Sexta, 13

Rio de Janeiro - Os deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi (na foto), todos do PMDB, se entregam à Polícia Federal (PF) após terem prisão decretada (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Os ex-deputados Edson Albertassi e Paulo Melo foram vítimas de mais uma trapalhada da Justiça. Digna de uma sexta-feira 13. Presos preventivamente há quase dois anos, os dois chegaram a ser soltos na manhã de ontem por determinação do Tribunal Regional Federal. Ambos teriam até ido para casa. Mas, para azar dos ex-parlamentares, os juízes do TRF-2 teriam errado ao emitir o alvará de soltura, trocando os números dos processos aos quais respondem. Assim, não poderiam ter deixado Bangu 8, e ontem mesmo retornaram ao presídio. “Um vexame”, sentenciou um advogado de Volta Redonda a trapalhada que começou com a soltura de Albertassi e o seu retorno, horas depois, ao presídio onde ficará aguardando o desdobramento do caso.
Na quarta, 11, o TRF-2 chegou a conceder um habeas corpus a Albertassi, Paulo Melo e Picciani, no âmbito da Operação Furna da Onça, um desdobramento da Lava-Jato. Na decisão, os juízes mandaram soltar os três políticos. No entanto, isso não poderia acontecer por uma razão muito simples: o trio ainda teria que cumprir prisão preventiva por causa da operação Cadeia Velha. “O TRF-2 errou feio ao colocar o número dos dois processos no alvará de soltura. Eles só julgaram o da Furna da Onça. Não julgaram os dois processos”, avaliou o advogado consultado pelo aQui.

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