Os resultados das eleições para presidente da República confirmaram o que o aQui previa: Volta Redonda, cidade operária, passou a ser reduto da extrema direita. Flávio Bolsonaro, candidato do PL, obteve 82.586 votos (50,06%), derrotando Lula, do PT, que obteve 69.383 votos (42,06%). Na cidade, foram registrados 3.284 votos em branco e 4.167 votos nulos. O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro.
Vai vendo (I)
Nas eleições para deputado federal, o petista Lindbergh Farias, o ‘Lindinho’, foi o forasteiro mais votado em Volta Redonda. Obteve 8.933 votos, cuja dezena no jogo do bicho corresponde à cobra. Lindinho foi mais votado até que Diogo Balieiro, ex-prefeito de Resende, que saiu das urnas da Cidade do Aço com 7.678 votos. Os dois ficaram bem à frente do famoso Dr. Luizinho (PP) – endeusado por vários políticos locais, como Neto, Gotardo, Márcia Cury etc –, que obteve 4.625 votos dos eleitores volta-redondenses.
Vai vendo (II)
O empresário Rosaldo Madeiras decidiu investir mais uma vez na carreira política e foi candidato a deputado federal pelo Avante. Não deveria ter arriscado, pois só obteve 1.356 votos. Com esse total, não se elege nem vereador.
Vai vendo (III)
Outro empresário, só que de Barra Mansa, Bruno Marini também deveria desistir. Para deputado federal pelo União, mesmo sendo bolsonarista de carteirinha, Bruno só obteve 629 votos em Volta Redonda. E olha que tinha muita grana para investir em cabos eleitorais.
Vai vendo (IV)
Ex-deputado federal, Zoinho tentou voltar à Câmara e se candidatou a deputado federal pelo Republicanos, de Garotinho. Obteve apenas 4.697 votos. Muito pouco, pouco mesmo.
Vai vendo (V)
Figurinha carimbada quando as eleições se aproximam, Áureo Ribeiro, do Solidariedade, mesmo partido de Munir, obteve 1.780 votos em Volta Redonda. Não é nada, não é nada, mas já é alguma coisa.
Psol
O partido de esquerda até que se saiu bem na Cidade do Aço. Vejamos: Talíria Petrone conseguiu 2.260 votos para a Câmara; Rick Azevedo, outros 2.016 votos; Glauber Rocha obteve 1.923 votos; Pastor Henrique Vieira, outros 1.406 votos. Com os votos dados a outros representantes da legenda, o Psol pode se gabar de ter obtido mais de 10 mil votos na cidade operária, hoje mais chegada à extrema direita. Tarcísio Motta, que ficou como suplente do Psol, obteve 672 votos na cidade.
Tadinho
Hugo Leal, candidato do ex-deputado federal Deley de Oliveira, entre outros, não pode se queixar do trabalho do ex-craque do Fluminense, afinal, obteve 2.865 votos mesmo não tendo feito grandes coisas para o Palácio 17 de Julho.
Pra próxima
O vereador Rodrigo Furtado, candidato de Flávio Bolsonaro em Volta Redonda, se saiu bem nas urnas, obtendo 6.988 votos. Seu nome ganhou muito mais visibilidade entre os eleitores.
Tadinhos
Júlio Lopes, deputado federal protegido pelo ex-vereador Maurício Pessôa, e Laura Carneiro, que contou com o apoio disfarçado de Neto, não se reelegeram. Mas arrancaram, respectivamente, 1.593 e 602 votos nas urnas de Volta Redonda. Outra figurinha fácil, Eduardo Bandeira de Mello, conhecido por ser flamenguista, também não se reelegeu, mas conseguiu 1.105 votos na Cidade do Aço. Deve ter sido boicotado pelos eleitores do Botafogo, Vasco e Fluminense, além do Voltaço.
Bolsonarista
O delegado Antônio Furtado, que andou chefiando a DP de Piraí, sonhava em voltar a morar em Brasília, mas terá que se contentar em retornar para a terra de Pezão. Em Volta Redonda, ele até foi bem votado, pois está meio sumido há muito tempo. Mesmo assim, conseguiu 17.787 votos nas urnas da Cidade do Aço.
Vixe (I)
Vejam só que estranho: 339 volta-redondenses votaram em ‘Breno Café com Teu Pai’, candidato do PL a deputado federal. Resta saber quem trabalhou pra ele em Volta Redonda. Merece uma medalha.
Vixe (II)
Aliás, um candidato que pede votos com o nome de Dr. Marcos ‘Doutor Hora Bolas’ só podia ter um votinho nas urnas, né? Foi o que ele conseguiu em Volta Redonda. Um votinho, nada mais. Ah, ele é filiado ao PDT.

