domingo, maio 3, 2026
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O Carnaval do sofá

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COMPORTAMENTO: 7 em cada 10 brasileiros não querem folia e vão passar o feriado em casa

O Carnaval de 2026 promete ser lembrado não pelo barulho das baterias, mas pelo conforto da sala de casa. Uma pesquisa inédita realizada pela Hibou, instituto especializado em monitoramento e insights de consumo, em parceria com a Score, Agência de Brand & Shopper Experience do ecossistema Biosphera.ntwk, revela um comportamento inesperado: a maioria dos brasileiros não quer pular Carnaval. Segundo o levantamento feito com 1.714 respondentes em todo o país, 73,2% da população pretende ficar em casa durante os dias de folia. O estudo aponta que o feriado se transformou oficialmente no “período nacional do descanso”, com apenas 7,3% planejando pular em bloquinhos e uma parcela mínima de 4,6% viajando para a praia.

Para quem vai ficar em casa, o plano de folia é tecnológico. O streaming será o melhor amigo do brasileiro: 62,5% dos entrevistados já elegeram a Netflix como companheira oficial, seguida pelo Amazon Prime (29,7%) e YouTube (24,4%). Os planos são claros: 48% querem maratonar filmes e séries, 36,3% pretendem apenas dormir muito, sendo que esse número sobe mais ainda entre os brasileiros de até 34 anos que supostamente  deveriam ser os mais animados (47%) e 27,3% afirmam que o objetivo é “não fazer nada”. Além disso, a faxina doméstica (27%) e a leitura de livros (21,5%) ganharam mais espaço na agenda do que assistir aos desfiles pela TV, opção de apenas 16,1% da população.

“O brasileiro está usando o feriado para recuperar o fôlego mental. Com mais da metade das pessoas considerando a data como um descanso para a mente, a indústria do entretenimento doméstico e do delivery ganha um apelo gigantesco, enquanto a folia de rua luta para manter seu apelo diante de uma população exausta”, analisa Ligia Mello, CSO da Hibou.

Tem mais. Longe das dietas rigorosas, o cardápio caseiro nos dias de Carnaval será de indulgência. O churrasco lidera a preferência nacional com 11%, acompanhado de perto pela pizza (9%), delivery (7%) e sorvete (7%). A lista de desejos inclui ainda comida congelada (6%), lanches (5%) e massas (4%). Para beber, a sobriedade impera na hidratação: a água é a bebida oficial para 55%, seguida por sucos (49,3%) e refrigerantes (46,1%). As bebidas alcoólicas aparecem com menor frequência, sendo a cerveja e o vinho citados por 25% e os destilados por apenas 15,3%.

O cuidado com os animais também entrou na conta: 73,2% dos tutores garantem que seus pets passarão o feriado ao lado deles em casa. No fim das contas, o Carnaval de 2026 é da paz: 51,8% definem o período como um “descanso para a mente” e 25,4% como a “hora de curtir a família”. 

Insegurança e falta de higiene afastam foliões das ruas

Para a minoria que ainda se arrisca nas ruas, o sentimento é de alerta. O “momento pular carnaval” é ofuscado por preocupações reais: 57,8% dos foliões estão assustados com a segurança nas ruas e 24,5% reclamam dos preços abusivos das bebidas. Na hora do aperto, o maior “perrengue”, citado por 81,2%, é a dificuldade de encontrar banheiros, seguido pela falta de segurança (51%) e pelo excesso de gente em espaços pequenos (41,9%). Mesmo assim, para quem vai, os itens essenciais são água (65,2%), amigos (64%) e um trio elétrico animado (63,4%).

“A insegurança é o grande balde de água fria do Carnaval moderno. Quando mais da metade da população aponta o medo como uma barreira, o consumo se retrai para ambientes controlados. O folião quer diversão, mas não abre mão da integridade física”, pontua Ligia Mello.

