O vereador Renan Cury apresentou recentemente um projeto de lei para impedir que a Prefeitura de Volta Redonda use recursos públicos para contratar artistas que façam apologia ao crime organizado e ao uso de drogas. A proposta deve ser apreciada logo depois do Carnaval.
De acordo com o parlamentar, o poder público não pode ser conivente com o errado. “Infelizmente, vemos por aí artistas cantando músicas favoráveis a crimes contra policiais, incentivo ao tráfico, exaltações a facções criminosas e incitamento ao uso de entorpecentes. Gastar dinheiro público com esse tipo de conteúdo é no mínimo conivência”, justificou Renan.
O vereador aproveitou para garantir que a proibição não é uma espécie de censura. Muito pelo contrário. “Todo e qualquer artista poderá continuar fazendo shows pagos pelo poder público (Prefeitura e Câmara), desde que, obviamente, não cante músicas exaltando crimes”, destacou Renan Cury.
A proposta do vereador é similar a outras que estão sendo apresentadas em várias cidades do Brasil. Em alguns locais, o projeto tem sido batizado como “Lei Anti-Oruam”, em referência direta ao rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno – dono da música mais ouvida do Brasil em janeiro no Spotify.
Polêmica
Oruam, para quem não sabe, tem se envolvido em polêmicas e critica parlamentares que apresentaram projetos semelhantes ao de Renan. Oruam é filho de Marcinho VP, preso por assassinato, formação de quadrilha e tráfico, e é apontado como um dos chefes do Comando Vermelho.