Apostas
Pelas ruas da Cidade do Aço várias apostas foram feitas envolvendo a votação do famoso coronel Luiz Henrique (ex-secretário de Ordem de Pública do governo Neto). Os mais pessimistas apostavam que o oficial da PM não teria nem 5 mil fotos, outros chutavam 10 mil. Teve até quem arriscasse dizer 15 mil, e esse errou por pouco, pois o coronel Luiz Henrique obteve 14.770 votos nas urnas de Volta Redonda. O pessoal da feira livre vai ficar triste…
Minc
Dos 60 deputados estaduais que tentaram se reeleger para a Assembleia Legislativa, 43 se deram bem. Outros 17 nem tanto; perderam. É o caso de Carlos Minc (PSB), uma fera da política fluminense.
Jordão
Além de Minc, Alexandre Knoploch (PL), Dionísio Lins (PP), Fábio Silva (União) e Professor Josemar (Psol) não conseguiram renovar seus mandatos. A deputada Célia Jordão também não. E olha que ela recebeu uma grana preta do diretório do PSD, da ordem de R$ 600 mil, para a campanha. Tem mais. Seu marido, o ex-prefeito de Angra dos Reis, Fernando Jordão, também dançou. Obteve 25.066 votos, mas ficou como suplente do MDB. Pode-se dizer que o casal Jordão vai permanecer unido nas férias. Ah, em Volta Redonda, com apoio de Maurício Batista, Jordão obteve 528 votos.

Piraí (I)
O vereador Betão Pezão, candidato a deputado estadual pelo PDT, fez bonito nas eleições para a Alerj. Obteve 24.544 votos, número bem superior ao de muitos candidatos conhecidos por aí. Acabou ficando na primeira suplência da legenda. Filho de Pezão, prefeito de Piraí, Betão já é tratado como futuro sucessor do pai. “O garoto tem futuro”, disparou um político de Piraí, pedindo para não ser identificado.
Piraí (II)
Ouvido pelo aQui, Pezão desconversou ao ser indagado se Betão poderia assumir uma secretaria na prefeitura de Piraí para ganhar mais experiência administrativa. “Não pensei em nada ainda”, respondeu, fazendo questão de elogiar a postura do filho. “Foi muito bom, ele foi longe. Foi a primeira vez”, avaliou. Ah, Pezão, ex-governador e com trânsito em várias esferas da política nacional, não quis falar sobre ajudar Betão a assumir o mandato na Alerj, já que é o primeiro suplente do PDT. “Tá muito longe ainda”, justificou.
Curiosidade
Por essa, poucos esperavam: na Terra de Pezão, amigo pessoal de Lula, deu Flávio Bolsonaro na cabeça. Isso mesmo: em Piraí, o candidato do PL obteve 8.680 votos, contra 7.529 dados a Lula, do PT. O número de votos em branco chegou a 348, e outros 484 o anularam. Será que o resultado teve a ver com a indelicadeza cometida por Lula com Pezão, durante recente evento em que o petista atacou todos os ex-governadores do estado do Rio?
2028
Gustavo Tutuca, que já foi adversário de Pezão, obteve cerca de cinco mil votos em Piraí, que já foi governada por ‘Tutuca pai’. Foram 4.326 votos. Betão Pezão, por sua vez, obteve 7.273 votos na cidade. Será que os dois vão se encontrar em 2028? Até prova em contrário, não. É que Tutuca admitiu lançar seu irmão, Arthur, para concorrer nas eleições municipais de 2028.
Campeã
Para a Alerj, os votos em Volta Redonda consagraram a candidatura de Anderson Moraes, do PL, que obteve 4.106 votos, seguido por Índia Armelau, também do PL, que saiu das urnas como a forasteira mais votada, com 3.132 votos.
Decepção
O petista André Ceciliano não foi bem nas urnas da Cidade do Aço, obtendo apenas 564 votos. Já Tutuca, do PP, eleito com votação em 91 dos 92 municípios fluminenses, obteve 4.206 votos, mostrando que soube conquistar os eleitores locais no tempo em que morou em um dos prédios do morro do Rosário, na Sessenta. Pena que ele resolveu se mudar de Volta Redonda. Ah, em tempo: na segunda, 5, Tutuca foi papai de novo (ver foto), com o nascimento da pequena Clara. É um homem de sorte.
Campeão
O campeão em Volta Redonda, como não poderia deixar de ser, foi Munir Neto, do Solidariedade, com seus 36.485 votos, o que garantiu sua reeleição para a Alerj.

Jari x Raone
Na briga por espaço entre os socialistas, quem levou a melhor, pelo menos em Volta Redonda, foi Jari, do PSB, com seus 26.024 votos, contra 14.721 dados a Raone, agora no PT. Os dois viraram inimigos políticos desde que o petista deixou a legenda comandada por Jari. Devem se reencontrar nas urnas em 2028…
Drable
Antes da votação de domingo, dizem que o prefeito Neto (VR) previu que o ex-prefeito Rodrigo Drable (BM) teria cerca de cinco mil votos na Cidade do Aço. Se Neto cogitou isso, errou feio. O ex-prefeito de Barra Mansa obteve 1.980 votos. Betão Pezão, filho de Pezão, amigo de Neto, obteve 1.092 votos pelo PDT em Volta Redonda.