O Brasil não ‘espera’ mais o Carnaval

A pesquisa também derrubou mitos culturais. O tradicional ditado de que “o Brasil só volta a funcionar depois do Carnaval” está perdendo força: 40,2% acredita que isso ainda acontece, mas 22,1% afirma que essa realidade já ficou no passado. No campo musical, as preferências se mantêm tradicionais: as marchinhas lideram, com 43,3%, seguidas pelo axé (34,5%) e o samba (27,7%), de preferência nacional. Apenas 0,9% declaram que não gostam de músicas de Carnaval.

A crise econômica também dita o ritmo da festa. Somente metade dos brasileiros (49,4%) pretende gastar, no máximo, R$ 250 extras além de sua rotina financeira normal. Já 22,9% afirma categoricamente que não vai gastar absolutamente nada a mais. Apenas uma elite de 0,4% planeja ostentar gastos acima de R$ 4 mil no período. Esse comportamento reflete também a escolha do tipo de transporte para os 10,1% que vão viajar: 72,6% usarão carro próprio para economizar e fugir de passagens caras.

“O que a pesquisa mostra não é um desinteresse pelo Carnaval, mas uma mudança clara de território de consumo. O brasileiro continua querendo viver o clima da data, só que agora em ambientes controlados, confortáveis e mais previsíveis. Para as marcas, isso desloca a atenção da rua para a casa, da ativação física para a experiência integrada entre conteúdo, digital, delivery e entretenimento. O Carnaval de 2026 é de menos presença e mais pertinência”, analisa Albano, CSO da Score.

Instagram, a vitrine do carnaval

Mesmo com o distanciamento das ruas, as figuras públicas continuam no imaginário popular. Ivete Sangalo é a celebridade que melhor representa o Carnaval para 19% dos brasileiros, à frente de Paolla Oliveira (16,1%) e Viviane Araújo (8,6%). Já na palma da mão, o Instagram será a vitrine da festa para 56,2% das pessoas, seguido pelo YouTube (21,9%) e o Facebook (16,5%). 

Metodologia: A pesquisa ‘Carnaval 2026’  foi realizada pelo Instituto Hibou em parceria com a Score Group, entre os dias 02 e 04 de fevereiro de 2026. O levantamento contou com 1.714 respondentes maiores de 18 anos, abrangendo as classes ABCDE em todo o território nacional, através de painel digital. A margem de erro é de 2,3%, com um nível de significância de 95%.

 

Existe feriado no Carnaval? Como funciona para a empregada doméstica?

O Carnaval, um dos eventos mais esperados do ano, levanta dúvidas sobre os direitos e deveres da empregada doméstica durante esse período festivo. Ao contrário do que muitos pensam, o Carnaval não é considerado um feriado nacional. Portanto, a empregada doméstica não tem automaticamente direito a folga nesses dias. É essencial estar atento, pois alguns municípios e estados adotam regras próprias.

Por exemplo, a terça-feira de Carnaval é considerada feriado no Rio de Janeiro. Nesse caso, o empregador deve conceder a folga à empregada, mas, se houver um acordo mútuo, ela pode trabalhar, sendo remunerada em dobro ou recebendo uma folga compensatória. Nos municípios e nos demais estados, os empregadores devem consultar a legislação local, disponível nos sites das prefeituras, para verificar se algum dia do Carnaval será considerado feriado.

A empregada doméstica pode trabalhar em dias de feriado. Ou seja, se no seu estado/município for considerado feriado, é preciso atenção, pois existem regras a serem seguidas. Se em algum estado ou município for decretado feriado e o empregador solicitar os serviços da trabalhadora doméstica, a remuneração desse dia deverá ser paga em dobro.

Caso o empregador conceda folga em dias de Carnaval em lugares onde não é feriado, ele pode exigir que essas horas sejam compensadas posteriormente. Essa flexibilidade proporciona um equilíbrio entre as necessidades do empregador e o descanso da empregada.

