No Dia das Mães de 2025, dados dos Cartórios de Registro Civil de Resende evidenciaram um aspecto marcante da maternidade no município: o alto número de crianças registradas apenas com o nome da mãe. Tem mais. Os números dos cartórios de Registro Civil de Resende mostram que, em 2024, 93 recém-nascidos foram registrados apenas com o nome da mãe na certidão de nascimento. Desde 2020, esse total já ultrapassa 515 registros. Apesar do número ainda expressivo, houve uma leve redução em relação a 2023, quando foram contabilizados 104 casos de nascimentos sem a paternidade reconhecida. “A atuação dos cartórios acompanha a evolução da sociedade e tem oferecido mecanismos mais acessíveis para garantir direitos fundamentais, como o reconhecimento de vínculos familiares, de maneira segura, célere e sem qualquer burocracia”, afirma Celso Belmiro, presidente da Associação de Notários e Registradores do Rio de Janeiro (Anoreg/RJ).
Os dados estão disponíveis na página ‘Pais Ausentes’, no Portal da Transparência do Registro Civil, plataforma nacional administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (ArpenBrasil), que reúne informações sobre nascimentos, casamentos e óbitos registrados nos 7.654 Cartórios de Registro Civil em todo o país, presentes em todos os municípios e distritos brasileiros. O município registrou 88 crianças sem o nome do pai em 2020, 93 em 2021, 99 em 2022, 104 em 2023 e 93 no ano passado. Até maio deste ano, já são mais de 38 recém-nascidos registrados apenas com o nome da mãe. São Paulo lidera o número de registros no país, com mais de 146 mil nos últimos cinco anos, seguido por Bahia (69.814), Rio de Janeiro (66.916), Minas Gerais (61.467) e Pará (55.233).
