Agroecologia

Projeto de horta orgânica é desenvolvido em escola da região Leste

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Colocar a mão na terra, manusear sementes e mudas de hortaliças, acompanhar o processo de germinação e desenvolver valores relacionados às questões ambientais estão na pauta diária dos alunos da Escola Vocacionada Socioambiental, que funciona no Ciep Ada Bogato, na Região Leste de Barra Mansa. Com a implantação das oficinas de agroecologia, em março, o projeto ‘Horta: mãos unidas para a agricultura sustentável’ tem propiciado aos envolvidos a consciência acerca da importância da produção de alimentos e a necessidade de buscar caminhos alternativos de combate à falta de alimentos.
A agroecologia integra a grade curricular da unidade escolar, conforme detalhou o secretário de Educação, Marcus Vinícius Barros. “Neste contexto, temos desenvolvido propostas com foco na agricultura sustentável e nas alternativas alimentares. Os resultados estão sendo surpreendentes, e muitos alunos têm levado a experiência para os quintais de suas casas”, afirma.
O projeto envolve cerca de 250 alunos, segundo o coordenador pedagógico Lucas Peres Guimarães. “Por meio de aulas com didáticas específicas para cada nível de escolaridade, conseguimos transmitir as informações teóricas e na sequência, literalmente, colocamos a mão na terra, preparando os canteiros, as sementes e todo o processo de plantio. Aproveitamos para estimular a prática da alimentação saudável em tempos onde um expressivo percentual da população enfrenta problemas de obesidade e suas consequências sobre a saúde, causada na maioria dos casos pelo excesso de comida industrializada, refrigerantes e afins”.
A colheita das verduras orgânicas acontece sempre às sextas-feiras, quando as folhas são higienizadas e preparadas pelos próprios alunos e vão para o cardápio da merenda escolar. E, segundo a diretora da unidade, Juliana Rezende, a hora do almoço, usando os alimentos produzidos pelos alunos, tem gerado grande memória afetiva. “Isso leva nossos alunos a pensarem na importância da atividade de plantar e colher e da valorização àqueles que retiram da produção de alimentos o seu sustento e da sua família”.