Vale lembrar a importância de controlar as horas trabalhadas a fim de evitar problemas trabalhistas. Durante 30 dias, a Doméstica Legal está oferecendo gratuitamente a ferramenta Ponto Legal para o empregador conhecer na prática como a tecnologia pode ajudar no controle do ponto e evitar processos trabalhistas. A ferramenta pode ser testada sem custo no link https://dl.domesticalegal.com.br/acao-comercial-fixa-ponto-legal

“Qualquer erro no controle de ponto, esse documento pode ser transformado em uma prova facilmente derrubada na Justiça. Muitas famílias só percebem isso quando já estão enfrentando um processo que poderia ter sido evitado”, afirma Mario Avelino.

“Má índole”

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POLÍTICA: Justiça decide que ataques de Raone contra Munir não passavam de ‘fake news’

Que a disputa política se transformou em uma guerra de narrativas, não é novidade para ninguém. Ainda mais em tempos de redes sociais, quando muitos atores políticos preferem “lacrar”, criar memes e viralizar com trends a apresentar resultados concretos de seus mandatos. Nesse ambiente, ataques se multiplicam e não raramente acabam desaguando no Judiciário. O roteiro costuma ser parecido: quando um político de direita ataca um de esquerda, fala-se em ‘fake news’ e busca-se a Justiça para derrubar as falsas publicações. Quando ocorre o inverso, o caminho é exatamente o mesmo.

Em Volta Redonda, como não poderia deixar de ser, o enredo se repete. Na segunda, 9, o deputado estadual Munir Neto (PSD) anunciou ter obtido uma vitória na Justiça do Rio de Janeiro sobre o vereador Raone Ferreira (ainda filiado ao PSB, mas publicamente alinhado ao PT), opositor do governo Neto. Resultado: a Justiça determinou a retirada imediata das publicações feitas por Raone nas redes sociais que associavam, de forma indevida e sem apresentação de provas, o deputado a supostas irregularidades em uma licitação da Secretaria de Educação.

O caso envolve a contratação pela pasta de uma empresa que ficaria responsável pelo fornecimento de cuidadores para o atendimento de alunos da Educação Especial da rede municipal. Nas redes sociais, Raone afirmou que a vencedora da licitação teria sido beneficiada. Chegou a sugerir que um dos sócios teria participado da campanha política de Munir — que é irmão do prefeito — e que a esposa do empresário teria sido funcionária da Alerj, no gabinete do deputado.

É claro que, com a decisão da Justiça contra Raone, Munir Neto comemorou a vitória e utilizou as redes sociais para divulgar a decisão, sem citar nominalmente o seu desafeto, referindo-se a ele como ‘vereador de oposição’. “Acabou de sair uma decisão judicial determinando que todas as calúnias e mentiras faladas contra mim no Facebook e no Instagram por um vereador de oposição ao governo Neto sejam retiradas imediatamente das redes sociais. Todos que me conhecem sabem da minha integridade e da minha honestidade”, escreveu.

As publicações de Raone associando o deputado estadual a uma possível irregularidade na licitação da secretaria de Educação de Volta Redonda começaram a ser divulgadas em dezembro do ano passado. Durante esse período, Munir optou por não responder às acusações. “Eu não vou ficar debatendo com ninguém sobre esses temas. Enquanto meus advogados trabalhavam para punir quem falava mentiras contra mim, eu estava trabalhando a favor da população do Sul Fluminense, como na estrada Roma–Getulândia, no ‘Segurança Presente’ para o Retiro, por uma saúde melhor e por uma educação de qualidade. Podem confiar em mim: jamais vou fazer qualquer coisa errada. E também não vou ficar debatendo com pessoas de má índole”, disparou, referindo-se ao vereador de oposição, que está prestes a deixar o PSB e se filiar ao PT de Volta Redonda.

Raone – que já se lançou como pré-candidato à Alerj, o que pode afetar a campanha de Jari, deputado pelo PSB – gravou um vídeo para se posicionar sobre o caso. E anunciou que estava sendo processado. “Eu esperei tranquilamente ser notificado pela Justiça para me manifestar. Essa ação tenta me calar por algo que é minha função como vereador: fiscalizar o serviço público e denunciar possíveis irregularidades”, disse, reiterando as suspeitas de irregularidades na contratação da empresa que presta serviços de cuidadores nas escolas, que a Justiça não acatou.

