Avançou 3,4%

Rio Indústria analisa a produção industrial fluminense de abril

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Em abril, a produção industrial fluminense recuou 1,8%, frente a março, na série com ajuste sazonal. Foi a primeira queda registrada na passagem mensal este ano e o triplo da média nacional (-0,6%). No entanto, no acumulado do ano até abril, a produção industrial fluminense avançou 3,4%. Trata-se do quarto ano consecutivo com crescimento da atividade industrial do Rio no 1o quadrimestre, ainda que com a metade da intensidade do início do ano passado (+6,7%). Os dados analisados pela Rio Indústria são com base na Pesquisa Industrial Mensal, divulgada na terça, 13, pelo IBGE.
Sérgio Duarte, presidente da Rio Indústria, ressalta o crescimento regional fluminense. “Dentre os estados pesquisados, o Rio de Janeiro apresentou o terceiro maior crescimento da produção industrial neste início de ano, atrás apenas do Amazonas (+11,2%) e Minas Gerais (+6,5%). A produção industrial brasileira, ao contrário, acumulou queda no período (-1,0%), diante de 11 estados com resultados negativos”, comentou.
No acumulado do ano até abril, a produção das indústrias de transformação fluminense avançou 5,3%. Trata-se do segundo ano consecutivo de crescimento na atividade industrial no 1o quadrimestre, ainda que em menor intensidade que no início do ano passado (+6,4%).
Dentre os estados pesquisados, o Rio de Janeiro apresentou o segundo maior crescimento da produção industrial de transformação neste início de ano, atrás apenas do Amazonas (+12,2%). A produção industrial de transformação brasileira, ao contrário, acumulou queda no período (- 1,6%), diante de 11 estados com resultados negativos. “6 das 14 atividades pesquisadas no Rio apresentaram resultados positivos neste início de ano, na comparação com o mesmo período de 2022”, destaca Sérgio Duarte.
As principais altas foram registradas em: Outros Equipamentos de Transporte (+162%), Produtos farmoquímicos e farmacêuticos (+28%) e Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+27%). Por outro lado, entre as atividades em queda esse ano, destaque para: Produtos de metal (- 18%), Metalurgia (-10%), Produtos de borracha e de material plástico (- 8,7%), Produtos químicos (-6,8%), Produtos alimentícios (-6,4%) e Veículos automotores (- 4,5%).

INDÚSTRIAS EXTRATIVAS
Em abril, a produção das indústrias extrativas fluminenses recuou 1,0%, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano até abril, a produção das indústrias extrativas fluminenses cresceu 1,8%. “Os resultados positivos nos meses de janeiro e fevereiro suplantaram os negativos de março e abril. Trata-se do segundo ano consecutivo de crescimento na atividade industrial no 1o quadrimestre, ainda que com menos da metade da intensidade do início do ano passado (+4,9%).”, comenta Sérgio Duarte.
Dentre os estados pesquisados, o Rio de Janeiro apresentou o terceiro maior crescimento da produção industrial extrativa neste início de ano, atrás apenas de Minas Gerais (+17%) e Espírito Santo (+2,6%). A produção industrial extrativa brasileira, por sua vez, avançou, em média, 2,9% nesse início de ano. “Por fim, cabe destacar que o conjunto de indústrias extrativas analisados pelo IBGE é bem distinto entre os estados, destacando-se em alguns as atividades de extração mineral e em outros, como o Rio, de petróleo e gás natural”, finalizou.

Atuação em prol do desenvolvimento do Estado
O papel da Rio Indústria tem sido fundamental para ajudar a definir políticas públicas para o setor. “Nos quase três anos de nossa atuação, temos trabalhado junto ao governo estadual para desenvolver soluções e pleitos que visam melhorar o ambiente de negócios e gerar um ambiente mais favorável aos investimentos, harmonizando os interesses dos industriais com o poder público. Apesar dos desafios, existem muitas oportunidades que devemos aproveitar. O estado do Rio de Janeiro tem grande potencial para atrair novos investimentos e fortalecer atividades econômicas em setores como petróleo e gás, siderurgia, metalurgia e alimentos”, afirma Sérgio Duarte.