Árvores caíram até em frente ao Palácio 17 de Julho
No final da tarde de terça, 16, como anunciado, um temporal castigou várias cidades da região. Foram cerca de duas horas, ventos fortes e, em alguns pontos, chegou a chover granizo. Dezenas de árvores caíram, atrapalhando o trânsito. Uma mulher, de ….anos, foi atingida pela queda de uma árvore no Jardim Amália. Ela chegou a ser socorrida por um dentista que a levou para o hospital da FOA, antigo Hinja, mas não sobreviveu.
Procurada, a direção do H.FOA confirmou o caso, destacando que a mulher já teria chegado sem vida à unidade. “Ela já chegou sem vida ao nosso hospital. Embora não fosse o local para recebê-la, porque somos privados, prestamos os primeiros socorros, mas sem sucesso. Também sabemos que foi um dentista que a levou, junto com outras pessoas que passavam pelo local”, disse Leonardo Prado.
Com o temporal, muitos bairros ficaram sem energia elétrica por horas e horas. A agência dos Correios na São João só reabriu no dia seguinte. De acordo com a Defesa Civil de Volta Redonda, na cidade do aço choveu 26,6 mm, os ventos atingiram até 40km/h. Quer saber mais? Foi a primeira de muitas em 2025. “O ano é do El Nino”, disparou uma fonte do aQui junto ao Palácio 17 de Julho, ao analisar os efeitos da tempestade.
Ela pode ter razão. É que o El Nino é um fenômeno climático natural que ocorre no Oceano Pacífico Equatorial e que tem impactos significativos no clima de várias regiões do planeta. Pode causar redução das chuvas em parte da primavera e início do verão. Porém, quando chove, pode chover de forma mais intensa e localizada, aumentando o risco de enchentes e deslizamentos em áreas urbanas. “Não é um problema específico de Volta Redonda”, completa a fonte. “Choveu muito em Barra Mansa, em Resende, em Lídice (Rio Claro)”, comparou.
Em Volta Redonda, segundo dados oficiais, foram registradas 24 ocorrências, sendo 14 quedas de árvores, uma de muro e outra de grade, além de quatro pontos de alagamento (há controvérsias) e quatro registros de destelhamentos no Ciep do bairro Volta Grande. Bairros como a Vila Santa Cecília, Pinto da Serra, Barreira Cravo, Jardim Belvedere, São Lucas, Fazendinha, Santa Cruz, Siderlândia, São Sebastião, Vila Brasília e Santa Cruz foram bem afetados pela ventania e chuva. “Além da chuva, que aumentou muito, temos que considerar o crescimento da cidade, o aumento das áreas urbanizadas. Não temos para onde correr”, pontuou a fonte, apresentando uma alternativa para reduzir os riscos. Um paliativo para ser exato: “É intensificar a limpeza dos bueiros”, resumiu.
A solução tem a ver com os alagamentos nas principais ruas e avenidas, como Amaral Peixoto, Getúlio Vargas, Rua 31 e 33, entre outras. “Temos que aumentar a capacidade de escoamento”, sentencia. Detalhe: Ela entende que, no caso da 33, por exemplo, o alagamento acabou em pouco tempo. “A chuva quando cai com volumes de 50 mm não tem o que fazer mesmo. Vai alagar. Temos que esperar para ver quanto tempo leva (a água) para descer e tem descido rápido”, disse. “A chuva (forte) não vai parar”, sentencia para logo finalizar: “A cidade tem problemas, mas passou bem. A água desceu ontem mesmo e as equipes da prefeitura estão nas ruas”.
O coordenador da Defesa Civil de Volta Redonda, Rubens Siqueira, foi além. Destacou a capacidade de resposta da estrutura do município, ressaltando também a importância do ato e o comportamento seguro em situações de fortes chuvas. Segundo ele, são orientações como evitar qualquer tipo de capina, escavações irregulares, construções irregulares; respeitar os dias de coleta do lixo; não criar obstrução em boca de lobo, bueiros e ralos para que o escoamento de água seja normal.
Em caso de emergência, a população, lembra ele, pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou a CAU (Central de Atendimento Único), no 156. E para receber os alertas da Defesa Civil por SMS, os moradores de Volta Redonda devem se cadastrar, enviando um SMS para o número 40199, apenas com o número do CEP de onde mora.

Furlani vistoriando estragos da chuva em Barra Mansa
BARRA MANSA
O temporal que também atingiu Barra Mansa no final da tarde de terça, 16, danificou o sistema de abastecimento de água no distrito de Floriano. O reservatório, com capacidade para armazenar 50 mil litros de água, tombou devido à intensidade dos ventos que, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, ultrapassaram 60 km/h.
No dia seguinte, equipes do Saae-BM logo iniciaram os trabalhos emergenciais para restabelecer o abastecimento.
De acordo com o diretor da autarquia, José Geraldo Santos, o Zeca, a solução imediata encontrada foi realizar uma ligação direta na rede.
“Essa alternativa garante o fornecimento temporário, mas não pode ser mantida por muito tempo por conta da pressão da água. A medida definitiva será a transferência do reservatório que atualmente atende a Vila dos Remédios para a área central do distrito de Floriano. A operação está programada para sexta, 19. Com isso, a Vila dos Remédios voltará a receber abastecimento por ligação direta, modelo utilizado até março deste ano, quando o reservatório foi instalado na localidade”, detalhou.
Zeca garante que os moradores da Vila dos Remédios não serão prejudicados, uma vez que a bomba existente na região supre as necessidades da população. “Além disso, nós já estamos providenciando um novo reservatório para ser instalado no bairro em breve”, finalizou, sem dizer quando isso será feito.
Segundo dados da Defesa Civil, Barra Mansa registrou outras sete ocorrências. Foram seis quedas de árvores nos bairros Goiabal, Santa Clara, Jardim Ponte Alta e Getúlio Vargas; e um destelhamento na região central da cidade. O volume de chuva acumulado nas últimas 24 horas foi de 32,8 mm.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, João Vitor Ramos, todas as ocorrências foram atendidas rapidamente em ação integrada com o Saae-BM e com a Secretaria de Manutenção Urbana. “Não houve vítimas, imóveis interditados, desabrigados ou desalojados”, avaliou João Vitor Ramos, coordenador da Defesa Civil.
A chuva prejudicou, vejam só, o funcionamento do Restaurante Popular. É que devido às goteiras que apareceram na cobertura do imóvel, seria impossível abrir as portas na quarta, 16. Furlani, em postagem nas redes sociais, anunciou que o rango voltaria a ser fornecido a partir do dia seguinte, quinta, 17.
O prefeito, em postagem nas redes sociais, falou sobre a queda da caixa d´água. “Tivemos uma fortíssima chuva, uma tempestade com ventania tremenda. Infelizmente, a força do vento ocasionou a derrubada da caixa de abastecimento de água aqui no distrito de Floriano.
Deixo registrado que essa caixa de metal, que era de 2007, estava cheia com 50 mil litros de água. Um impacto enorme que mostra a força da natureza. Graças a Deus, ninguém se vitimou, ficando apenas o prejuízo material”, afirmou. “Já estamos organizando a compra de um novo reservatório, para que em breve possamos atender novamente esse distrito tão importante da nossa cidade”, prometeu.
Foto: Gabriel Borges