“É meu dever. O processo que fiz segue o curso normal, e a prefeitura deve prestar os devidos esclarecimentos. Sobre a liminar pedindo para eu tirar os posts do ar, farei isso com todo respeito ao Judiciário. Decisão judicial se cumpre. Mas já estamos entrando com uma ação, com recurso. Não tenho medo do debate público”, bradou, bem ao seu estilo. 

 

A condenação

A decisão que determinou a retirada das postagens foi proferida pela 2ª Vara Cível da Comarca de Volta Redonda. Na sentença, a magistrada reconheceu que parte das publicações extrapolou os limites da liberdade de expressão ao personalizar críticas e atribuir ao deputado condutas desabonadoras sem respaldo fático ou probatório, capazes de induzir o público a conclusões equivocadas sobre sua atuação pública.

Segundo a decisão, embora o debate político e a fiscalização dos atos da administração pública sejam legítimos, tais manifestações não autorizam a divulgação de narrativas pessoais infundadas que atinjam a honra e a imagem de terceiros. Por esse motivo, foi concedida tutela de urgência determinando que o vereador retirasse, no prazo de 24 horas, todas as postagens que mencionassem direta ou indiretamente o deputado Munir Neto associando-o a supostas irregularidades ou favorecimento indevido, sob pena de multa diária de R$ 1 mil.

A decisão também destaca que as alegações divulgadas nas redes sociais não prosperaram no campo jurídico, inclusive em ação proposta pelo próprio vereador, na qual não foi reconhecida qualquer irregularidade que justificasse medidas mais severas. Para a magistrada, o caso evidencia a fragilidade das acusações e a ausência de elementos concretos que sustentassem as narrativas divulgadas. 

É que, conforme já noticiado pelo aQui na edição 1488, Raone Ferreira havia perdido outras duas ações judiciais relacionadas ao mesmo tema. A primeira decisão foi proferida pelo juiz Alexandre Custódio Pontual, da 5ª Vara Cível de Volta Redonda, que negou o pedido de liminar apresentado pelo vereador em ação popular que buscava suspender a licitação da Secretaria de Educação e o contrato firmado pela Prefeitura.

Na ocasião, o magistrado entendeu não haver, naquele momento processual, qualquer prova inequívoca de ilegalidade capaz de justificar a interrupção do contrato administrativo. Destacou ainda que os atos administrativos gozam de presunção de legalidade e boa-fé, não podendo ser afastados apenas com base em alegações não comprovadas. Segundo o juiz, a suspensão pretendida exigiria demonstração clara e robusta de ilegalidade flagrante — o que não se verificou nos autos.

A outra decisão judicial afastou, em análise preliminar, as alegações relacionadas ao valor global do contrato. O juiz ressaltou que, quando distribuído ao longo do período de vigência e considerada a quantidade de profissionais envolvidos, além dos encargos trabalhistas e custos de gestão, o montante não se mostra, à primeira vista, desproporcional ou dissociado dos parâmetros de mercado.

Quanto às tentativas de imputar irregularidades com base em supostos vínculos pessoais — como apoio político ao deputado Munir Neto — e em reclamações trabalhistas envolvendo a empresa contratada, a Justiça foi categórica ao afirmar que tais elementos, isoladamente, não autorizam a conclusão automática de violação aos princípios da moralidade ou da impessoalidade administrativa, devendo ser analisados com cautela e sempre à luz de provas concretas ao longo do processo.

Entrando na linha

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3OBRAS: Prefeitura anuncia investimento de R$ 20 milhões da MRS para criação de um terminal rodoviário na antiga área da Edimetal

Entrando na linha

Na terça, 10, depois de algumas décadas de promessas que teimavam em não sair do papel, o governo Furlani deu um passo decisivo para que a antiga área da Edimetal, às margens da Via Dutra, vire de fato, e de direito, o distrito industrial de Barra Mansa. Tudo será possível graças ao convênio firmado entre a Companhia de Desenvolvimento de Barra Mansa e a MRS Logística para a implantação de um terminal ferroviário nas instalações do futuro Parque Industrial (ver foto). Vai atender a CSN e a Arcelor Mittal, entre outras empresas. 

