Na praça

Cidade vai ganhar Monumento aos Emancipadores

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No dia 17 de julho, Volta Redonda completou 71 anos de emancipação, com direito a bolo oferecido pelo prefeito Neto. Mas só agora, três meses depois, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo divulgou que a cidade do aço vai ganhar um presente: um monumento na Praça Sávio Gama, no Aterrado. Será em homenagem aos emancipadores do município em um lugar ‘quase de destaque, em frente ao Palácio 17 de Julho’.
‘Quase de destaque’ porque o futuro monumento vai ter de dividir espaço com mais dois outros  já existentes na Praça Sávio Gama: um é uma pedra gigantesca sem placa que diga o porquê de estar lá. Quem passa por ela, certamente, se pergunta: “para que isso?”. Outro, ao contrário, tem até três placas ao redor, mas totalmente ilegíveis. Aparentemente foi criado para homenagear Portugal, Camões etc. Está danificado e sujo. Uma pena.

Para piorar, os emancipadores de Volta Redonda terão a companhia de um grupo de pessoas em situação de rua que não saem da Praça Sávio Gama. Ficam lá quase o dia
todo, bebendo, gritando, brigando, xingando. Sorte é que não agridem ninguém. Até hoje, é claro.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo diz que o monumento aos emancipadores vai integrar um conjunto de ações voltadas à valorização do patrimônio histórico, cultural e turístico de Volta Redonda. Espera-se, então, que a construção do equipamento não destrua parte das pedras portuguesas da Praça Sávio Gama, que foram tombadas pelo Patrimônio Histórico, graças a um projeto, de autoria de Renan Cury, aprovado pela Câmara de Vereadores.
“O objetivo é homenagear os emancipadores de Volta Redonda, cidadãos que participaram ativamente do movimento pela emancipação política do município; valorizar a memória coletiva e fortalecer o sentimento de pertencimento da população; além de inserir Volta Redonda em um roteiro de turismo cívico e histórico, ampliando o potencial turístico da cidade”, argumenta o titular da pasta, Sérgio Sodré. Detalhe: o vereador Renan Cury já adiantou ao aQui que vai procurar Sodré para debater a localização do monumento. “Em cima das pedras, não”, disparou. Pelo projeto de Sodré, o Monumento dos Emancipadores será construído em frente ao Palácio 17 de Julho, espaço central e simbólico para a história da cidade. A estrutura será feita em concreto armado, medindo 2,96 metros de largura por 2,40 metros de altura, revestida em azulejos de 20 x 20 cm, com pintura manual, “compondo uma obra artística modernista”, define.

O monumento terá, ainda, uma placa informativa com os nomes dos emancipadores, em letras sobressalentes; iluminação embutida em fita LED; texto de identificação na parte posterior da estrutura; além de base de concreto, dimensionada para o melhor aproveitamento do canteiro e estabilidade da estrutura, e incluirá um mapa geográfico em destaque, com localização de Volta Redonda no território fluminense.
“A arte modernista em azulejos vai retratar o momento simbólico da emancipação de Volta Redonda. No monumento haverá a imagem central de um homem erguendo a chave, representando a conquista da autonomia do muni- cípio. As figuras ao redor, com as mãos em gesto de aplauso, simbolizam o povo celebrando a liberdade e o futuro da cidade”, detalhou Sodré.

Turismo e valorização urbana
Além do simbolismo em homenagear os emancipadores, o monumento, segundo Sodré, faz parte de uma ação integrada do governo Neto voltada à revitalização de pontos turísticos e históricos da cidade. “O projeto busca tornar a praça um ponto de parada
histórica para moradores, estudantes e visitantes, reforçando a conexão entre passado e futuro, além de integrar-se com o mobiliário urbano existente, respeitando a ambiência original da praça”, acrescentou o secretário, esquecendo que o grupo de pessoas em situação de rua faz justamente o contrário, pois estão quase sempre bem alterados, brigando entre si e pedindo dinheiro a quem passa pelo espaço. Neto, por sua vez, entende que a homenagem aos emancipadores é justa e vai valorizar ainda mais o patrimônio histórico e cultural da cidade. “Homenagear aqueles que ajudaram a construir nossa cidade é importante. Precisamos valorizar e mostrar aos mais jovens, aos cidadãos e visitantes a história de Volta Redonda”, destacou.