Evangélicos
O ex-deputado Edson Albertassi apostava que sairia bem nas urnas em Volta Redonda. Não deu. Obteve apenas 10.411 votos e deve estar decepcionado com a falta de fidelidade dos evangélicos. Aliás, há quem diga que a campanha de Albertassi só não foi melhor por ele ter entregado a tarefa a gente inexperiente na política. Há controvérsias.

Na rádio
Em entrevista à Rádio 88, Edson Albertassi fez uma análise da eleição. Segundo ele, a disputa foi marcada pelos extremos, representados por PL e PT, e pela força das máquinas políticas de mandatos e prefeituras. Na avaliação de Albertassi, candidatos sem partido forte, mandato ou apoio de prefeitos perderam espaço na reta final.
Faltou pouco
Aliás, por apenas 1.651 votos, Volta Redonda não elegeu o quarto deputado estadual. Edson Albertassi, que obteve 22. 576 votos, terminou a disputa por uma vaga na Alerj com uma diferença considerada pequena diante do desempenho obtido nas urnas.
Chances (I)
Tem mais. Edson, segundo fontes, já teria sido sondado por aliados de Douglas Ruas para assumir alguma função no governo do Estado. É que Altineu Côrtes, manda-chuva do PL de Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas, não esconde de ninguém que tem gratidão e respeito por Edson Albertassi.
Chances (II)
Vale lembrar que Albertassi ficou como primeiro suplente, se tornando a bola da vez para uma eventual composição do seu partido, MDB, com o governo Ruas. Experiência, aliás, Albertassi tem de sobra.
Terra Nostra (I)
Os vídeos de declaração de apoio gravados pelo apóstolo Joel Pereira para Munir e Rosenverg Reis também repercutiram muito mal entre os aliados de Albertassi.
Terra Nostra (II)
O engraçado, para não dizer trágico, é que Rosenverg Reis, mesmo com apoio do líder evangélico, só obteve 156 votos nas urnas de Volta Redonda. Um fiasco.
Piada (I)
Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, que esteve andando pela Cidade do Aço às vésperas da eleição, obteve, tadinho, apenas 44 votos. Até que foi muito, né? Aliás, a título de comparação, o ex-jogador Donizete, o Pantera, que é de Volta Redonda, obteve só 104 votos. 60 a mais que Cabral…
Piada (II)
Outro que deve estar fulo da vida é o ex-deputado estadual Marcelo Cabeleireiro. Obteve apenas 891 votos na terra de Neto. Já a deputada estadual Fabiani Vasconcelos, que tomou posse antes das eleições, obteve 409 votos no município. Era e é uma ilustre desconhecida por aqui.
Vereador (I)
Sidney Dinho, vereador de Volta Redonda, conseguiu muita ajuda financeira do seu partido, o PRD, mas os eleitores mesmo não o ajudaram. Obteve apenas 2.826 votos. E o engraçado é que, nas redes sociais, ao agradecer a votação, Dinho não revelou quantos votos obteve.
Vereador (II)
Marcel Castro, vereador pelo PDT em Barra Mansa, obteve apenas 81 votos dos eleitores na Cidade do Aço.
Não colou
A família Conrado sempre foi uma das mais atuantes em Volta Redonda, e o ex-vereador Paulo Conrado era um campeão de votos e mandatos. O mesmo não se pode dizer do cantor e compositor Conrado, candidato a deputado estadual pelo DC, que obteve apenas 17 votos na eleição de domingo. Um fracasso.
Fracasso
Outro que fracassou na Cidade do Aço foi o polêmico Alexandre VR Abandonada, que fez campanha como sendo grande adversário da CSN. Obteve apenas 1.415 votos pelo Psol. Mostra que bater na UVP nem sempre é a saída para ganhar alguma coisa. Tem que tentar a Câmara em 2028.
TRE
Val do Ceasa (PRD), cuja candidatura está sub judice, obteve 109 votos em Volta Redonda. Paulo Melo, do União, outro com problemas no TRE, teve bem menos: 10 votinhos. E olha que já foi nome forte na Alerj. Ah, lembram de Chiquinho da Mangueira, hoje no Avante? Obteve dois votos em Volta Redonda. Será que ninguém por aqui gosta de samba? Bom sujeito não é?
Bomba
Pior que Chiquinho fez Bomba, candidato do Novo, legenda que ia lançar Maurinho como candidato ao Senado. Bomba obteve 3 votos, todos devidamente anulados pelo TRE/RJ.