O investimento será da ordem de R$ 20 milhões. E Bruno Paciello, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Barra Mansa, criada em 2023 pelo ex-prefeito Rodrigo Drable, entende que a implantação do terminal da MRS vai consolidar a área da antiga Edimetal como um polo logístico competitivo, “capaz de atrair novos empreendimentos, gerar empregos e ampliar a capacidade produtiva do município”, ressalta. 

O prefeito Luiz Furlani vai além. Diz que o terminal será um marco do futuro de Barra Mansa. “O Parque Industrial é uma realidade do presente e um investimento estratégico para o futuro de Barra Mansa. Estamos falando de desenvolvimento econômico, geração de empregos, fortalecimento das contas públicas e mais capacidade de investir em quem mais precisa. Esse resultado só foi possível com planejamento, segurança jurídica, diálogo e união entre poder público, iniciativa privada e instituições parceiras. Hoje, vivemos um momento histórico, que confirma o potencial da nossa cidade e abre caminho para novos empreendimentos”, pontuou.

O subsecretário estadual de Articulação Institucional do governo Cláudio Castro, o ex-prefeito Rodrigo Drable, um dos responsáveis diretos pelo projeto, que era tido como inviável, ressaltou alguns dos problemas que enfrentou para viabilizar a criação do Parque Industrial. “O terreno (da Edimetal) foi adquirido, mas não tinha documentos. Tivemos que resolver isso com a massa falida vendedora. Nos últimos dias do mandato do Jonas (Marins, ex-prefeito), entraram lá e saquearam tudo, inclusive levaram os galpões da empresa (que explorava o ramo de venda e beneficiamento de aço, grifo nosso)”, contou.  

Segundo Drable, a Cia de Desenvolvimento de Barra Mansa foi criada por ele em 2023 e o terreno da Edimetal passou para as mãos da empresa em 2024. “Foi quando começamos as negociações com a MRS e outras empresas. Negociei com a ArcelorMittal a compra do terreno, para fazer o acesso para a Dutra aproveitando o retorno já existente, e fizemos o arruamento”, detalhou.  

“O Furlani avançou muito nas obras de infraestrutura e negociação com as empresas, e hoje nós temos o processo maduro e pronto para gerar emprego. Isso tudo é resultado de um processo de muitos anos com continuidade. Toda a equipe que começou comigo continua até hoje trabalhando (no governo Furlani) para dar certo!”, comemorou.

A assinatura da parceria contou com a presença de representantes de importantes das entidades e instituições, como Jairo Rodrigues (Metalsul), Thyago Machado (Sicomércio), Fernanda Moysés (Aciap), José Paulo Nogueira (CDL), Elissandra Cândido (Sinduscon), e Breno Borges, secretário de Desenvolvimento de Piraí. Representantes da Arcelor também foram lembrados no release oficial. Os da CSN foram ignorados. E olha que a comitiva incluía gente da UPV e diretores da CSN que trabalham no porto em Itaguaí, que pode ser muito importante para a viabilização do projeto final.   

Carnaval no Parque da Cidade

Até o próximo dia 17, Barra Mansa vai pulsar no ritmo do Carnaval, com muita música, alegria e valorização da cultura popular. A novidade deste ano é o retorno da festa ao Parque da Cidade, espaço tradicional que volta a ser o coração da folia no município após mais de uma década. A abertura oficial aconteceu ontem, sexta, 13, e a programação segue com desfiles dos blocos carnavalescos e matinês e shows com atrações regionais e nacionais. 

