segunda-feira, junho 17, 2024
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Políticos não se entendem sobre Plano Nacional de Educação

Conrado: ‘Querem excluir os pais da educação dos filhos’

De um lado, os partidos de esquerda e o próprio Sepe-VR (Sindicato dos Profissionais da Educação de Volta Redonda) defendiam um boicote geral à audiência pública realizada na terça, 7, pelo presidente da Câmara, vereador Edson Quinto, sobre os termos do novo PNE (Plano Nacional de Educação), a ser homologado pelo Congresso Nacional. Eles não foram, e deixaram o plenário da Casa para ser ocupado pelos políticos de direita. Hermiton Moura entende que o PNE quer destruir a tradicional família brasileira e impedir que o nome de Deus seja tratado nas salas de aula.
Ele foi além. Leu aos presentes aquilo que acredita ser uma versão do artigo 205 da Constituição Federal desejada pelos “esquerdistas”. “Eles gostariam que o artigo dissesse que a Educação é direito de todos e dever somente do Estado. E será feita em colaboração com os conselhos esquerdistas visando o pleno desenvolvimento do esquerdista, seu preparo para a execução da militância marxista e sua qualificação para a revolução comunista”, teorizou.
Quem não perdeu a oportunidade foi o vereador Paulo Conrado, que tem como plataforma política a bandeira contra a “ideologia de gênero”. “A implantação da ideologia de gênero nas escolas e a formação de militância política para agirem nas salas de aula é explícita.
Querem excluir os pais da missão de educarem seus filhos. A representatividade da
família na educação dos filhos está respaldada na Constituição Federal, que, em seu artigo 205, aponta que a educação é um dever do Estado e da família”, argumenta Conrado.
Acreditando que o secretário de Educação tem poder para mudar os artigos do PNE, Conrado já solicitou outra audiência com o atual administrador da pasta, Osvaldir Denadai, para tratar do caso. “Não foram respeitadas as ideias que fugiam do viés ideológico majoritário dos participantes da conferência. Movimentos afirmativos da diversidade receberam mais cadeiras (135) que a comunidade científica (52). A manifestação de pensamento e vontade da maioria da população brasileira formada por cristãos foi ignorada”, disse Conrado.
Patrícia Vidal, responsável por articular as discussões do PNE no âmbito de Volta Redonda, lembra que o plano ainda está sendo debatido. “É importante dizer que o Plano ainda está em debate. Está travado na Comissão de Educação da Câmara Federal, que é presidida por Nikolas Ferreira, conhecido bolsonarista defensor de pautas morais. E ainda não sabemos como o texto sairá de lá. Mas os debates até então foram progressistas e avançaram onde precisavam avançar, principalmente nas questões de gênero, a fim de dar protagonismo feminino e garantias de direitos à população LGBTQIA”, resumiu.

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