos, o município mantém o desempenho favorável neste ano. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), nos sete primeiros meses de 2026, Barra do Piraí registrou saldo positivo de 127 empregos formais, resultado da diferença entre admissões e desligamentos registrados no período.
O secretário de Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Paulinho do Royal, destacou que o avanço na geração de empregos acompanha o crescimento da atividade empresarial no município. “O avanço na geração de empregos e na abertura de empresas em Barra do Piraí é notável. Em 2025, abrimos 1.964 empresas, e esse resultado é reflexo de um conjunto de ações voltadas para a desburocratização, o incentivo ao empreendedorismo e a criação de um ambiente cada vez mais favorável para quem deseja investir e gerar renda no município.”
Barra do Piraí também vem investindo na criação da Companhia de Desenvolvimento Econômico, na ampliação de empresas já instaladas e na implantação de novos empreendimentos industriais, com o objetivo de fortalecer a atividade econômica e ampliar as oportunidades de emprego e renda.

Para a Prefeitura, a localização estratégica do município, cortado pela BR-393, pela RJ-145 e pela malha ferroviária, representa um dos atrativos para novos investimentos. A proposta é fortalecer o comércio, ampliar a atividade industrial e estimular setores como o turismo e a economia criativa.

A prefeita de Barra do Piraí, Kátia Miki, ressaltou que a gestão vem adotando medidas para tornar o município mais ágil e atrativo para empreendedores e investidores. “Uma das nossas principais ações é a criação da Companhia de Desenvolvimento Econômico, que irá agilizar processos e contribuir para a atração de novos investimentos. Também avançamos com iniciativas como o Contrata+Brasil e o Regin 2.0, que reduzem a burocracia, facilitam o acesso dos pequenos empreendedores às oportunidades e tornam mais rápida a abertura de empresas. São ações que, juntas, fortalecem nossa economia e criam um ambiente mais favorável para a geração de empregos e renda”.

Com essas e outras iniciativas, Kátia espera ampliar ainda mais a geração de empregos no município, especialmente nesta reta final do ano, período marcado por maior movimentação no comércio e na prestação de serviços. “A gestão municipal segue trabalhando para fortalecer a economia local, atrair investimentos e criar novas oportunidades para a população”, comentou.

Tempos difíceis

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Ex-prefeito é condenado por injúria racial; defesa diz que vai recorrer

Após perder a eleição de 2024, quando buscava a reeleição à Prefeitura de Itatiaia, Irineu Nogueira (MDB) agora enfrenta uma condenação por injúria racial movida por uma funcionária de uma padaria em Resende. A decisão é da 2ª Vara Criminal de Resende e foi proferida pelo juiz Diego Ziemiecki. Segundo a sentença, o político chamou a vítima de “aquela negrinha” depois de ser advertido por ela de que não poderia mexer na vitrine do estabelecimento. 

Irineu foi preso em 2023, quando ainda exercia o cargo de prefeito, em razão do caso – mas foi liberado no dia seguinte. Agora, a condenação estabelece pena de 2 anos e 6 meses de reclusão, além de 68 dias-multa. A pena de prisão, no entanto, foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pelo pagamento de 10 salários mínimos a uma entidade voltada ao combate ao preconceito racial. Além da pena, o juiz determinou que o ex-prefeito pague à vítima também 10 salários mínimos, por danos morais, e arque com as custas do processo. 

Em nota publicada nas redes sociais, o advogado do ex-prefeito, Rafael Faria, informou que a defesa irá recorrer da sentença. “Recebemos com absoluta tranquilidade, mas também com profunda discordância. A defesa não se convence, de forma alguma, de que o conjunto probatório produzido nos autos autorize a conclusão a que chegou à sentença”, afirmou, ressaltando que respeitar a decisão judicial não significa concordar com ela. 

Segundo Rafael Faria, a defesa apresentou uma versão dos fatos e elementos que, em sua avaliação, deveriam ter recebido uma análise mais rigorosa. “E que serão novamente submetidos à apreciação do Poder Judiciário. Os fatos não são verdadeiros. Irineu é um homem que tem uma história, uma vida pública e uma trajetória que não podem ser resumidas a uma acusação dessa natureza, e sua verdade será demonstrada”, completou.

A primeira

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As monitoras de creche cruzaram os braços durante uma greve de três dias (22, 23 e 24) esta semana em Resende. O movimento, primeiro enfrentado pelo governo Tande, foi promovido pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), com apoio da Associação dos Profissionais da Educação Municipal de Resende (APMR). A categoria reivindica o cumprimento da Lei federal 15.326, de janeiro deste ano, que enquadra os professores da educação infantil como profissionais do magistério. Até que isso aconteça, o caminho promete ser árduo.

Segundo o diretor do Sepe, Beto Almeida, a nomenclatura ‘monitor(a) de creche’, adotada por Resende, é uma manobra para o município descumprir a lei. Ele disse ainda que os próximos rumos do movimento seriam definidos em assembleia. Já a diretora da APMR, Jaqueline Ferraz, informou que, além da forte chuva que caiu na cidade no primeiro da greve, as monitoras foram ‘recepcionadas’ no pátio da prefeitura pela Guarda Civil Municipal, “que estava armada até os dentes para receber só mulheres, praticamente”, embora os agentes não tenham sido truculentos, segundo ela. 

Jaqueline acrescentou que diversas monitoras relataram terem sofrido assédio atribuído a diretoras de creche, como ameaças de desconto dos dias parados na folha de pagamento. A reportagem também tentou ouvir o posicionamento da prefeitura, mas, até o fechamento desta edição, não havia recebido retorno. No entanto, o espaço permanece aberto, à espera de um pronunciamento.

“Nós fomos à prefeitura para falar com o prefeito, que não estava ou não queria estar, fugiu, a nosso ver. Conversamos com o procurador do município, que prometeu uma audiência com o prefeito, mas que estão vendo um mecanismo para cumprir a lei… Que é uma lei federal, não é pra ficar se discutindo, não vale a desculpa que não tem dinheiro, porque a receita de Resende vem crescendo substancialmente”, disparou Beto.

Jaqueline acrescentou que, em média, as monitoras de creche de Resende recebem um salário bruto mensal de cerca de R$ 1.700, valor que subiria para mais de R$ 5 mil, em caso de enquadramento. Ela informou ainda que cerca de 150 das quase 220 monitoras que atuam nas 26 creches municipais aderiram à greve. Desse total, 110 teriam participado diretamente da manifestação no pátio da prefeitura. “A taxa de adesão das monitoras, por incrível que pareça, foi algo histórico em Resende. Nunca teve uma taxa de adesão tão alta quanto nessa paralisação desses três dias. A gente teve creches completamente paradas”, completou.

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