De acordo com o presidente da Fundação Cultura, Alexandre Caneda, o Carnaval 2026 foi planejado para valorizar a identidade cultural da cidade. “Estamos preparando um Carnaval inclusivo, que respeite nossas tradições e ofereça atrações para todos os públicos. O retorno ao Parque da Cidade proporciona mais conforto e segurança aos foliões”, destacou.

Além dos shows no palco principal, o Carnaval de Barra Mansa vai manter viva a tradição dos blocos carnavalescos, que há décadas fazem parte da história da cidade e seguem como protagonistas da festa. Um dos grandes destaques é o Bloco do Boi, que desfila no município há mais de 70 anos e, em 2026, estará presente todos os dias do Carnaval, reafirmando sua importância cultural e seu vínculo com a população.

Outros blocos tradicionais também integram a programação, como o Mensageiros do Axé, o Tradição Morro do Cruzeiro, o Bloco da Banda G e o Arrastão da Vista Alegre, levando música e animação para diferentes bairros do município. “O Carnaval de Barra Mansa é construído pelos blocos, pelas famílias e pelos artistas locais que mantêm essa tradição viva ao longo dos anos. Valorizar esses grupos é preservar a nossa história e fortalecer a cultura popular”, completou Caneda.

Previbam

Parece fake news, mas não é. O Fundo de Previdência Social de Barra Mansa (Previbam) apresentou um desempenho histórico em 2025 ao superar, com ampla margem, a meta atuarial prevista para o exercício. Enquanto a meta estabelecida, calculada com base no IPCA acrescido de 5,08% ao ano, foi de 9,56%, a evolução do patrimônio líquido alcançou expressivos 32,01%. O resultado positivo reflete diretamente o bom desempenho da carteira de investimentos, que registrou rentabilidade de 15,19%, aliado a uma estratégia sólida e criteriosa de alocação de recursos. 

Chuvas (I)

A Prefeitura de Barra Mansa segue com uma força-tarefa atuando nas ruas para tentar minimizar os impactos causados pelas fortes chuvas que vêm caindo desde a noite de segunda, 9. De acordo com a Defesa Civil, já foram registradas 18 ocorrências de deslizamentos, seis desabamentos de imóveis, três desabamentos de muros, quatro quedas de árvores, além de 12 pontos de alagamento severo. Também houve transbordamentos dos rios Barra Mansa e Bocaina, e o desabamento de uma ponte. Até o momento, foram contabilizadas 20 pessoas desabrigadas, quatro desalojadas e, infelizmente, a morte de uma menina de 5 anos.

Chuvas (II)

O prefeito Luiz Furlani está acompanhando os trabalhos da Defesa Civil, vem prestando apoio às famílias atingidas e também se manifestou, emocionado, sobre a morte da menina Maria Eduarda dos Reis Norberto, de 5 anos, vítima do temporal. “É um momento de muita dor para mim e para toda a cidade. Mas o Poder Público é o braço forte dos mais vulneráveis, e por isso vamos intensificar ainda mais nossos esforços em prol de quem mais precisa”, prometeu, depois de ter decretado luto oficial de três dias no município em razão da morte de Maria Eduarda.

Emergência

Na terça, 10, por conta das chuvas, Furlani decretou estado de emergência pelo período de 120 dias. Barra Mansa está classificada em Emergência Nível 2, quando a capacidade de resposta local às ocorrências é esgotada, tornando necessário o apoio de outras esferas de Poder, como o Governo do Estado e a União. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, João Vitor da Silva Ramos, o volume de água foi extremamente elevado. “Choveu 436 mm em 30 dias, e já foram registradas 63 ocorrências. Estamos com o solo encharcado pelas chuvas, que devem ainda atingir a cidade de forma moderada nos próximos dias, podendo causar novas ocorrências. Pedimos que os moradores fiquem atentos e, se estiverem em áreas de risco, procurem se abrigar em casas de parentes ou em pontos de apoio do município, como as escolas na região Sul da cidade. Em caso de emergências, que acionem a Defesa Civil através dos números 199 ou (24) 98121-3427 – WhatsApp”, ressaltou.

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