‘Você amanhã’

neto e munir

O ex-prefeito Neto já deixou o Palácio 17 de Julho há cerca de 500 dias. Só que até hoje ele insiste em ocupar espaços na mídia voltarredondense. Recentemente, por exemplo, quando teve seu nome citado como provável pré-candidato a vice-governador em uma improvável chapa com César Maia, ex-prefeito do Rio de Janeiro, ele disse ao aQui que seu sonho era voltar a comandar o Palácio 17 de Julho. Mostrou que seu sonho de ser ‘um homem normal’ tinha ido pro beleléu.

 

A prova de que Neto não faz outra coisa a não ser pensar naquilo foi reiterada na manhã de quinta, 27, ao microfone de uma rádio local.  “Eu quero ser novamente prefeito de Volta Redonda, pois eu tenho condições de fazer muito mais do que já fizemos”, reiterou, garantindo que seus advogados mantêm a sua crença de que não está inelegível, como muitos pensam, por ter tido contas reprovadas pelos vereadores de Volta Redonda. “Eles são muito competentes e, na opinião deles, eu consigo sair como candidato. Eu já iria sair como pré-candidato a vice-governador, mas não é isso o que eu quero. Eu quero é ser, mais uma vez, prefeito de Volta Redonda. É um direito que todo mundo tem”, teorizou, aproveitando para prometer gastar muita sola de sapato com as pré-candidaturas de Munir (à Alerj) e Deley (à Câmara).

 

Não satisfeito, Neto confessou ter um plano B caso a Justiça Eleitoral não permita que ele se candidate por ter tido contas do seu governo rejeitadas pela Câmara de Volta Redonda. E a sua estratégia passa por lançar o nome do seu irmão mais novo, Munir, como candidato a prefeito em 2020. “Na próxima eleição (de 2020) eu serei candidato. Se por ventura eu tiver qualquer problema, algum imprevisto, o Munir vai ser o meu candidato a prefeito”, disparou, mostrando que não está nem aí para o fato de poder melindrar seus aliados que sonham com a indicação. “Eu acho que vou conseguir vencer todos os obstáculos (na Justiça Eleitoral)”, apressou-se em dizer. “Até porque a conta foi reprovada na Câmara por uma questão política”, justificou, explicando porque acredita não ser inelegível, como muitos creem.

 

“Meus esforços serão para a pré-candidatura do Munir e do Deley. Vou andar com eles, com toda certeza. Vou aos bairros com eles assim que isso for permitido. Hoje eles são pré-candidatos, depois da convenção (do PTB, grifo nosso), vamos montar uma estratégia de campanha”, acrescentou, mudando de assunto. 

 

Como que aproveitando a chamada da última edição do aQui, que publicou duas fotos na capa – uma com Neto e Munir; outra com Samuca e Samuquinha para mostrar que os dois grupos só pensam naquilo (em 2020) – o radialista quis saber de Neto se ele não estaria pondo em jogo o seu prestígio no Sul Fluminense ao bancar o nome de Munir como pré-candidato a deputado estadual. “É, e com uma vontade muito grande. Com certeza que aposto tanto no Deley quanto no Munir. Eles jamais vão decepcionar, eu assino embaixo”, disparou. “Essa pré-candidatura (de Munir) eu confesso que só nasceu por uma insistência minha”, completou.

 

Neto foi além. Disse que caso Munir seja eleito, e ele possa sair candidato a prefeito, o irmão poderá, como deputado, ser convidado a assumir uma secretaria estadual, caso seu preferido – Eduardo Paes – também seja eleito, é claro. “Pela experiência que ele (Munir) tem, ele vai ser muito útil para o estado do Rio. Já existe até uma possibilidade dele no futuro ser um secretário (estadual) de Assistência Social. Ele quer (ser eleito deputado) e acha que vai poder ajudar muito nosso estado e a região, nosso município. Eu confio plenamente nisso. Ele vai ter todo o meu apoio e não poderia ser diferente”, justificou. De irmão para irmão.

 

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