Tem que resolver

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Quando estava prestes a completar 45 dias de mandato, em meados de fevereiro, o prefeito Samuca Silva (PV) fez uma visita de surpresa à Escola Municipal Palmares, no Padre Josimo. Queria saber das demandas da unidade escolar e conversar com os pais dos alunos e profissionais da Educação. A visita foi, até prova em contrário, em resposta a uma notícia divulgada pelo aQui na edição 1032 (de 11 de fevereiro) sobre o abandono da escola. Em poucos minutos, Samuca descobriu que o aQui estava certo. E que na unidade existiam vários problemas estruturais. O número de goteiras era tão grande que o telhado parecia uma peneira. As grades estavam quebradas, os banheiros em péssimas condições. Nem luz tinha, entre outros. Como se estivesse em campanha, prometeu que iria mandar arrumar tudo.

 

Não mandou. Ou não foi obedecido. Por isso, cerca de dez mães de alunos da escola foram à Câmara na noite de segunda, 30, para fazer um protesto silencioso cobrando providências para que o Palácio 17 de Julho se digne a reformar uma simples escola. E que a criançada não corra mais riscos desnecessários. Na quinta, 1º, o presidente da Câmara, Sidney Dinho, chamou a secretária de Educação, Rita de Cássia, duas mães dos estudantes e os vereadores Luciano Mineirinho e José Augusto para debaterem o que fazer.

 

Dinho lembrou que o problema da escola se arrasta desde a gestão do ex-prefeito Neto. “A gente sabe que foi feito um grande projeto de reforma da escola, pena que custaria milhões. Mas, pelo o que eu entendi, o que as mães desejam é que sejam feitos apenas os pequenos reparos para que os alunos possam estudar direito, com qualidade”, destacou. “Elas estão batalhando pelo básico”, completou, agradecendo a presença da secretária de Educação.

 

Mãe de uma aluna do 5º ano, Viviane Soares endossou as palavras de Dinho. “Não estamos pedindo uma obra de milhões. Queremos pelo menos o básico. Os alunos não estão podendo nem usar os parquinhos, a quadra está cheia de goteiras, caiu o forro do banheiro, entre outros problemas. Queremos esses reparos”, destacou Vi-viane, ressaltando que quando o prefeito Sa-muca esteve na escola, ele prometeu a reforma. “Eu ouvi isso dos lábios dele”, completou.

 

Pega na saia justa, a secretária de Educação, Rita de Cássia, saiu pela tangente e disse que tudo que estava ao alcance da sua pasta já teria sido feito. E prometeu, como Samuca, que as pequenas reformas serão repassadas para a secretaria de Obras executar. “Estarei amanhã (ontem, sexta) na escola, junto com uma engenheira da secretaria de Obras. Vamos ver os problemas e o que podemos fazer de imediato para melhorar o local”, destacou, ressaltando que o gabinete dela estaria de portas abertas para receber as demais reivindicações das mães. Que assim seja!

 

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